É mesmo
É muito
É mito
É muito
E minto
É,minto.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
sábado, 5 de abril de 2008
Carta Aberta.
O Dia que eu Criei Coragem para dar Novos Passos.
Nas últimas duas semanas além de lidar com a possível ruptura de um sonho, tive que desprender energia para lidar, também, com comentários tortos e maldosos que envolviam a minha banda. Comentários do tipo: “A banda vai acabar”, “Não são mais amigos”, “Elas brigaram”, “A culpa é do namorado” e outros que iam além do bom senso. Por enquanto é somente nessas horas de discórdia e fofoca que eu sinto como é ser famoso. E por esse motivo, mas não unicamente por ele, resolvi escrever esse texto.
Durante quase dois anos e meio, eu e os outros integrantes da Blush Azul nos esforçamos para unir sonhos, anseios e temperamentos diferentes em um projeto em comum: a nossa banda. Nesses dois anos ajudamos e fomos ajudados a fortalecer a cena independente musical de Rio Branco e do Acre. Compomos e gravamos. Tocamos aqui e Brasil a fora. Ouvimos e fomos ouvidos. Vimos e fomos vistos. E foi lindo.
Mas assim como todo rio amazônico modifica seu curso conforme a necessidade do meio, a Blush Azul, sendo uma banda amazônica, teve que modificar seu curso também. Nossa baixista e amiga Giselle Lucena foi levada a direcionar para outros rumos seus passos. Por motivos unicamente pessoais e que dizem respeito somente a ela, Giselle não faz mais parte da Blush Azul. Mas sempre será uma de nós, tanto pela sua colaboração artística com seus versos inteligentes e com sua presença de espírito, assim como pela nossa amizade, que não está exclusivamente ligada à banda.
Ao contrário do que foi dito pelas más e longas línguas, não houve nenhum desentendimento que tenha levado ao rompimento. Nem por parte dos integrantes da Blush Azul, nem por parte dos gestores e colaboradores do Coletivo Catraia. Como afirmei anteriormente, a saída da Giselle se deu por motivos pessoais. Cabe a ela responder por eles. Na quinta-feira fomos chamados pelos gestores do Coletivo Catraia para uma conversa, onde tivemos oportunidade de expor nossos anseios, esclarecer nossas dúvidas e nos fortalecer como artistas. Muito mais do que desentendimentos, existe um forte desejo por parte de muitos de que a coisa funcione. E ela irá funcionar. (No que depender de mim).
A Blush Azul pretende continuar trabalhando e seguindo com a parceria do Coletivo Catraia, parceria essa, que vem sendo estimulante (eu acredito), tanto para nós, quanto para outras bandas e pessoas envolvidas na construção de uma cena cultural que se sustente e se renove cada vez mais. A Blush Azul é grata ao Catraia assim como o Catraia é grato à Blush Azul. Brigo todos os dias para que a recíproca seja verdadeira. E creio que todos, catraieiros ou não, devem fazer o mesmo, trazendo para debate aquilo que precisa ser debatido, independente da forma como será exposto.
É muito mais saudável expor as coisas abertamente, do que por debaixo dos panos, na boca pequena de língua grande. E tomar para si como um problema só seu. O problema é de todos e diz respeito a todos. Se há algo errado, há e se não, deve haver a oportunidade de corrigi-lo. Como li no texto da Veriana postado no blog do Coletivo Catraia, o rio segue seu curso. E a Blush vai seguir diferentes cursos afluentes do mesmo rio. A Blush vai seguir. O curso. O rio. A música. A catraia. Na catraia.
Kaline Rossi
Baterista da Blush Azul
Integrante do Coletivo Catraia
Sonhadora e persistente.
Postado por
Kaline Rossi
às
20:38
4
comentários
dope show.
Deveriam inventar alguma bebida que desse o mesmo efeito que o sono dá nas pessoas.
Eu,não sou eu com sono, fechei a porta do carro nos meus dedos.
Dopada?Chapada?Bêbada?
Não.Com sono.
Postado por
Kaline Rossi
às
08:39
0
comentários
terça-feira, 1 de abril de 2008
Descaso Calado
Para todos que dizem não
Eu digo sim
Digo que sou, digo que fui, digo que fiz.
