Crianças tem mexido comigo bastante.
Deixem o michal jackson em paz!
domingo, 25 de outubro de 2009
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009
ciúme é que nem álcool. pode até ser colorido, mas vicia.
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e quando me dizem:' cuidado, você não sabe quem é essa pessoa'
eu penso: 'prefiro não saber. talvez assim eu seja mais feliz.'
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terça-feira, 20 de outubro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
quanta sensação filha da puta
quanta sensação, filha da puta
quanta sensação.
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fly
Nada passa batido. Ela, literamente, viu meus pensamentos, de tão rápida que é. Confesso que me senti meio diminuída à capacidade de acompanhar coisas que nem ainda aconteceram. Mas eu me sinto assim muitas vezes, não é novidade. A novidade é que ela, a mosca, me mostrou vários defeitos, outrora não vistos, ou se vistos por outros - o que de nada me vale- não me ajudaram a evoluir de forma nenhuma. A mosca, díptera, com suas duas asinhas fininhas e ao mesmo tempo poderosas, sua língua em forma de canudinho, chupou que era de uva e emitiu um som estranho. Quase um ' ahhh'. Estava calor e aposto que suas papilas gustativas buscavam um pouco de açúcar, pois as flores tinham acabado de sair por aquela porta chamada primavera, sem deixar rastros como aqueles que se vão pra sempre. Eu achei ótimo. Estava adorando aquela visão tridimensional. Engraçado que as minhas orelhas não pareciam tão grandes. em cada quadradinho estava um pedaço. Gostei da sua perspectiva, dona mosca. Ela continuou voando, voando e fazendo barulhos, que depois de ter ouvido aquele 'ahh' não me pareciam ser diferentes. Dava cabeçadas na janela e voava para mim. repetiu umas 3 vezes até que eu pudesse entender a mensagem. Ela queria ir embora e com seu 'ahh' característico me pedia ajuda. Levantei e fui até a janela, que emitia muita luz branca, quase que me cega, e gritei aos dois ventos que vinham passando por ali, por acaso: "Vai, mosca. Apesar de nem todo mundo merecer, vá, voe e seja feliz!"
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terça-feira, 6 de outubro de 2009
Universal do reino dos fariseus.
Capelas cadelas
Hipócritas
Amar-elas
Te levanta do chão, ô pagão
A tua saída é no andar de baixo
Não adianta teu arrependimento aqui
Do teu olho esquerdo faço sopa
Junto com o pão amassado
Capelas cadelas
Pelo menos no escuro tu não vês
Pinga um pouquinho de colírio no olho direito
Faz uma cara de coitadinho
Alguém vai te atender
Não sou eu quem amaldiçoa
Mas doa a quem doer
Teu inferno vai ser eterno
Sem recuar, sem cair sem tremer.
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
a-cú-mu-lo
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quarta-feira, 16 de setembro de 2009
cargas d'agua
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segunda-feira, 7 de setembro de 2009
pelo tédio tedioso, vamos tomar um sorvete de baunilha, que combina com teu gosto e pegar a sessão das 5.
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quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Rascunhos molhados hum
Do mundo que cabe em uma só boca
Acho que sou a única pessoa que consegue dormir em qualquer circunstância. 4 horas com buracos maiores que eu, não foram nada para meu sono. A cidade continua a mesma, mas desta vez mudamos de hotel. Fiquei muito feliz em saber que não irei dormir com ácaros paleocênicos. Houve uma pane na cidade. Não tem água e nem energia na maioria dos estabelecimentos. Ainda bem que o hotel escolhido possui ar condicionado novo, lençóis limpos, banheiro mais ou menos. Energia é de vez em quando. Com certeza muito melhor do que eu esperava para essa estadia. Tem um telefone público que só funciona se tiver a sorte de um satélite estar passeando aqui por perto. Apesar de apenas 125 km, mais ou menos, o eco da minha voz parecia estar vindo do Japão. Nessas horas que eu ouço o quanto minha voz é desafinada. Achei graça ao desligar.
- Oi, cheguei bem. Aqui não tem água e nem luz, não pega telefone celular e não chove. Beijos e te amos.
