a noite engorda junto a lua.
crueldade é pouco apelido
pra nomes própios
e artigos indefinidos
'é ninguém. ninguém o é e nem nunca foi.'
é melhor fechar os olhos
e abrir só depois
que essa vontade de fazer rimas
escorrer com a chuva que vem
pra destruir ruas e vidas
quizera ter vindo ano passado
pro passado ir passando
passarinho.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Sorria - mesmo que seja com a sombrancelhas nas alturas.
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terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Da ciência evolutiva aos lavadores de carros.
Não há como negar as habilidades inerentes ao ser humano. Assim como não se pode negar que a habilidade de polegar opositor não é nada mais que uma tendência genética, desenvolvida por muitos e muitos anos, inclusive pelos macacos, nossos primos. Ok, seus primos. Concordo com oo determinismo biológico e que tudo e todos os tudos estão pré-dispostos geneticamente à inimagináveis possiblidades culturais, físicas, mentais- hoje em dia, até virtuais- de serem o que são e o que não gostariam de ser. O ambiente, o meio, o todo, o inteiro, influenciam na manifestação, desenvolvimento, ou não, de certas tendências. Um mundo de possibilidades que cabem numa espiral de dupla hélice, proteinada, turbinada, elétrica, bombante dentro de cada célula do corpo. Há controvérsias que você pode até discordar em partes. Mas só em partes pois na ciência o nada é inquestionável, ou seja, tudo o é.
No reino animal, e no vegetal também, seres com a cargas genéticas semelhantes, equivalentes, e, reprodutivamente falando, viáveis, procuram parceiros ( no singular e no plural) idem. Mas como lidar com a concorrência no meio natural onde uma planta não pode alisar o cabelo, não pode se enfeitar de ouro, usar salto, shortinho, decote e nem atacar o macho para garantir vantagem reprodutiva e perpetuadora de semelhantes? Como um animal pode impedir a fêmea que está no cio, doida para 'reproduzir' com vários, ou apenas com um - a monogamia existe. Não é lenda. Porém, evolutivamente falando, para algumas espécies não é interesante pois limita as possibilidades e chances de mais 'semelhantes' pairando por aí, por muito e muito tempo. Talvez hommo sappiens seja uma delas. Ênfase para o talvez. A natureza é sábia e dá artifícios, trejeitos, cores, aromas, 'atributos', vantagens para alguns, permite a transformação, mutação, adaptação, criação de novos mecanismos únicos capazes de garantir tudo que um ser vivo quer: Nascer, resistir às dificuldades ambientais, se alimentar, se reproduzir, morrer e gerar vida para outros.
Mas a natureza de um homem, macho, XY, de hoje em dia é no mínimo intrigante, pra não dizer imbecil. É instintivo- e há quem diga que o 'instinto' não exista, porém é inegável que algo há- no comportamento de um homem ao presenciar, avistar e até apenas ouvir falar, de uma mulher bonita, atraente, potencialmente, sexualmente ativa, ou com alguma qualidade que disperte o interesse, em outras palavras: basta ser mulher. Lembrando que falo de uma espécie específica de homens: pedreiros, lavadores de carros, flanelinhas, mendigos, limpadores de janelas, consertadores de ar condicionado, vigias, motoristas de ônibus, moto-taxis, vendedores de chinelos, de pipoca, de banana, de balões, de sorvete entre só mais alguns outros. Você está incluido nessa lista? Então não se 'doa', meu rapaz. Claro que os atributos externos potencializam facilitando ou dificultando o encontro dos 'x', mas concluo que basta a bicha ter nascido mulher mesmo. E falo sério, sem medo de ser feliz. É inegeável, I-N-E-G-Á-V-E-L, a influência que mulheres bonitas, atraentes, têm sobre os homens. E claro, que a inversa pode ser verdadeira. Ênfase para o pode. E claro também que aí entra o fenótipo provável da portadora dos melhores genes, do melhor ' instinto' maternal, potencial educadora e criadora dos filhos entre outros. E toda aquelas coisas geneticamente programadas, como chips de celulares. Não que isso seja socialmente assumido, mas como eu disse " a ciência explica tudo".