Para todos aqueles que olham por cima
Eu olho por baixo
Olho por dentro
Eu atravesso
Transcedo aquilo que não é legítmo
Aquilo que não é de bom grado
O descaso caladooo
O descaso caladooo
Para aqueles que não se importam
Para aqueles que largam
Ou que dizem que não acreditam
Eu digo que consigo
Eu faço, eu prossigo
Pois o descaso se disfarça por preguiça
Pela ignorância e pela graça
O descaso se disfarça de responsabilidade renegada
Se faz pela falsa culpa sempre armada
O descaso caladooo
O descaso caladooo
Mesmo não dizendo sim, fazendo ou negando
Faço uso dos ouvidos,meus conselheiros
Pra projetar como gostaria que fosse
Pois mesmo que seja só na imaginação
E tenho a capacidade
E a coragem de dizer não.
Com o descaso calado
O descaso calado
Pelo descaso calado
Só o descaso é calado.
Postado por
Kaline Rossi
às
16:57
0
comentários
segunda-feira, 31 de março de 2008
Canto das gérberas.
Me contradizendo,então
Saio de fininho, em vão.
Calo-me com os olhos
E deixo me perder na multidão
Multidão sem cor e sem forma do escuro
Uso o tato,uso o murro
De frente pro muro
Eu julgo muito, faço pouco
Faço caso,desfaço o laço
Rasgo o forro daquilo que era vermelho-amor
E reciclo no vermelho-ódio
Vermelho-dor
Pra não querer fechar com botões de rosas sem cor
Ou gérberas mortas do canto da parede
Pra não me deixar cair no escuro sem fim
No escuro eterno do rancor
E no ensurdecedor barulho do silêncio
Cerro os olhos mudos
Por que segundo palavras cuspidas
Nada disso mais têm valor.
Postado por
Kaline Rossi
às
16:25
0
comentários
Ego.
Difícil é falar do ego dos outros quando se tem o maior de todos eles.Quando o ego cobre os olhos não se enxerga além do que se quer.
Postado por
Kaline Rossi
às
08:07
0
comentários
terça-feira, 25 de março de 2008
(...)
Eu odeio muito mais a gramática hoje do que um dia odiara. Pra falar a verdade eu nunca odiei gramática tudo isso aqui é mais uma viagem da minha cabeça que está livre de pensamentos numéricos,(por enquanto),sonoros(por enquanto),livre de palavras faladas(por enquanto)mas não livre de pensamentos escritos na mente,esses não.
Parece que tudo que eu li(foi pouco menos do que eu gostaria de ter lido)e aprendi, não serve de nada pois o conhecimento acumulado não se faz presente em silêncio muito menos em desuso.Vira pó.Vira arquivo da memória falha.Mas eu tenho o poder de escolher o que eu gosto de usar,de ouvir e do que não.
Prefiro muito mais os pontos.Finais.Continuando's. Os dois pontos,aqueles um em cima do outro,me assustam por que advertem:'Lá vem mais palavras','Agora é minha vez de falar'.Como se precisasse dizer!
Os travessões são meus inimigos pois eu quase nunca tive oportunidade de usá-los.'É aquilo que o segue', 'Como eu dizia'. Apenas os ouço,sempre,constantemente.Ouço por que quero, não minto,por que se não quizesse,o ponto final seria um triunfo meu.
As vírgulas sim, essas são incessantes.Prolongam,pausam sem expectativa prévia pro fim, torturam adjetivos seguidos de verbos mal passados,abrem o buraco, cavam mais fundo pras palavras entrarem e sem ter pressa de ir embora. Abrem sem dar licença para travessão alheio,muito menos dois pontos(um em cima do outro).Seguem seguindo, descontroladas,ameaçadoras e angustiantes, seguem sim.Pequenas curvas feitas à lápis ou caneta,ou até mesmo com os dedos e teclas,visualmente sem peso,tornam-se bombas,pedras,punhos pros ouvidos e pra cabeça, principalmente.
