sexta-feira, 28 de maio de 2010

há dores que a gente esconde na garganta ou no estômago, que é pra que ninguém consiga vê-las.

domingo, 23 de maio de 2010

eu, eles , ruivos

eu, eles, ruivos ao ver a castanheiras mortas de pé, zumbis testemunhas centenárias, sequer, de um futuro passando de costas pros outros muitos que viriam
eu, eles, impacientes, com monstros metálicos rasgando tudo aquilo abaixo do chão, revirando, revolvendo, remoendo vida em pó, vermelha
eu e eles ruivos, sólidos, a chacoalhar ossos, peles e estômagos cheios de água, mirando aquele horizonte tortuoso sem ao menos ver a miragem do suposto fim, água parecer
eu, eles, urubus e bois, esperando a próxima chuva ou o próximo caminhão chegar, eu e eles, ruivos de poeira do chão, do pó da terra, esperando pela camada de progresso, negra, sob rodas, chegar.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Esse cheiro de puberdade não me comove mais. Desculpa.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Dos discos que não ouço, por que são de mentira, acho coxas foscas e engulo imigrantes com farinha. Que coisa boa é ser lembrada que o bom da tempestade, meus que me são caros, é a bonança. E a bonança ainda é uma só uma criança...

sábado, 1 de maio de 2010

Responsabilidade é tudo aquilo que se toma pra si. Senão, não passa de obrigação.