Há uma paralisação que dura apenas uns segundos. Para-se tudo que se está fazendo. Hormônios são disparados com o sinal: " ALERTA, ALERTA" e ele sorri com o canto da boca, descontrai as sombrancelhas, dá uns trejeitos nas pernas, arruma a roupa, quando tem tempo, penteia o cabelo, passa um pouco de cuspe na sombrancelha, uma água na boca, acelera os batimentos cardíacos e, como consequência, a circulação sangüinea por todo o corpo. isso mesmo, todo o corpo. Já era. Os olhos brilham e ele cria uma batalha interna com o bom senso e a educação e solta um: ' Oi, gatinha'. A educação e o bom senso vêm de casa, por isso não podemos exigir mais das pessoas do que elas podem nos dar. Uns te elejem realeza em segundos com aquele delicioso : "oi, princesa'. Outros te jogam de volta para a barriga da sua mãe com : "oi , bêbê", ou te dão asas de presente com : 'Oi, anjo'. Calma, tive que parar um pouco de escrever e respirar, por quer tenho certeza que ser cantada por um pedreiro não é exclusividade minha, e sei que muitas hão de concordar que é muito, mas muito imbecil um homem achar que uma mulher vai dar mole, se sentir atraida por esse tipo de comportamento e a surpresa, não tão surpresa é: muitas mulheres dão mole, se sentem atraídas, por esse tipo de homem. Ok, cada um no seu quadrado, mas o meu quadrado só é meu, e eu não suporto ter que suportar esse tipo de situação. Não gosto de ser bem atendida só por que sou mulher. Não gosto quando falam manso, calmamente, com o corpo emitindo sinais comportamentais. Não gosto de adjetivos, de cortesias e nem de gente que 'pega' . Gente que fala pegando na gente pelo braço. Gente que se insinua. Não. Não. Não. Prefiro um homem grosso, chucro, mas educado e simpatico por naturza, do que aqueles que mudam totalmente sua maneira de ser por causa da presença de uma mulher. Isso pra mim é fraqueza, vulnerabilidade, por que as mulheres espertas se quizerem, fazem o que quizerem mesmo com um otário que se amolece por qualquer 'XX'.
Ou seja, como a ciência explica, não adianta se extressar e achar ruim. Talvez reza, resolva. Macumba, sei lá. Mas acho que só daqui a uns 10 anos ( se o mundo não acabar em 2012) as mulheres terão se revoltado com esse comportamento idiota que eles, os homens, terão desenvolvido outra maneira de atrair fêmeas, acasalar, reproduzir, perpetuar a espécie...
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domingo, 17 de janeiro de 2010
A santidade pinga 2
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
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sábado, 9 de janeiro de 2010
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
a minha infância é um presente cada vez mais distante
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Do que me faz, tosse.
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
sábado, 12 de dezembro de 2009
Chá comigo.
O chá não pode ser aquela 8 maravilha gastronômica mas eu não acredito se alguém me disser que qualquer chá sem açúcar é gostoso. Pode ser gostosinho, bom de tomar, relaxante, qualquer outro adjetivo mas gostoso não é de jeito nenhum. Um dia minha avó (mentira, foi a minha mãe) me fez um chá de casca de romã que tinha gosto de meia. E pra saber como era o gosto, é só lembrar do cheiro de uma meia recém saída de um pé suado de dentro de um sapato de couro. Pois é. Consegui superar o trauma de criança do chá de casca de laranja da minha avó, que como dizia a minha avó ( e ela disse mesmo, não é chavão) fazia bem pra gripe. Acho que foi por isso que a gripe nunca me largou. Tava é bem.