Lê-se.Ouve-se.Pouco fala-se.Muito fala-se.Pouco deixa-se falar.E tudo acaba não em um ponto final.Quizera eu.Acaba com pontos.Três.Um seguido do outro.Horizontalmente.Pro infinito.
Aqui sim, eu posso usar meu ponto final.Posso mesmo?
Postado por
Kaline Rossi
às
07:41
4
comentários
segunda-feira, 24 de março de 2008
Colorida Quimera.
As cores eram tão fortes e tão reluzentes que ofuscavam o sol.Seguiam uma linha perpendicular, quase uma parábola por cima das nuvens até o chão.O verde era de brócolis, mas eu não quiz pegá-los.O vermelho era de melancia,mas como era muito grande eu não consegui abrí-la.O azul era do céu mesmo, aquele azul de céu sem nuvens.No fim, que se dava rente aos meus pés, não tinha pote de ouro e muito menos de mel.Então do amarelo eu tirei palmas de banana comprida, que estavam tão doces que eu comi ali mesmo.Tinha gosto de banana mas cor e textura de manga.Quanto mais eu tirava, mais tinha pra tirar.Para as pessoas que passavam eu oferecia e eu me sentia muito simpática e prestativa, seria o efeito dos tesouros das cores? Acho que ali eu percebi que de nada valem os tesouros se você não tem com quem dividir.Então eu acordei com fome.
Postado por
Kaline Rossi
às
09:47
1 comentários
segunda-feira, 17 de março de 2008
Passividade
Acabe com isso de uma vez!
Eu sinto palpitar
e me pergunto porque
Me sinto culpada
Por querer que acabe logo
Consegue pegar o telefone
E dizer: Alô?Pode conversar?
Eu sei que a espera
Foi sempre uma irmã
Aliás, mais que irmã
Uma irmã gêmea univitelina
Ou melhor, um irmão
Que não hesitava em abrir o coração
Que não hesitava em chorar
Que nunca hesitava
E eu aqui, como sempre
Esperando...sempre esperando
O êxito.
Postado por
Kaline Rossi
às
20:24
1 comentários
terça-feira, 11 de março de 2008
Bolo sujo.
Por que
às vezes
sinto vontade
de vomitar
palavras
com ímãs
de maldade
que atraem
as coisas
(dentro de mim)
que eu não
consigo controlar
e fazer um bolo
bolo de maldade
jogar pro alto
e esperar se espalhar
retribuir o mal
com o bem
pois as coisas
e as pessoas
se transformam
e evoluem para
o que quer que seja
e na maioria das vezes
quem recebe
aproveita melhor
do que você.
Postado por
Kaline Rossi
às
21:41
0
comentários
Predicativos do sujeito só.
E não vejo mal algum em ter problemas.Todo mundo os tem.Quantos tem coragem de expor suas angústias? suas caras feias? suas cara bonitas? seus espelhos pixelizados(?)Suas fraquezas, suas mentiras, suas incapacidades e incompetências, suas falhas e seus medos?Poucos.
E quando não se tem pra quem pedir ajuda?Se fode e se fode conscientemente.
Postado por
Kaline Rossi
às
21:35
0
comentários
Dedos Inquietos - parte terceira ou segunda.Pessoa.
Por que será que as verdades ditas em terceira pessoa soam menos agressivas aos ouvidos que as assumidas em primeira pessoa de si?
E pergunto mais:Por que será que as palavras, verbos, adjetivos, defeitos e afins enfim, quando lidos senão ouvidos, doem mais?
Eu respondo baseado na verdade d'outrém: Por que temos mais tempo pra relletir, pra pensar e concordar ou não, e se inundar com todos os sentimentos ruins que nos afogam nesses momentos.Momentos estes nos quais pessoas como uma amiga(imaginária) se fazem mais fortes e mais fracas, mais mulheres e mais crianças, mais burras e mais inteligentes, mais covardes e mais corajosas.Sem terceira ou segunda pessoa.
Postado por
Kaline Rossi
às
21:21
0
comentários
domingo, 9 de março de 2008
Ser Mulher
'Por que ser mulher é ser humano e ser humano é ser homem, é ser mulher...'
