domingo, 7 de junho de 2009

me falta um template pra vida.

sábado, 6 de junho de 2009

quando estou no céu,
Deus me dá uma bomba
de nuvens de presente
e quando ela explode
tudo se inunda
de azul turqueza
que é a minha cor.
é uma das minhas cores.
por que às vezes eu não tenho cor
me foge. me erra.
ei, morra aqui!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Dia do Amor.


O mundo está em crise. Isso é fato consumado, comentado e debatido até em mesa de bar. (como assim 'até em mesa de bar'? tem gente que quando bebe fica inteligente, importante e às vezes até invisível. É um bom momento para se debater). Tem gente que não sabe nem é o que está em crise mas, como é o assunto da moda, acaba debatendo normalmente. Crise econômica, crise imobiliária, crise de rinite, crise existencial, crise sentimental, até. O brasileiro se acha inteligente. Sabe falar muito sobre pouco que, juntando tudo, não é quase nada.

Falando sobre o fato consumado. As pessoas usam todos os tipos de estratégias mercadológicas, persuasivas e até sentimentais para aquecer a economia. Em tempos de aquecimento global e crise econômica eu não sei pra que lado ir quando se fala em consumismo. Chegando o tão falado 12 de junho, lojas vão enfeitando suas vitrines com corações, palavras bonitinhas, balões vermelhos, fotografias e preto e branco ( preto e branco é bem romântico, não acham?). Tudo para aquecer a economia local e atrair mais clientes. Esse é o intúito dessa data. Como todo mundo sabe, no mês de junho as vendas eram baixíssimas e decidiram criar um dia para que as pessoas tivessem um motivo para gastar seus dinheiros. Pumba! Nasce o dia dos namorados. Mas, e se o mercado dos namorados também estiver em crise?

Com o surgimento de relacionamento alternativos, por exemplo, onde se preza por um amor , paixão, tesão, livre, sem títulos de propriedade, direitos autorais ou de uso, por um amor que não se encaixe nos estados civis existentes na constituição brasileira, nos padrões mais aceitos socialmente, os 'namorados' estão virando raridade, coisa de velho, coisa de gente doida, coisa de gente insegura, coisa de gente...gente como você, como eu, como nós. Sabe-se que para toda prática extrema sempre surge uma alternativa. Temos como exemplo o vegetarianismo, o hiduísmo, o homossexualismo (na verdade eu sei que é homossexualidade, por que o sufixo ismo remete à doenças. e ser homossexual não significa ser doente. é só pra rimar), o feminismo, o namorismo, o ficandismos, o peguetismo e o simples Amor. O amor é uma alternativa, na minha opnião, a melhor de todas para tudo. Não precisa de status social e nem de certidão de posse ou propriedade. Não precisa pagar taxa de quebra de contrato ou de advogados. Quer dizer, de vez em quando precisa. Consideremos as situações normais. Desse amor livre que eu sou à favor. O que importa não é uma aliança de compromisso, é a aliança da alma. O que importa não é o sobrenome, o que importa é o que você realmente representa na vida da pessoa. É uma questão que se resolve à dois, à três ou à quatro para algumas pessoas, mas só se resolve com ele, com o sentimento, com o amor.

Para mulheres frágeis e pouco inteligentes emocionalmente, influenciáveis por essa pressão psicológica e idealista do mercado, dia 12 de junho só presta se você tiver um namorado ( não acredito que os homens sintam a mesma coisa. acho que só no aspecto de que todo mundo gosta de ganhar presentes, independente da data) é um dia muito triste, quando não se tem um namorado, é claro. Bridget Jones que o diga.

Por isso que depois da minha revolução verde, eu estou agora encabeçando (mesmo que seja só dentro da minha própria cabeça) a revolução do Amor. Devemos tirar essa idéia da cabeça que somos reféns dessas coisas que tentam colocar nas nossas cabeças, e muitas vezes conseguem. Não falo de chifres. Não se compra sentimento em nenhum lugar. O máximo que você pode fazer é comprar um sonho na padaria, só. Se você não se encaixa nesse contigente de pessoas 'namoradas' e sim, enamoradas, apaixonadas, não se sintam constrangidas nessa semana que antecede o dia daqueles que têm o título de namorados, em comprar uma lembrancinha, um chocolate, um carrinho de brinquedo, o que quer que seja para dar de presente, mas só se sentir vontade e não por obrigação. O amor não tem data, assim como o dia das mães, dia dos mortos e outros dias. Pra mim, dia 12 de junho e todos os outros dias no ano, é dia do praticar e exercer o AMOR!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

- Há sempre algo de ridículo nas emoções da pessoa que se deixou de amar.

Oscar Wilde

terça-feira, 2 de junho de 2009

esse tempo frio me lembra os tempos que eu era outra pessoa. ainda bem que eu já tinha esquecido.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

estou com cheiro de armário.

oração verde.

às vezes eu tenho medo do meu lado verde. eu não queria ser tão ecologista.