Superei o trauma do chá de casca de romã ( que minha mãe jura faz bem pra garganta e agora eu acredito) e agora achei meu novo vício. Por que não se faz chá com sazon, mas com amor e pelo amor, tomar chá hoje em dia ficou muito mais gostoso.
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sábado, 5 de dezembro de 2009
O Diário da prima
Minha letra é horrível, nem consigo entender o que escrevo nesse pedaço de bloco de papel que eu ganhei num dos mil seminários que já fui. Seminário, conferência, palestra, workshops. É muito papel e eu tenho que aproveitá-los de alguma forma. Tive uma brilhante idéia: vou juntar todos os bloquinhos num só, grampear e fazer um caderno personalizado. Vou pegar aquela cambada de adesivos de caderno que guardo desde o ensino médio que nunca usei, mas que também nunca dei pra ninguém por achar que um dia eu iria precisar. Táí, chegou a hora das meninas superpoderosas, do ursinho plufpt, da Minnie, daquelas tatuagens tribais (suuuuuper fashions), daquele ’lembrar do aniversário de fulana’, daquela gatinha e daquele adesivo, aaah aquele adesivo do Matheo, da novela Terra Nostra, sabe. Aiaia. Eu tinha um pôster dele colado no meu quarto. Mesmo antes de saber o que eu poderia fazer com um homem, eu já fazia com ele.
Estava eu, a pri, a fá, a lá, a bi, a já, a ka, a la, a má, o gi, o su, a cli, o nê, o Rô, a lili, o fêr e o tion na praça depois do show do Jenoval. Esqueci de dizer que a mi e o bru tinham levado a prima que chamavam de ia, mas o verdadeiro nome era jasmim e eu não entendi o porquê. Essas coisas de apelido a gente nunca entende. Que Bençã, maninha. Sou muito grata pelas coisas que tenho, sabe. Não tenho muitas coisas, mas sou grata. Na verdade eu não tenho nada meu, mas sou grata do mesmo jeito. Se todas as minhas amigas agradecem, eu tenho que agradecer. Não gosto de ser do contra. Não gosto de confusão e quero que todo mundo goste de mim. Aliás, esse é meu objetivo: fazer amigos. Não interessa quem eles sejam, o que importa é como eles são comigo e isso me deixa muito feliz por que eu sou a única pessoa que consegue viver com esse paradoxo na vida. Deixa eu falar diário, que eu nem sei o que paradoxo significa, mas semana passada eu ouvi o professor de ciências falando e eu achei bonito. – Nossa, mas que paradoxo, heim princesa. Vem cá, moreninha linda!
Bonito, né?
Ontem, quando eu fui comprar pão na mercearia do Zico, encontrei ele maninha. Ele tava com aquela bermuda de jogar futebol, de seda vermelha, com aquela sandália kenner, linda, que eu dei pra ele no dia do seu aniversário e aquela blusa machão cavada, cor de burro quando foge. Ai, maninha. Que saudade que deu de pentear os seus cabelos do sovaco. De dormir em baixo da cama dele, esperando que a sua esposa fosse trabalhar e levasse as crianças pra escola. De sair, toda cheia de teia de aranha, com cara de azulejo florido, feliz, mas atrasada pro curso de datiolografia. De desenhar coraçõezinhos, de mandar mensagens pro celular dele. Melhor era receber as mensagens dele dizendo: - Minha mulher saiu. A cerca é sua. Na verdade a cerca era dele, mais pulante que pogobol elétrico, mas quem pulava a cerca era eu e caía direto pela janela do quarto, numa cama vermelha, meio desbotada, mas ainda tinha uma essência de cama vermelha. Vermelho é a minha cor preferida. Cor de sangue, cor de batom, cor de morango, cor de calcinha de renda, eita, dessa quem gosta é ele. Eu não gosto de calcinha de renda. Não gosto de coisa entrando na minha bunda. Cor de morte. Eu a vi várias vezes. Com o tempo passei até a gostar dos velórios, mas como tinha um quase todos os dias, aqueles dramas achocolatados se tornaram enjoativos pra mim. Pedi desculpas para o cara da capela são-alguma-coisa e disse que em breve eu voltaria. Mas só pra fingir tristeza quando aquela praga enfim morresse.
