sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Que venha um vento bom.



que calor quente
que mata cadeias
aminoácidos, proteínas
que mata gente

calor escaldante
nesse inferno nascente
que nem com o sol se põe

parece querer deus fazer-nos sofrer
por favor liga o ar condicionado central daí de cima
não está dando pra aguentar
estou suando dignidade
antes fosse de tanto trabalhar

me rendo ao copo de coca cola que deixei congelar
sorvete, suco de limão com maracujá
piscina de soda
uma árvore pra eu poder descansar o tédio
e em baixo da copa eu poder assassinar o sol

não quero tempestades
nem que venham inundações
sim friagens e não trovões

mas que venha vento bom
venha o tempo de usar roupas quentes
tomar tacacá sem suar
venha o tempo de sopa, de filme com pipoca
sofá, chocolate quente e orelhas pra esquentar

venha um vento bom
aquele que fecha os olhos ao soprar
aquele que tem cheiro de flor
que venha o vento bom
o vento bom que se partilha o amor
vento bom que eu não me canso de esperar.

Eu quero é que venha um vento bom.

4 comentários:

zaca disse...

"Oh! vida! das perguntas desses recorrentes, das cidades repleta de tolos. Que há de bom nisto Oh! vida!
... que voce está aqui e que pode contribuir com um verso."

Veriana Ribeiro disse...

que venha o vento bom (todos eles), porque os ruins eu já cansei de soprar no ouvido. Que venha o vento de novembro, que o de outubro eu (já) não aguento mais.

Thalyta França disse...

prefiro água à vento.mentira.

Victor Manfredine disse...

ventoooooooo.
bom ou não:
que ele venha!