"Ensinem às suas crianças o que ensinamos às nossas, que a terra é nossa mãe. Tudo que acontecer à terra, acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos. A terra não pertence ao homem, o homem pertence à terra. Todas as coisas estão ligadas como sangue une uma família. Há uma ligação em tudo. Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. O homem não tece a teia da vida, ele é apenas um fio. Tudo que faz à teia ele faz à si mesmo."

Amém.

domingo, 31 de maio de 2009

cheirava alegria

sábado, 30 de maio de 2009

as vezes quando fico muito feliz fico entalada. fico querendo sorrir, mas o sorriso, ele fica dentro da barriga e quanto mais empolgada eu fico, parece que eu vou explodir pela garganta . tenho andado assim ultimamente. muitas coisas boas acontecendo, muitas coisas boas que vão acontecer e eu preciso sorrir mais alto. talvez esteja na hora de eu fazer a placa:' sorrindo muito'.

fazei o bem sem olhar a quem. então compra uma máscara aí, maninha, por que com essa tua cara aí fica difícil.

de pensar que todas as pessoas merecem uma segunda chance que me rendi. com a alegria nos olhos e nos dedos, abraço e choro coletivo. foi choro de alegria, emoção, dor, dúvida? foi só choro sincero. fazer parte da transformação da vida de alguém, ou apenas da vida, é gratificante mesmo com apenas um sorriso quase sem dente. eu já fui mais forte pra's coisas da vida. ainda bem que essa fase passou e agora posso sentir tudo que sempre quiz e nunca pude por medo dos medos, medo dos outros, medo de mim mesmo. a gente se conhece e sabe onde se encontra aquilo escondido, só a gente sabe aonde está. uma das coisas boas de ser livre é isso: poder viver sem culpa e sem ter medo de chorar.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Placas

Ando confeccionando placas. É, é uma maneira de dizer sem abrir a boca. De falar sem ser ouvida e sim, ser lida. Mas me ler, você pode aqui. me ver? Quero levar minhas palavras pra onde quer que eu vá. Pode ser em um livro, talvez denovo daqui a um tempo, talvez algo mais. Pode ser em um artigo científico, ou numa lápide. Sim, em breve verás. Pode ser em uma poesia escrita no verso de uma propaganda de geladeiras ou de cursos de como falar português. Pode ser escrita em forma cuja forma lembra letra de criança. Eu tenho esse lado infantil e faço questão de admirar quadros e flores coloridas. Por exemplo, ganhei uma semente nativa de presente e quiz chorar. Olhei pela janela e vi umas nuvens fingindo. Fingindo chover, fingindo molhar. Levantei os braços, sem me preocupar com o que tinha em baixo deles, com os olhos fechados tive que abrir uma brecha pra uma lágrima órfão sair. Ela saiu e bateu a porta. Meus braços formavam um 'a'.

Uns dias antes, ao sair de casa eu vi alguma coisa escrevendo com nuvens o céu. Ué, nuvem não escreve. Ando tão distraída que imaginei a palavra escrita: 'avião'. Às vezes eu também me imagino morrida. Que bizarro por que eu não era convidada pro enterro. Eu olhava tudo de cima e não entendia nada. Vi gente pingando colírio, fingindo chover. Vi gente rindo, gargalhando por fora e por dentro. Tinha alguns que choravam de verdade, mas alguns só faziam caretas. Caraca, como você é feia, ainda bem que eu nunca mais vou te ver, desabafei . As lentes dos óculos escuros não eram tão escuras assim. Alguns relinchavam: 'acho é pouco. ela mereceu, fazer o que né? é a vida'. Tinha uns que se amassavam no canto do muro aproveitando que as atenções estavam voltadas para a minha mãe. Ela chorava que eu fiquei com vontade de chorar também. Segurava a minha mão de dedos roídos. Ainda tinha um pouco de esmalte vermelho. Culpa da funerária que não me limpou direito. Dentre os 'porquês, aonde eu errei, a culpa é minha, a culpa é daquele desgraçado, Deus que quiz assim, não foi Deus quem quiz, tinha um futuro longo pela frente, pelo menos vou ficar com o guarda roupa dela, ela me devia dinheiro, ela me devia um homem, ela planejava viajar com o marido, ele não tinha fotografias, ela esteve grávida, pretendia comprar um cachorro novo, derrubar uns mil metros cúbicos pra fazer mesas e salas de estar, ela não era toda de verdade, deveria ter arrumado a bicicleta, estava ficando meio gorda, eu gostava da banda dela, mas acho que ela pagava de gatinha, eu achava ela bonita, mas era metida, era metida por que se achava superior a tudo e todas, e era, se não fosse não teria tanta gente aqui, fingindo, fingindo? fazendo contatos, tem uma festa alternativa daqui a pouco, ela gostava de limão e de bebidas coloridas, que se foda ela não está mais aqui mesmo, ele está solteiro, eu achava que ela era lésbica, fazia bruxaria, gostava de estacionamentos, tinha uma pilha de livros não lidos, comprados e dados, dizem que ela tinha cleptomania, que horas vai ser o enterro? o pai dela não bebeu hoje, será que ela ainda guarda aquela carta? ela não possuía títulos e era muito feliz', eu me despedia confecionando a minha última placa:"Aqui jaz"

terça-feira, 26 de maio de 2009

Não se preocupe com sua vida. Há sempre alguém pra cuidar dela.

domingo, 24 de maio de 2009

eu já fui muito mais poética.

