Praticante do manejo sentimental (in) sustentável.
domingo, 18 de março de 2012
Postado por
Kaline Rossi
às
20:03
0
comentários
quarta-feira, 7 de março de 2012
Pode ouvir o cabeludo
O ano era antes, muito antes, de suas filhas nascerem. As fotos ainda eram em preto e branco e lugar de mulher ainda era na cozinha. Sempre gostou de música mas em sua casa haviam restrições sérias. Só entrava Luiz Gonzaga. Seu pai, marceneiro, carpinteiro, artesão de móveis em madeira tinha a cabeça, a sola dos pés, algumas concavidades nas mãos e também era uma pessoa chata. Ele gostava de Roberto Carlos. Depois da escola ouvia com os amigos através de um radinho à pilha as canções dançantes e cantavam para as garotas que passeavam na praça de trança.
- Na minha casa não entra música de cabeludo.
Naquela época o Rei era apenas príncipe. Se usasse trança já seria outra história.
- Mas painho, a música é boa.
- Não, nada disso, na minha casa não entra música de cabeludo.
Certo dia, após uma grande tragédia que acometeu o Recife, estado vizinho, Roberto Carlos fez um show beneficente para arrecadar fundos a fim de ajudar as vítimas da enchente. Ele queria ir, seu pai não deixou mas por fim disse: - É, esse cabeludo é boa gente. Pode ouvir o 'cabiludo'.
Postado por
Kaline Rossi
às
19:01
2
comentários
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Mas que me devore adequadamente.
Com o corpo e com todos os compartimentos contidos.
Postado por
Kaline Rossi
às
13:56
0
comentários
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Nem sombra e nem reflexo. Só a certeza da dúvida converte.
Postado por
Kaline Rossi
às
17:06
0
comentários
sábado, 21 de janeiro de 2012
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
e passeando pelo seu rosto, o bigode, também seu, sorria para meus dedos. cantarolávamos, líamos e ríamos de lá, em lá e todas as suas variações sonoras e silábicas.
Postado por
Kaline Rossi
às
12:26
0
comentários
domingo, 18 de dezembro de 2011
Do outro lado
Postado por
Kaline Rossi
às
17:57
1 comentários
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
tentando deixar de ser eu
pra ter alguém além
de mim.
Postado por
Kaline Rossi
às
15:43
2
comentários
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
da escrita
minha inspiração é como faísca. leio um texto, uma poesia e olha cá, lá estão as palavras, rimas e inverdades querendo sair que nem calha entupida depois da chuva. Ela, água dela, não apaga minha faísca. Acende até fazer calor e eu não aguentar mais essa dança dentro da minha cabeça. Abro a torneira, desentupo a calha e deixo sair.
Postado por
Kaline Rossi
às
16:09
0
comentários
domingo, 20 de novembro de 2011
sábado, 19 de novembro de 2011
Da camiseta
Postado por
Kaline Rossi
às
23:20
0
comentários
do vazio que se preenche de si mesmo
tem mais você do que eu aqui.
Postado por
Kaline Rossi
às
19:11
1 comentários
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
metade
Você não precisa de uma banda pra ser feliz.
Precisa ser inteira.
Postado por
Kaline Rossi
às
18:58
0
comentários
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Aqui ontem há um ano.
Rezei para que o hoje fosse daqui a dois anos
Que eu estivesse grande, fosse moça e tudo resolvido
Ontem, sonhei pra que fosse eu ao seu lado
(ontem, há dois anos)
Que tudo que passamos fosse futuro e não passado
Não haveria quase nada a se arrepender
Nada de marcas, nada marcado
Chorei quando você foi embora
Sabendo que futuro também seria
‘Que se foste é por que não deveria ter vindo agora
Ou não, vai ver que era pra ter vindo mesmo assim
Eu que não deveria
E ter ido como se foi fez-me como hoje sou
A ti também fizeste, que sei
de ontem há dois anos a frente
Eu me fui. Se fosse no futuro, no passado também.
Pensaria em tudo de novo, com algumas mudanças
(cometer o mesmo erro não faz parte de ontem pra frente)
E se o destino viesse hoje, lhe digo: não sei se ia.
Não sei se o trocaria por praias, coqueiros, uma horta ou jardins
Nem se cantaria a música, sem palavras, aplaudindo aos céus
Não me sendo, tudo e todos para ti
Não veria tantos e tantas, fingindo aquilo não querer
Hoje eu sei: não fui.
Mas depois dessas rimas tão ruins: um dia posso vir a ser.
Postado por
Kaline Rossi
às
08:50
0
comentários
terça-feira, 18 de outubro de 2011
adeus
dando adeus à nuvem negra
(que se despede com chuva)
aceno alegremente
agradeço os momentos sofridos
(mas sem sofrer na despedida)
nem com augúrios saudosos
nem cicatrizes feridas
adeus nuvem negra
vá molhar outros chãos
(cabeças)
aqui só tem espaço pra inverno
não mais tristeza.
Postado por
Kaline Rossi
às
07:32
0
comentários
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
tempo
mais um mês e eu não consegui virar a página.
(do calendário)
Postado por
Kaline Rossi
às
09:10
0
comentários
