Enquanto isso na sala de aula:
- Fernanda
- Presente, professora
- Carlos
- Presente!
- Marina
- Presente
(mas cheia de passado)
segunda-feira, 2 de abril de 2012
tempo verbal
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domingo, 1 de abril de 2012
do falar
tenho o péssimo hábito de usar das palavras
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sexta-feira, 30 de março de 2012
segunda-feira, 26 de março de 2012
Ninguém é de ferro, dente de leite e caldo de cana
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domingo, 18 de março de 2012
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quarta-feira, 7 de março de 2012
Pode ouvir o cabeludo
O ano era antes, muito antes, de suas filhas nascerem. As fotos ainda eram em preto e branco e lugar de mulher ainda era na cozinha. Sempre gostou de música mas em sua casa haviam restrições sérias. Só entrava Luiz Gonzaga. Seu pai, marceneiro, carpinteiro, artesão de móveis em madeira tinha a cabeça, a sola dos pés, algumas concavidades nas mãos e também era uma pessoa chata. Ele gostava de Roberto Carlos. Depois da escola ouvia com os amigos através de um radinho à pilha as canções dançantes e cantavam para as garotas que passeavam na praça de trança.
- Na minha casa não entra música de cabeludo.
Naquela época o Rei era apenas príncipe. Se usasse trança já seria outra história.
- Mas painho, a música é boa.
- Não, nada disso, na minha casa não entra música de cabeludo.
Certo dia, após uma grande tragédia que acometeu o Recife, estado vizinho, Roberto Carlos fez um show beneficente para arrecadar fundos a fim de ajudar as vítimas da enchente. Ele queria ir, seu pai não deixou mas por fim disse: - É, esse cabeludo é boa gente. Pode ouvir o 'cabiludo'.
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Mas que me devore adequadamente.
Com o corpo e com todos os compartimentos contidos.
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terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Nem sombra e nem reflexo. Só a certeza da dúvida converte.
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sábado, 21 de janeiro de 2012
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
e passeando pelo seu rosto, o bigode, também seu, sorria para meus dedos. cantarolávamos, líamos e ríamos de lá, em lá e todas as suas variações sonoras e silábicas.
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domingo, 18 de dezembro de 2011
Do outro lado
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
tentando deixar de ser eu
pra ter alguém além
de mim.
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
da escrita
minha inspiração é como faísca. leio um texto, uma poesia e olha cá, lá estão as palavras, rimas e inverdades querendo sair que nem calha entupida depois da chuva. Ela, água dela, não apaga minha faísca. Acende até fazer calor e eu não aguentar mais essa dança dentro da minha cabeça. Abro a torneira, desentupo a calha e deixo sair.
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domingo, 20 de novembro de 2011
sábado, 19 de novembro de 2011
Da camiseta
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do vazio que se preenche de si mesmo
tem mais você do que eu aqui.
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quinta-feira, 27 de outubro de 2011
metade
Você não precisa de uma banda pra ser feliz.
Precisa ser inteira.
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