Postado por
Kaline Rossi
às
16:11
0
comentários
Marcadores: que
segunda-feira, 3 de março de 2008
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Sangue.
Ele pode ser de dor
ou de amor
pode ser violência
ou por carinho
Pode ser de ódio
ou de solidariedade
Pode ser por fraqueza
ou por pura nobreza
Na dúvida ou no alívio
Ele traz alegrias pra mim
por isso
Meus anjos e demônios
Dizem amém.
Postado por
Kaline Rossi
às
15:23
3
comentários
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
De si, pouco se sabe além de mim.
No tempo em que usava sandálias menores que os pés,roupas emprestadas que cobriam as partes que(ainda)não tinha, que mal deixavam ver o que se tinha dentro de si pois escondia com os ombros o que a alma mostra pelos olhos: Aquilo que realmente é.
Achava que era dona do mundo,mas sabia que não se domina o mundo com os ombros.Lhe faltavam braços.E era a dona do mundo.Do seu mundo.Aquele que as fronteiras eram as paredes do quarto de reboco nú, rabiscadas com giz colorido roubado da tia da escola.
Na escola era rainha,era a invejada por todas, a imitada - o que na época irritava-a ao extremo ao ponto de fazer coisas que ninguém teria coragem de fazer.Assim começou nascer alguém em cima de outro alguém.Psicologicamente falando,algo totalmente explicável por Freud.E que fique bem claro que eu não entendo nada de psicologia além do senso comum de dizer que o velhaco explica tudo.Vai saber.Tenho até um livro dele aqui que troquei em um sebo mas nunca tive a coragem de ler.
Como dona do mundo -aquele lá das paredes coloridas- se perguntava o que faltava para se sentir inteira,plena e tranquila com as coisas do seu mundo e do mundo dos outros.Tentava de todas as formas possíveis compensar a falta e ausência com a autencidade copiada, forjada de alguém da revista ou da mtv.Sentia-se satisfeita com tão pouco, se sabotava pensando que as coisas não poderiam ir além do que se vê.
Não sabia que para entender as coisas dos mundos e fazer com que eles fossem seus, tinha que ser do mundo também.E que antes de pertencer a qualquer mundo que fosse, teria que pertencer a si mesmo .Acima do que não se vê e acima do que se quer.
Postado por
Kaline Rossi
às
16:29
2
comentários
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Pequena
Tinha os cabelos maiores que a metade da sua altura, pretos como o teclado que agora me serve como tradutor de idéias, preto como a noite sem lua e nem estrelas.Olhou pra mim com olhos de jabuticaba madura ou talvez bolas de bilhar, tão pretas que dava pra ver o reflexo meu e disse:
- O que é isso no seu nariz?
- Um brinco.
- Eu quero um brinco no meu nariz também.
- Não, você é muito pequena ainda pra ter brincos além das orelhas.
Se escondeu atráz da poltrona e levantou em um pulo só dizendo:
- Olha lá fora. Vaquinhas.
E se escondeu.
E olhei as vaquinhas e fiquei pensando.As crianças me comovem.E eu tenho uma certa resistência à isso.À crianças.Em todos os lugares que eu estou, seja numa fila, seja andando na rua ou no ônibus elas tendem a olhar pra mim com uns olhos estranhos e isso me incomoda.Parece que elas sabem de mim mais que eu e pensam:- Olha só, ela nem se conhece.Me dá medo.Mas eu gosto.É uma forma de me testar.Imagine só, as crianças me testando!
Postado por
Kaline Rossi
às
16:01
3
comentários
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Imunidade contr'outros
Não tem como roubar aquilo que já faz parte de si.
Postado por
Kaline Rossi
às
08:05
6
comentários
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Pretérito passado
Faço um risco
rabisco
em cima do passado escrito
faço um traço
até ficar borrado
O passado escrito
já foi lido e relido
mas não consegue sair
do pretérito falido
falado
Mas o passado que a gente guarda pra viver depois
é aquele que conseguiu não sair dos planos de papel
e que vivido ou não
talvez nem tivesse a chance de ser presente.
Postado por
Kaline Rossi
às
18:47
0
comentários