dando adeus à nuvem negra
(que se despede com chuva)
aceno alegremente
agradeço os momentos sofridos
(mas sem sofrer na despedida)
nem com augúrios saudosos
nem cicatrizes feridas
adeus nuvem negra
vá molhar outros chãos
(cabeças)
aqui só tem espaço pra inverno
não mais tristeza.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
adeus
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011
tempo
mais um mês e eu não consegui virar a página.
(do calendário)
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09:10
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terça-feira, 4 de outubro de 2011
poeira é pó
poeira é pó
aos montes
não importa de onde venha
o coletivo de sujeira
é sempre mais de um
trago uma caixinha
cheia de piuns de presente
pra pó e poeira
é o equivalente com afeto
um pote de barro, poeira
guardando água
vira lama?
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13:42
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Solidão Televisão
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segunda-feira, 3 de outubro de 2011
viver uma vida de paixões platônicas
de letras, de vida
de arte que imita
isso que é vida
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14:03
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quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Vem, pode entrar.
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011
O conto da galinha a menos.
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sexta-feira, 16 de setembro de 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Bala de troco. Que coisa triste.
Tão vazio como meu estômago ao meio dia. Tão profundo como último livro lido- de colorir-.Tão nutritivo como o sanduíche noturno que faz você se revirar, arrotar e ter pesadelos pesados. Tão inspirado quanto aqueles que aspiram. Ai, esses que me rodeiam. Fazem esse mundo girar do lado avesso. De dentro pra fora como uma dor antes de começar a ser sentida. Como um pássaro pousando antes de nem ao menos ter voado. Essas ruas recém-pintadas que mudam de rumo como se muda de roupa e/ou de companhia. Esses semáforos que incitam o ódio e a paciência necessária do dia a dia. Esses desvios involuntários por ruas (re) conhecidas. É a minha última saída. A única placa que me guia é o orgulho que me salva. Mas é muito pouco. ´
É pouco demais. Não cabe na mão. Não enche uma colher. Nem um conta gotas dá conta de contar. Mas eu conto por que teimosia e persistência, e não insistência, me são inerentes. Sou leonina, porra. De nada me vale sem se valer a pena. De nada vale a pena senão o pássaro. De nada vale o cavalo senão os dentes. Nada a ver isso aí, viu. Dou valor a cada centavo e há quem chame isso de mesquinharia. Mas quem irá me poupar senão eu mesma? Aprende, filha, não espere do outro aquilo que ele não pode te dar. Não se contente com balas escusas.
-Mas eu só queria meu troco.
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sábado, 10 de setembro de 2011
polishop
*Contribuição valiosa de Curumim
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
eu rua, você esquina
eu ponto, você vírgula
eu que juro, você que minta
eu que finjo, você acredita
eu placa, você faixa de pedestre
eu de saia, você queria corpete
eu viajo, você na maionese
eu me calo, você esquece
eu flor, você noite
eu pasto, você galinha
eu ouro, você prata
eu saudade, você n'outra
eu passeio, você de tarde
eu rodeio, você dirige
eu lembro, você atravessa a rua
eu tardo, você lua
eu milhares, você nenhuma.
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011
verdes
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domingo, 14 de agosto de 2011
das caixas
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