quarta-feira, 30 de julho de 2008

Passo adiante.

Eu passo por caminhos antigos
Outrora visitados
Onde era casa
hj é grama
Onde era árvore
hj é muro
Onde era calçada
Hoje é rua

A cada passo
Uma lembrança
A cada metro
Uma saudade

Os lugares vão se modificando
E fica difícil dizer
Que a vida não mudou também
Eu não sou a mesma pessoa que fui
Mas talvez eu continue sendo o que eu sou
Pelo mesmo motivo de ser

Sem mudar a essência
Tudo permanece sendo
O que se foi destinado pra ser
A gente muda o caminho

Muda a cor
Muda os olhos
Mas não se muda aquilo que se é.
Muda as mãos
Muda o sorriso
Mas não muda aquilo que se quer.

sábado, 26 de julho de 2008

Cores, vai. Cores!


Me dá um pouco de cor pr'essa minha face.
pr'essa minha vida
que eu tenho pressa
pra ser vivida
ao invés de (a)traída.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Glup!( engolindo seco)

Sorte de hoje: Você escapará por um triz de um problema sério

Constatação.

Teu espaço
Meu ex-passo.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Pro espaço!

Eu gostaria que o meu inferno astral não fosse aqui, na terra.

Me escondendo de mim

Anseio não te ver mais. Paranóia consome o controle dos dedos, teclas, notas, ondas magnéticas, sílabas frias. Distantes. Diz-se que o amor faz esquecer dores e desamores. Amores outros. Amores perto. Amores longes. Será que o amor faz isso mesmo? O que será o amor, um horror sem controle? Esse mesmo amor que faz ter vontade de matar- vide relatos passados - é o mesmo amor que faz querer coçar as costas, das mãos calejadas -vide DNA- unhas cortadas, pra proteger e não machucar. O mesmo amor faz ter vontade de sumir do mapa. Matar todas do mesmo sexo, meu. Eita amor polivalente! Destruir empresas telefônicas. aquelas que permitem o envio de sms, sabe? Inocentes, claro. É o silêncio dos covardes e não dos inocentes.Não há maldade nesse mundo tão lindo. Mundo lindo que as vezes eu acho que não vivo. A maldade não há. Destruir os olhos cínicos de' oi, tudo bem' . Destruir os casos omissos. Mentidos. Aqueles que não tenho conhecimento. Daqueles que eu talvez nunca saberei. Talvez não: que eu nunca saberei. Há pactos silenciosos entre os covardes. Seria um prazer destruir a ti e depois, a mim também. assim. E os anseios se contradizem. É, eu sou violenta mas ainda não tive o prazer de praticar a violência. Eita amor doente. Cadê a poesia e as palavras com rima? Cadê a doçura dos dias belos? Viraram bílis. Das noites trocadas pelos dias agora escuros? Evaporou no sol de hoje. Derreteu junto com meu rio que insiste em correr. Em seguir o curso que nunca havia percorrido tanto. Quero me travestir de rosas venenosas. Tóxica. Pensando bem, talvez isso eu já seja.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Fantasia minha (baseada em fatos reais)

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porque ainda há um coração aqui.

Vendedores

Vende-se dores.Tratar aqui mesmo.

sábado, 19 de julho de 2008

Contém ml

O corpo humano é composto por 70 % de água.
Isso responde as minhas dúvidas sobre de onde sai tanta.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

PLOC!



Sobrenome chiclete.Dos que tem cor de sonho.
Sobrenome nuvem.Das que dão a sensação de paz.
Eu quero paz. A minha paz.
Quero o sobrenome amor: TRANQUILO.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Não me falte o passo, coração.

Das dores não acho que a minha é a maior.É só a que tenho.

Não me olhe com olhos mil. Se procurar um pouco, dentre as brumas e águas, tenho só dois.

Vomitspot.

Faço daqui, sim, privada suja para vômitos verbais. Verborragias com o sangue d'alma.

Pelos olhos rasgados.

Se pudesse fazia dessas palavras aqui, ponta de faca. Que entraria pelos olhos rasgando todos os nervos e vasos.Animal fatiado? Chegaria ao estomago. Ácido extremo. O faria regurgitar a saliva alheia que outrora(s) bebeu com a sede dos que há muito não veem fonte fresca. A sede da coca cola do deserto, já quente. A sede da água límpida da fonte. Água logo ao lado,fonte logo ao lado, sim. Mais conveniente não poderia ser. Quer dizer, até poderia. Dos sorrisos familiares, conforto. Da calçada agora, duplamente pisada, subterfúgio. Do portão da despedida, não mais exclusivo. Da varanda, risos. Daqui?Agora? Imensurável dor.A água da fonte que inunda a casa onde morava o amor,chega levando as flores transformando em horrores. Sonhos pesadelos intermináveis. Levam a água dos olhos que não se sabe mais de onde sai. Com a mesma faca, rasgaria cada célula da mão que toca a pele nova que, na mão, já é morta. Pois se o passado me condena. O teu presente é a minha pena de morte.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Vai-te e vive-te.

domingo, 13 de julho de 2008

Falo de mim.

Me sangra a alma.
Me mata aos poucos.
Me distrói o pouco de bom que (ainda) há.
Se não fosse eu
Seria mais fácil de resolver .
Se pelo menos alguém ouvisse um pedido de ajuda
Ou será que o grito está baixo demais?
Em sinal nulo ou submisso
Continua gritando-se pra dentro.

sábado, 12 de julho de 2008

Equinócio

Passo a noite em claro
nem acordo.
o dia ainda está escuro.
(!)

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Outros ares.

Quer respirar outros ares?Vá de ônibus.Há muitos ares por lá.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

(h)à esmo.

Ando por calçadas passadas.
De cal. De poeira.
De cuspe dos mal educados.
De sangue dos mal afortunados.
Ruas calçadas de barro socado.
Ando por ruas de linhas tortas.
Ruas que o fim não vejo.
Ruas que nunca mais andaria. Jurei.
Entro por estacionamentos para passar o tempo.
Dou voltas fingindo a procura de vagas.
Vezes entro, compro um doce.
Se fumasse, compraria um cigarro.
Se não me fizesse sentir mais só:
Cerveja verde. Ou algo com limão.
Vezes dou mais uma volta e sigo por onde entrei.
Eu não tenho nada pra fazer naquele lugar.
Mas quando não tem aonde ir
Qualquer lugar me faz feliz,
O que frequentemente é rotina,
Até o estacionamento do supermercado
É rota final pro meu fim.

domingo, 6 de julho de 2008

shut up

Há horas que é melhor calar-se e manter-se em silêncio. Os olhos já dizem tudo mesmo.