às vezes eu queria ter um controle remoto igual do filme Click. Como eu já assisti o filme, ia saber usá-lo de maneira prudente.

Das palavras há muito não ouvidas

Peba.

Monólogos

.é por que as vezes a gente fica lembrando das coisas e, sabe, seria legal dar um ctrl z ou um delete.

.acho que Deus escreveu meu destino em braile por que juro, juro mesmo, que não sei.

. a samaúma deu flor.

. ás vezes eu queria poder ajudar mas seria como sentenciar-se ao mesmo mal.

.eu sempre gostei de telefones públicos.

.alguns insetos exalam um odor não muito agradável.

.não consigo me livrar do relógio verde.

.uso o relógio no braço direito mas não sou canhota. eu gosto do meu braço direito.

.a vida é longa e dura. complete a frase.

Acho que o que o Bush sente quando lembra da merda que fez com o Iraque, é o mesmo sentimento que o Marcelo Camelo tem ao lembrar de Ana Júlia.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

das bizarrices e futilidades kalinianas

Hoje eu vi três crianças de mais ou menos 5, 6 anos apedrejando um outdoor da Colcci, cuja garota propanda era a Gisele Bündchen. Fiquei chocada. Elas atiravam com tanta força, tanta raiva, tanta garra! Será que elas estavam apenas brincando, fazendo o que mais gostam de fazer e independente da pessoa, propaganda ou lugar atirariam pedras do mesmo jeito? Essas crianças de hoje em dia já têm opnião formada desde cedo, eu pensei. Culpa da televisão. Tinha uma menina no meio. Talvez ela atirasse pedras de inveja: "Poxa, eu nunca vou ser bonita e nem ter tanto dinheiro quanto ela". Mas acho que as crianças dessa idade ainda não desenvolveram esse tipo de inveja. Isso é coisa de adulto frustrado. Depois eu pensei denovo: porra, enquanto vocês atiram pedras, eu queria ser ela. Não ser ela, nem acho ela tão bonita assim, mas há de convir que o poder que ela tem é dos grandes e fortes. Talvez ter o dinheiro dela, o Brasil, a Colcci e o mundo aos meus pés. Talvez algum diretor de filme, escritor (que não seja de best sellers ou de auto-ajudas), cientista ou pesquisador pros fins de semana também.

Ainda bem que Gisele e eu não temos o mesmo gosto pras coisas. haha!

=)

quinta-feira, 21 de maio de 2009

bizarriceas kalinaceas

tive um sonho bizarraceo. sonhei que estava dentro de um ônibus. era gigante, parecia um trem, um metrô que eu não conseguia ver o motorista. o ônibus estava andando em alta velocidade e eu só sabia disso por que meus cabelos estavam esvoaçando-se e meu rosto estava meio desfigurado, como se eu estivesse fazendo careta o tempo todo. eu babava, tentava lamber a baba mas minha língua não conseguia sair da minha boca. eu estava tendo uma overdose de oxigênio. me sentia mole mas me sentia feliz. o veículo parou. olhei pela janela eu não via nada além de uma imensidão azul. era o céu ou era o mar? estávamos flutuando. estávamos eu não sei, não me lembro de ninguém do sonho, mas eu estava flutuando. não, na verdade éramos nós mesmo. eu e o ônibus. mais de um já é plural. eu vi umas nuvens mas elas cresciam grandes, gordas e verdes. pareciam brócolis de algodão doce. achei estranho. então, começa a fazer um barulho estanho, como se o chão estivesse se rachando no meio. aquele barulho estridente de metal. olhei pro meio e pra baixo e realmente: o chão estava se rachando. pela fresta eu podia ver muita luz amarela e verde. aos poucos vinham saindo uns galhos marrons, iam se espalhando, emergindo do chão que não era chão, era céu. não era mar senão eu teria morrido afogada. os galhos começaram a invadir o espaço, iam crescendo e folhas também. as folhas cresciam muito rápido, naquele efeito que é o contrário de slowmotion. era uma samaúma de folhas vermelhas belíssimas. os galhos como não conseguiam furar o teto do ônibus, iam fazendo voltas e mais voltas dentro do espaço até formar meio que um jardim emaranhado de verde, marrom e vermelho. agora que eu não conseguia ver o fim mesmo. mas na verdade no fim de tudo, eu estava ficando sufocada pela beleza e grandeza da árvore que sentei nas raízes, fui escorregando até cair no buraco que a árvore tinha feito no chão. eu abri os braços e voei.

acordei com as mãos arranhadas de balançar contra a parede que tem grafiato.