Vinde a mim a glória e paciência de esperar o que é bom pra si no tempo certo,com a certeza que tudo que tu tens é consequencia do mundo que tu vives e das tuas ações-oras justas, oras infelizes, oras inocentes.
Nas horas que a gente acha merece um abraço,vem um galho verde na cara(galho verde dói mais).Mas o pior é quando vem a árvore inteira.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Galho Verde
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Kaline Rossi
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Confissões nada secretas.
Eu quero deitar no mar vermelho que me torna amor
No mar vermelho que me traz amor
No mar vermelho do amor
Que é vermelho de amor.
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Kaline Rossi
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terça-feira, 1 de janeiro de 2008
dedos inquietos - parte primeira (?)
Segura na minha mão e diz que tudo isso que eu penso é bobagem.Diz pra mim:quando essas coisas te dominam elas te fazem mal.Por que pra mim diz que dentre todas as outras(que existam talvez só na minha cabeça)eu sou a que faz o estômago revirar como borboletas em vôo nupcial.A que faz pensar além do presente-pretérito-mais-que-perfeito pra mim.É isso que eu quero e não há coisa,pessoa ou situaçao que consiga estragar esse momento que é só meu.Meu e dos meus,daqueles que eu quero bem.Uns bem perto e outros bem longe de mim.
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Kaline Rossi
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
Sorte de hoje: Divida sua felicidade com os outros hoje mesmo
nhamrram!
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Kaline Rossi
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15:10
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Dói o estômago só em pensar na dor que vai ser quando o tempo decidir que o tempo acabou.
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Kaline Rossi
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14:56
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Não quero saber.
Eu não quero saber das suas histórias nem dos seus lamentos
Não quero saber da sua vida,seus sentimentos muito menos das suas palavras
Cantadas, faladas
Sorridas, mentidas
Escondidas e olhadas
Telefonadas, telepensadas.
Eu não quero saber.
Não quero saber se seu céu não amanhece lindo como o meu
Se a sua janela faz barulho quando você tenta conter a luz no seu quarto
Se a tua voz não alcança os agudos que te fazem ser ouvido!
Não quero saber da música que te faz chorar e nem o dvd que te lembra bons momentos
Eu não quero saber de nada por que não me interessa e nem faz diferença na minha vida.Nunca fez!
Por que na vida a gente constrói coisas em cima do que ficou pra trás,meu bem.
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Kaline Rossi
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14:44
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sábado, 29 de dezembro de 2007
PASSAGEM DO ANO
PASSAGEM DO ANO
O último dia do ano
não é o último dia do tempo.
Outros dias virão
e novas coxas e ventres te comunicarão o
[ calor da vida.
Beijarás bocas, rasgarás papéis,
farás viagens e tantas celebrações
de aniversário, formatura, promoção, glória,
[ doce morte com sinfonia e coral,
que o tempo ficará repleto e não ouvirás o
[ clamor,
os irreparáveis uivos
do lobo, na solidão.
O último dia do tempo
não é o último dia de tudo.
Fica sempre uma franja de vida
onde se sentam dois homens.
Um homem e seu contrário,
uma mulher e seu pé,
um corpo e sua memória,
um olho e seu brilho,
uma voz e seu eco,
e quem sabe até se Deus...
Recebe com simplicidade este presente do
[ acaso.
Mereceste viver mais um ano.
Desejarias viver sempre e esgotar a borra dos
[ séculos.
Teu pai morreu, teu avô também.
Em ti mesmo muita coisa já expirou, outras
[ espreitam a morte,
mas estás vivo. Ainda uma vez estás vivo,
e de copo na mão
esperas amanhecer.
O recurso de se embriagar.
O recurso da dança e do grito,
o recurso da bola colorida,
o recurso de Kant e da poesia,
todos eles... e nenhum resolve.
Surge a manhã de um novo ano.
As coisas estão limpas, ordenadas.
O corpo gasto renova-se em espuma.
Todos os sentidos alerta funcionam.
A boca está comendo vida.
A boca está entupida de vida.
A vida escorre da boca,
lambuza as mãos, a calçada.
A vida é gorda, oleosa, mortal, sub-reptícia.
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segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
Gallo
Aquelas horinhas que antecediam o amanhecer eram as mais cruéis.Ter que ouvir o galo cantar antecipado,nervoso,desafinado e com pressa de me tirar do lugar onde eu queria ficar parada ali, olhando a sombra cinza pro resto da minha vida,era frustrante.