Eu sei que praga, carma, nunca morre e muito menos se acalma. Fica infernizando a vida de todo mundo pelo simples prazer de se sentir odiada. Ah, praga dos infernos. Queria eu ter coragem de enfiar uma faca naquele bucho de cerveja verde pra ver o líquido virar marrom, cor de merda. A cor que representava a sua vida. Era meio triste. Quando eu começava a sentir pena, não me permitia continuar e lia aquelas cartas. Só a primeira frase, que continha a data já era o suficiente. Ah, praga dos infernos, vai-te e Lilith logo! Eu não gostava de lhe desejar muitas coisas ruins não, por que eu sei que aquele Deus, o deus bom, que não era o mesmo Deus dela (por que não é possível) sabia o que fazia. Sabia o que fazia, fazia ou mandava fazer. Eu tinha é que livrar aquelas coisas ruins do meu coração e foi aí que surgiu a idéia do boneco de pano. Todo dia era um alfinetinho estratégico. A mulher lá do terreiro, disse pra eu ter cuidado, por que pessoa podia gostar e não faria efeito nenhum. Eu resolvi largar disso. Taquei fogo, mas só por que deve doer bastante.
Entrei pra igreja, comunidade Eros Ramazzoti, fundada por um cantor, ator sei lá, da Europa. Europa fica ali perto do Canadá, né? Agora eu não lembro. Enfim, lá é legal. As pessoas gostam de mim ou pelo menos fingem muito bem. Acho que Deus dá esse dom. Eu não consigo identificar mentiras nos olhos deles. Deus, será que eu perdi o meu dom? Será que essas pessoas tem um bloqueio na alma que não permitem ser enxergadas por dentro. Andei meio deprimida com isso, mas conversando com a pê, ela me disse que lá todas as nossas mentiras se transformam em verdades. C-O-M-O-A-S-S-I-M?
Eu não queria ver mentiras transformadas em verdades, por mais verdadeiras que elas pudessem parecer. Vi no fantástico, faz tempo já, que as pessoas que mentem tem um dom especial de fazer com que as outras pessoas acreditem e que acreditam na própria mentira, por isso que conseguem viver numa boa. Eu acredito nisso, mas não quero esse dom. Prefiro o meu de ver verdades nos olhos. E fazia tempo que não via, por isso achei estranho. Quando olhei aquele menino que tinha só olho, um olho grande, maceta mesmo, parecia que ia pular pra fora, eu vi verdade e sofrimentos muito familiares. Ele depositou uma moeda de 25 centavos na cestinha. Eu agradeci com meio sorriso, sem dentes. Coitado. Paz de cristo.
Esse meu problema de querer fazer amigos me deixava mal às vezes. Um dia, descendo as escadas lá do condomínio vi a esposa dele e fiquei com uma vontade louca de contar tudo pra ela e pedir que me perdoasse. Eu ia dizer toda a verdade, que a culpa era dele, que a cerca era baixa, que eu não tinha culpa que ele gostava de jiló e que quando eu estava cozinhando, ele sempre ia lá comer o meu jiló. Pensei em me propor a ensinar a esposa a cozinhar o meu jiló especial, quando me dei conta que o que o fazia pular a cerca não era o meu jiló. Ou era. Sei lá, eu nunca soube por que um dia desses, quando eu estava decidida a perguntar o que porque de ele ter estado comigo todos esses anos sendo casado, namorado, comprometido, sei lá que diabo era aquela relação, vi no jornal que ele tinha sido preso. Demorei pra ler a manchete toda. Fiquei tentando imaginar o porquê, antes de ler o que estava escrito. Enfim, todos já esperavam. Ele tinha sido preso por tráfico de drogas, de mulheres (pedofilia, inclusive), de remédios controlados, de móveis de madeira e de carne de boi de áreas de desmatamento na Amazônia, assalto, estupro e crime ambiental por ter matado 10 peixes exóticos (leia-se peixes estranhos) do aquário que ele mantinha com o dinheiro do seu serviço de empréstimo de idéias. Ele tinha um currículo grande, até. Era amigo dos traficantes e planejava estratégias de fuga e de novas rotas. Bolívia, maninha. Na Bolívia. Era amigo dos patrícios e das patrícias all over the world. Das patrícias, principalmente. As muchachas achavam que iam subir na vida, mas acabavam mais caídas que pelanca de peixe-boi. Peixe - boi ainda existe?