Depois de resolvermos as coisas pra viagem - gasolina, comida, água – tomei um todinho e comi um passatempo assistindo o único canal que passa na TV. Se tem coisa que eu mais odeio do que novela em que os atores falam com o sotaque caipira forçadíssimo, é novela em que os atores falam com o sotaque caipira. Coloquei no mudo e fiquei vendo as imagens só. Que coisa boa é o silêncio de um ar-condicionado.
Eu estive com medo, mas passou. A força do pensamento é uma coisa muito louca. Hoje foi o meu primeiro dia com 22 anos. E daí? E daí nada. Só pra registrar mesmo. Encontrei um cachorro na rua magricela, com as costelas ímpares. Ele tinha cara de me dá um carinho e eu fiquei com vontade de chorar. O meu quarto tem paredes vermelhas, uma lâmpada amarela e um quadro em que o Bob Esponja e o Patrick correm felizes e saltitantes. O design interior do hotel uma coisa de louco. É claro que é uma piada. Dormi que nem criança.
Ontem a noite, depois de partimos as 16h de Boca do Acre, atracamos em uma das muitas praias que existem ao longo do rio. 3h de viagem e lá estava a lua, tomando seu lugar, no lugar do sol, enorme e clara que não precisei de lanterna, nem choro e nem vela. A noite estava fresca e o melhor de tudo: sem carapanã. Pena ou não, isso é só o começo. Histórias macabras de peixes assassinos e cobras, mas o piranambu – Urubú d’água – foi o protagonista da noite.
“- Teve uma vez que eu estava descendo o rio e mandaram me chamar da beira do barranco. Um homem estava desaparecido há três dias e precisavam de ajuda. Caçei ele pelo rio, rebolei, procurei até que achei. Puxei um troço da água. Era ele e estava inteiro. Só os ossos, sem carne nem pele e 4 ou 5 piranambus agarrados nos restos de fígado que haviam sobrado. Eita bicho imundo!Come de tudo. Não é à toa o apelido”. Dizia Seu Roberto, o comandante do barco.
Toque de recolher. Entrei no meu amontoado de redes para dormir o sono dos justos. Uma coisa legal é que o barco tem tipo um trapiche na traseira que dá pra tomar banho tranqüilo. Foi ótimo poder tomar banho de verdade. Antes de dormir, estava eu tomando banho de lua e de água, quando vejo derrepente uma voadeira e uma lanterna focada em mim: “vrruuuummmm Ihhhhhhhhhhhhhhhh!!!! vruuuuuuuuuuuummm” Eu não tinha pra onde correr. Poderia ter mergulhado no rio e ser devoradas por jacarés, cobras ou sair correndo pela praia e ser atingida por um esporão de arraia. Não fiz nada. Empinei meu nariz (mais do que ele já é empinado) e continuei o meu ritual.
Às vezes, muitas vezes, tenho nojo de homens.
(...)
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009
porra qui, porra culá
Carros vêm montados
em cegonhas e macacos
entopindo o lugar
onde insetos e pássaros
tem de pagar pedágio
para poder respirar
o ar que nem mais puro é
se olhar de perto
(um pouco mais perto)
o preto parece verde
e o amarelo, cajá
corre, avia
fia, a via!
lá vem a chuva molhar o chão
sujo de poeira de pés andarilhos
viramundos, maltrapilhos, bemtrapilhos também
engravatados, demodês e piratês
quero ser jovem, anarriê
por aqui, por aculá
vá ver se passei por ali
passeando num cipó
imagine só o congenstionamento que seria
se aqui fosse que nem nos vêem pras bandas de lá?
ia ter guarda de trânsito doido que só
apitando pra cima e pra baixo
só vendo macacos, besouros brigando pelo que restaria: o céu
ia ser um nó pra nós poder voar.
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sábado, 29 de agosto de 2009
sábado, 22 de agosto de 2009
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
apóstrofo ou acento agudo?
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domingo, 26 de julho de 2009
quarta-feira, 22 de julho de 2009
título à definir.
Seriam milhares, muitas, multidões, se fossem pessoas e não matéria. E como em todos os lugares onde muitas pessoas existem e coexistem, existem também conflitos, deformações, confusões e desentendimentos. Fatos também da matéria. Aos montes, algumas gostavam de molhar, abafar, cozinhar, irrigar, irritar, outras de inundar e outras apenas de umidificar. de frescar mesmo.