O palavrão-delícia na boca rosa tem gosto ácido mas é doce,tem um quê de agressividade mas é terno,tem a violência das palavras que entram pelo ouvido e vão direto no estômago mas ao mesmo tempo faz carinho nos ouvidos que as ouvem.A violência de não querer dormir sozinho com os galos.E junto às luzes do poste da rua fria ,as luzes de natal me fazem querer paralizar aquele momento e matar o enforcado o esgalamido galo ao lado.
Maldito galo quer me tirar do lugar onde eu queria criar raízes, daquelas que vão fundo,axiais,pivotantes ou até mesmo as adventícias que dão base sólida para uma árvore grande porte.Árvore esta que eu construo,diferentemente das que estamos acostumados a ver por ai,d'onde de uma sementinha que germina com todo o amor e carinho do solo e forma primeiramente uma plântula,uma muda e depois quem sabe um arbusto ou uma árvore.A minha árvore não é assim, eu construo todos os dias um pedaço dela,com o mesmo amor.E pra cada dia meu, desses que o galo incomoda,uma camada considerável de células xilemáticas,floemáticas e parenquimáticas vai sendo incrementada à minha árvore.Já passaram das raízes, pois a árvore já consegue ficar em pé, se sustentar sozinha e estão no caule até chegarem as folhas, flores e frutos.E antes mesmo de chegarem as folhas e as flores,eu sei que o fruto estará maduro,por que como eu sou uma garota esperta,todo os dias ao construir a minha árvore eu já estou trabalhando o fruto para que quando chegar a hora ele esteja pronto para que eu tenha o prazer de colhê-lo.O mesmo prazer que eu tenho em cultivá-lo.
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11:49
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domingo, 23 de dezembro de 2007
Sem nenhuma dor no peito.
O que parecia tão distante, hoje é tão normal que chega a dar raiva(raiva boa).Sentir-se parte de si e da imagem que os olhos refletem faz você entender um tanto das coisas do mundo e das suas próprias coisas.Por que quando você deixa de lado as limitações bobas,não que sejam increditáveis mas no momento, não há necessidade de se apegar às coisas pré-estabelecidas(não sei por quem) que não servem de nada, além de impedir que vivamos as coisas boas da vida.Não da vida dos outros,das nossas vidas,da minha e da sua sem 'nenhuma dor no peito'.
Por que o bom mesmo é sentir-se bem.
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Novo
Fim de ano (denovo),cabelo novo,ano novo,meses novos.
Janeiros, fevereiros ,novembros e dezembros
Sol,Calor,Chuva e frio
Novos Ares,novas vibes
Novos ombros e braços
Novos olhos e novos abraços
Inovo o novo
Denovo o velho
O novo que vem não me surpreende
Tenho mais um ano inteiro pra decidir
O que vai ser novo, o que vai ser denovo e o que eu vou jogar fora.
Mas tudo isso, denovo?
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Kaline Rossi
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Good, good e-mail
"Hello,
Just to let you know…
Your ....has now left w.a.s.t.e. in the UK.
It is now too late to make address changes or order cancellations.
You can expect delivery of your ... in the following estimated times.
UK 1-8 days
Europe 3 -14 days
Rest of World 5-18 days
December is a busy time of year for postal services globally, so please be patient."
Êbaaaahh
5 -18 days!
(!)
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Kaline Rossi
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terça-feira, 18 de dezembro de 2007
De tudo que eu sei, é que o que eu sei é tão pouco.
Não entendo de artes, pintores, telas,tintas e nem artistas plásticos.
Não entendo de arquitetos, tentências, cores, formas, curvas, perspectivas e muito menos de cálculos vetoriais.Não entendo de medicina, de órgãos, substâncias, reações químicas e nem físicas do corpo humano.*
*Não entendo, mas sei que acontecem muitas vezes eu até posso ver as reações químicas acontecendo.
(!)
Não entendo de pautas, de matérias, de estórias, métricas de frases, conjunções,poesias, poemas, textos, adjetivos, coerencia, reportagens nem fotografia.Não entendo de mapas, de relevo, de populações e relações humanas.