É hora de dormir. Liguei o rádio e tava passando a minha música. Não lembro o nome, mas acho que é do Calcinha Preta. Adoro aquela banda, mas prefiro a Joelma e o chimbinha. Que casal mais simpático e bem sucedido, né? Um dia desses os vi na Tv fazendo uma propaganda de sandálias. Esse povo da TV sabe vender as coisas. Só não comprei por que estava sem dinheiro mesmo. Adorei aquele comercial. “ Pi-pi, olha a mensagê”. Oba, cerca é minha!
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domingo, 22 de novembro de 2009
Ficou por ali, meio domingando, meio choramingando, segundando umas primeiras intenções apodrecidas com o passar dos anos. E olha que foram muitos.
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sábado, 21 de novembro de 2009
espelho espelho meu e pés de galinhas.
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sábado, 14 de novembro de 2009
Dá um 'chupe'?
Tudo isso por que não gosto de imaginar a procedência das coisas que compramos por aí. Imaginei a pessoa que preparou coçando o saco, amarrando o cabelo sujo de suor e com as unhas cheias de sujeira. Imaginei também umas gotas de suor caindo na mistura que vai pro saco e que vai pro freezer. 'Minina, o frio mata tudo'. Mentira. Existem bactérias que conseguem sobreviver mais de - 200 °c. 'Não interessa, o que importa é que alivia o calor.' Além de ser obceno uma pessoa chupando um saco gelado, é meio desconcertante pra quem não compartilha da mesma sensação de prazer, derretendo como o saco e ouvindo a parada de sucesso dos transportes coletivos. O problema todo está na democratização da tecnologia. Celulares com mp3 não deveriam ser tão acessíveis.
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009
(hi)per-tense
Bateu a porta, rezando que todas as pessoas que fossem cruzar a sua frente fossem feias e fedessem, para garantir total segurança, sem correr riscos. Deu uma topada na porta que embora fosse meio torta, fez foi indireitar o andar torto. O céu estava meio chateado, assim como ele, mas ainda não chorava. Não tinha mais graça aquelas placas de trânsito desde o dia que fora interceptado pela que dizia : PARE. O fez, de fato, mas com medo de acabar numa rua sem saída mas depois de perceber que a saída estava exatamente ali, naquele PARE, não teve mais medo algum. Esperou o sinal verde e simplesmente continuou andando. Achou um par de brincos e uma piranha de brilhantes diamantes, que acabou dando de presente para uma mendiga, gostosinha até, que estava sentada no banco brincando com umas sementes de paricá, recém nascidas.
Afinal, o que não é gostosinho aos olhos de quem vê em tudo e em todos aqueles que se andam e voam uma certa esperança de se dar bem na cama. Ou no sofá, ou na sala, ou no carro ou na rua, vai saber. Aquelas ruas eram sem saída mesmo. E mais calado de tampa de caixão eram os companheiros de cela. Engoliam todas as provas, mesmo que fossem concretas.Seus estômagos eram meras gastrites para o que tinham que aceitar, na verdade, eram iguais. Nao tem como se diferenciar dos seus , que na verdade não são, não foram e nunca serão pelos motivos outrora citados. Caso insatisfeito com a explicação, favor retornar mais tarde. Na verdade, verdade mesmo o botão excluir funciona.
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Kaline Rossi
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