terça-feira, 24 de maio de 2011

Bem aventurados os que compartilham suas chuvas.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

DESFOTOGRAFANDO

quinta-feira, 19 de maio de 2011

eu me encolhi prevendo a morte. prevendo a dor e todas as suas consequências que nos fazem desejá-la. me encolhi por que me sentia pequena, pequenininiea e por mais que eu tentasse engrandecer meus pensamentos eles também não passavam de pífias palavras soltas, como de costume. eu queria voltar pro ponto onde eu havia me perdido há tempos mas os passos se apagaram e não deixou-se migalhas e nem placas de sinalização, como de costume. pensei em começar a cantar mas eu não tenho uma música favorita. não tenho nenhuma banda ou artista favorito. gosto de música só. de preferência boa de acordo com os meus padrões que quem define, como de costume, sou eu.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Não adianta se preparar. nunca estaremos prontos para certas coisas que acontecem sem avisar. Muitas vezes avisam por meios, linhas, curvas que não vemos. É uma tentativa sutil de nos fazer abrir os olhos e quando se abrem por inteiro já aconteceu. Nunca estaremos prontos.

até os cactos morrem.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

praticando a arte milenar de controlar o canto dos olhos.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

adoraria colocar meus feitos na parede.

mas não posso.




não tenho.

Toda burrice (senti) mental será castigada.

Da organização processual mental.

Não sei como vocês, pessoas normais, fazem. Pra mim é uma dificuldade enooorme conseguir organizar, alinhar por ordem alfabética, de importância, cor, faixa etária e de coerência. (Faço a mesma coisa com guarda-roupas e estante de livros). São como circuitos, mini circuitos, elétricos, obviamente, pulsantes, latejantes, conectados por teias infinitamente indecifráveis que vão e vêm em milésimos de segundos.

E ainda me pedem coerência, veja só. Cada som, em menos tempo que um piscar de olhos, se transforma em uma sinfonia, num arranjo de notas, numa sequência harmônica que fica cutucando meus ouvidos de dentro pra fora. Vezes ou outra, batuco com os dentes - não tão bem quanto ele- com os dedos dos pés, quando estão livremente expostos em uma sandália ou havaianas, por que não dizer, e emito sons, solfejos, obviamente desafinados, que libertam essa confusão sonora mental que no final, quem chega a ouvir define como nada mais nada a menos que uns grunidos sem sentido. Não tenho bateria em casa.

Cada palavra solta, ouvida pelas ruas, entre conversas, músicas, lida em cartazes, é carregada de mãos dadas com outros adjetivos, vírgulas e sinônimos e que juntas, formam frases, poemas, coisas sem sentidos, contos e até coisas sem categoria literária definida. É mais forte do que eu. Como poderia sistematizar meu cérebro para informatizar meus pensamentos de forma que eles pudessem ser aproveitados na íntegra, sem deixar que o efeito da minha fraca memória os fizessem se perder pela simples e inegável realidade anatômica e morfológia minha, de como ser humano de polegar opositor, não ter, no lugar da palma da mão direita, um caderninho e em meu dedo indicador, um lápis?

Seria muito fácil quando todas essas coisas viessem, pudessem ser transferidas imediatamente para o papel. Eu não estou 24h em frente a um computador ou em posição de lótus esperando a inspiração, piração, resolver tomar meu corpo, dar uma de Chico Xavier e resolver esse problema todo. Perco muita coisa deixando pra anotar depois. Sem contar que o pensamento quando vem é muito melhor do que quando você lembra dele.

Sinceramente, não sei como vocês, pessoas normais, fazem.


segunda-feira, 4 de abril de 2011

sem fundo,mar.

olhei, encolhi os olhos, forcei a vista que vive cansada mas não consegui nada além de ver verde nos olhos de mar sem fundo. ainda bem.

quinta-feira, 31 de março de 2011

coleciono romances. muitos com 180 páginas.

terça-feira, 8 de março de 2011

chegamos chovendo. chuva e eu.

terça-feira, 1 de março de 2011

compro estômagos saudáveis. pago bem.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

a vida é pequena

mas tem bastante espaço.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

pensei tanto que fiquei com a boca seca.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

lembro como sobrevivi à última chuva da penúltima primavera. tinha gosto de liberdade.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

mora em todos os meus municípios.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

uhú uôô

Aquela velha história que se repete desde os tempos mais primórdios, das explosões galácticas, das extinções e evoluções de espécimes, muitos todavia, desconhecidos até o momento em que não havia nada e nem ninguém que pudesse provar o contrário dos que se diziam existir. Por que nem tudo que é, existe. Nem tudo que existe, é. E é nesse paradigma que a vida segue seguindo, muitas vezes sorrindo, ou não, mas segue. Linhas, estradas, caminhos desconhecidos e adoravelmente inexplorados. Becos, vielas, buracos e barracos e seus habitantes inusitados. Em um mundo onde o reflexo é o que se diz, seja de água, chafariz ou qualquer outra coisa que rime, nem sempre o que sai da boca é o que encanta. Mesmo as vozes e timbres mais estranhos e, digamos, exóticos, tem seu valor. Ah tem. Muito bem dito, por sinal, diria Catatau que eu olho pra você enquanto passo mal. E é verdade. Lavo, passo e estendo no sol que queima pestanas e há de avermelhar cabeças escuras ou levemente escurecidas. Difícil saber o tom de cada um. Bom seria se ele queimasse esse cérebro. O lado esquerdo, esse porco. Queimasse mais neurônios. Eles, que não são usados mesmo, só servem pra estatística provar o quão inútil é termos um pote de sorvete de chocolate com creme e sermos intolerante à lactose. E não me venha com essas alternativas nojentas. Poupe-nos dessa praga agrícola que quer dominar o mundo, que quebra barreiras a cada ano, que passa dominando lares bovinos e lares de comida de verdade. Ninguém come toda essa soja, porra.

Que vida dura essa que arranca pedaços dos pés. que arranca cabelos e unhas. que dissolve o amor próprio em troca de uma satisfação volátil. que ruge como uma fome de anos dentro do estômago ácido. - quero comer teus erros, ele disse em grave e mal tom. um por um. - Pode comer, oras. Aproveita e me deixa invisível. A vida deve ser muito mais fácil p'raqueles que não tem rosto.

Me engana que eu gosto. Me engana que eu minto, que eu destroço, como um frango tísico e sem coloral, cada pedaço de esperança que insiste, mas insiste, em existir. Com o som do nada balbuciado por uma boca sem voz: uhúuu, uôô.

Mesmo pensando e escrevendo coisas sem sentido, conectadas apenas pela ínfima linha da imaginação e, mesmo desconexas, sempre haverá alguém para chamar de arte o ridículo emaranhado d'as cabeças que jorram enigmas a serem decifrados, instigando memórias e causos, associando semelhanças à fatos reais da vida real.

Acho divertido.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

verde. era só o que se via. pasto. era só o que comia. tristeza. era o que vivia, Catarina.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011