Não entendo de árvores, de flores, solos, microorganismos, tecidos vegetais e componentes celulares.Não entendo de música, não sei nome muito menos sobrenome de rock stars, não sei de suas vidas, seus feitos, não sei da cronologia dessa coisa toda,não sei de revoluções, de pessoas que fizeram história, de drogas, sexo e rock'n'roll.Não entendo de marcas, mecanismos de manipulação de massa, logística, marketing e nem de computação.Não entendo de agressividade -apenas no trânsito- não entendo de discussões filosóficas, de agressão verbal e nem de rasgação de seda.
Não entendo de rancor,de mágoa e nem amigos imaginários.
Eu não entendo de tantas coisas mas nem me sinto tão mau assim.Tenho certeza que eu posso,ter,ser,fazer o que eu quizer.
(ui, O BOTICÁRIO! hehe)
O ano de 2008 será curto pros planos que eu tenho pra mim.Ah será!
Vontade.Disponibilidade.Paciência.Costas largas.Saco fundo.
Faro apurado.Senso crítico.Percepção Aguçada.Serenidade.Calma.Humildade.
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Kaline Rossi
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domingo, 16 de dezembro de 2007
Tempos em tempos
De tempos em tempos de olhos abertos,o mundo me dá olheiras;
De tempos em tempos pensando,o mundo me dá dores de cabeça;
De tempos em tempos imaginando,o mundo me dá angústias;
De tempos em tempos clamando,o tempo me dá caminhos;
De tempos em tempos me achando,o mundo me dá as costas;
De tempos em tempos tentando,o mundo me dá respostas.
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Kaline Rossi
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17:14
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Amor Perfeito

És minha base, meu exemplo, minha amiga, concelheira
És meu dicionário, meu manual de normas e conduta
És a solidez das minhas angústias
És responsável pela minha ânsia pelo mundo
És responsável pelo que eu sou de bom hoje
(o que eu sou de ruim, assumo a responsabilidade total)
És a paz que eu preciso
És a palavra que acalma
És a força que eu acho quando penso que não tenho mais
És a calma e a compreensão do meu mundo
És o meu travesseiro e meu sonho bom.
És a flor do jardim da nossa casa
És minha mãe.
Amo muito e com todas as forças que as vezes eu acho que não tenho.
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Kaline Rossi
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Blocos de Gelo
Talvez meus pés sejam feitos de blocos de gelo.
Ás vezes eles derretem e eu derreto junto
Me deixo levar no fluxo fluído
Rua, carro, tijolo,mesa, gente
É tudo tão concorrido!
Noutras eles me colocam no chão
Cravam no solo bases sólidas
E me colocam no meu lugar
O lugar da minha cabeça aonde não é permitido sonhar
Me lembram o que eu tenho que fazer:
Manter o controle.
Sempre.
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Kaline Rossi
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Fluída.
Isso, vem
e lava tudo que for de ruim
arrasta a sombra purpurinada
borra o lápis e o rímel preto
tira do cabelo o cheiro do cigarro
limpa cada poro
sujo de sujeira do mundo
limpa a lama
limpa a alma
limpa o caráter
(se tiver)
Isso, vem
me leva
me arrasta
junto com tudo isso
pra um lugar que nem você sabe onde é
pega na minha mão e me acompanha
até que no fim
possamos nos tornar UM só
no meio da sujeira e das coisas ruins
como um oásis
junto,bom e só.
Isso, vem
limpa as feridas
fz sair a sujeira dentro de dentro de mim
limpa as cascas
tira as marcas
limpa o tempo
com o tempo.
Arrasta com avidez
Sem pudor e nem rancor
Por que não se sabe quando tu virás denovo
Faz o teu serviço
Faz o bem sem olhar pra trás
Faz cem, mil quantas vezes for
Faz sem esquecer de olhar nos olhos
Sem medo de ver o que só eles te mostram
Amor? Rancor? Dor? Pudor?
Isso, vem.
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Kaline Rossi
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12:20
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Programa de Domingo
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Acho que os indícios de minha velhice espiritual estão aflorando gradativamente.
Como que eu sei? Ontem eu fiz um programa típico de velho:
Fui ver uma feira de móveis .Não vou dizer que não foi legal por que eu estarei mentindo, tem umas coisinhas bem interessantes principalmente com relação ao aproveitamento de resíduos de madeira(isso me interessa)
Depois, fomos( eu minha mãe e uma amiga dela) comer pizza e ver a iluminação de natal do palácio e da gameleira. Também não vou dizer que não foi legal,por que foi oras.
E o pior é que eu gostei,isso é preocupante!
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Kaline Rossi
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