- Vim da frança. Eu do Camboja. Eu da Malásia. Rússia. Noruega. Cazaquistão. Oceania. Marrocos. Espanha. Canadá. México. Ilhas Malvinas. Austrália. Índia. Alemanha. Bruxelas. Argentina. Uganda. Estados Unidos. (Uhhhm, ácida tssssssssss ) e eu do Acre.
- AAAAAcre? -todas em um coro só. (queria muito poder reproduzir aqui esse som. quem sabe um dia eu compre um gravador mental ou sintetize os sons que saem da minha cabeça ao presenciar essa cena sonora tão singular. Plural. desculpe moças.)- Que país é esse?
- Fica no Brasil.
- Ahhhhh, Brasil. Então você é das boas. Vem da amazônia, ares e seres puros por lá.
Não entendiam muito de geografia mas eram bem voláteis e conversavam, discutiam, se conheciam apenas por conhecer. Como se não houvesse aquele tal de amanhã. Talvez nunca mais se encontrariam denovo, só se fosse no próximo ciclo biogeoquímico. Não tinham tempo à perder visitando e elaborando propágulos internos que explodiam alfinetes. As vezes, pareciam ser uma só olhando de longe e de perto também. As vezes se irritavam com isso. Não gostavam de ser consideradas seguidoras, vão com as outras, discípulas. Não, não. Cada uma pensava, fazia, falava de um jeito. Um jeito só. que por sinal, era igualmente sem personalidade. As chinesas que eram piores, coitadas. Não tinha como lutar contra sua natureza estrutural. - Lá vem elas.
- No próximo ciclo, quero morar nas rochas. Arrancar pedaços e virar mineral. Perceberam como o sobrenome mineral tem um status nos dias de hoje? Se eu der sorte, vou pra dentro de uma garrafa linda, com um rótulo lindo, pra dentro de uma boca linda...imagina eu me mandando pra dentro do Jude Law? - Ah, ai ai Harebaba, falou a indiana.
Tinha uma que sempre se destacava, e nem sempre era por bem, no meio das outras. Afinal, sempre tem um que quer ser o importante no mundo vivo e não poderia ser diferente na matéria. Sempre tem aquela que tem características megalomaníacas e psicopatas. Não deixava de ser. Era muito comuns suicídios naquelas bandas. Eram corajosas por que tinham certeza que nem a lei e nem o deus que as regiam, ia puni-las privando de um retorno triunfal num próximo ciclo. Se pudessem assim se assumir, mandariam encomendar purpurinas e pelúcias pomposas. Se jogavam mesmo, sem dor, dó e nem piedade. As vezes com alguns fluidos incolores, como eram. Quando ficavam tristes assim, simplesmente se desestruturavam. Perdiam partículas elétricas agregadoras de íons de sulfato e nitrogênio para virar simplesmente uma fórmula química monossilábicacápsuladupla. Só. Via-se de longe a tristeza. Tem muitas vezes por aqui, mas é por que são muitas vezes mesmo, antonimamente e diferente de sempre, não há outro sinônimo cabível no contexto.
-Incolor? E você que é insípida!
Houve um silêncio geneneralizado e azul. Esclareço: não há pior xingamento no mundo, em todos os mundos, de todos os adjetivos desagradáveis possíveis, impossíveis e imagináveis do que o trio ternura do desgosto, literalmente: Insípida, Incolor e Inodora. Era o fim. De repente se via suicídios coletivos, vácuos a baixo. ( eu disse que era muito comum). As que conseguiam seguir em frente, esperavam apenas mais um vendaval para se espatifar num vão sem fim que é o infinito e afogar suas mágoas. afogar. águas. Tinha ala das mal bebidas, desquitadas, deshidrogenizadas, das sujas, das coloridas e das mal cheirosas. Era um vasto catálogo, quase um pasto. Algumas cheiravam pó e seus narizes tinham cicatrizes horriveis, cujos lenços de papel eram acusados de terem influenciado gripes. (era mentira. nem tinham narizes.) Incompatibilidade de neurônios. Dos últimos que sobraram. Sinapticamente falando, coisa de química mesmo. Vai saber.
(...)
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Kaline Rossi
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