Olho com olhos de vidro. vibro. procuro entre os dentes, o sorriso que vem vindo. eles dançam pra mim com gosto de limãohortelã.
domingo, 11 de janeiro de 2009
Te dou uma frase de presente e um copo com amor
Mudo pra você me ver, com os olhos de quem vê.
Te dou um adesivo de presente
Pendura na parede da sua sala
Ou guarda, não mente
Quero ver quem diz que não
Passos pela calça estreita para um mesmo caminho
Passo de mim pra você. Passos de você pra mim.
A chuva não molha aqui dentro
Te abraço com pernas
Quero ver quem diz que foi em vão
Apago memórias do passado tão presente
Fecho os olhos pra te ver como lá
Vezes olho pelo espelho
Vezes te deixo
Como te deixei
Voltei pra buscar
e quem virá dessa vez?
com que olhos será?
Quero ver quem diz que não
Quero ver quem diz em vão
Vem dizer que não era pra ser assim
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Kaline Rossi
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sábado, 10 de janeiro de 2009
Pra exorci-tar esse meu lado.
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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Resoluções doismilenovianas
Nada de compartilhamentos esse ano!
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21:10
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Conselho
Não aponte para a fé. Dá verruga nos dedos.
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terça-feira, 6 de janeiro de 2009
1:46 AC
Se o relógio parasse poderia enxergar pelos óculos caídos o tempo retido no espaço móvel, no braço cansado sobre o imóvel, e sentir aquele que não passa devagar. já são quase duas.
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Ou seja, inferno.
às 16h30min o termômetro da farmácia no centro marcava 43°C.
Nunca desejei tanto uma heineken gelada!
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13:58
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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
sábado, 3 de janeiro de 2009
Apenas uma questão de gênero.
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09:09
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Dois mil e trocadilhos.
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terça-feira, 30 de dezembro de 2008
que som
se ri
quando se faz?
que som
se faz
quando se ri?
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Sai fora,Gina.
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Fugaz
Não tenho como fugir da vida por muito tempo. Nem de mim mesma.
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domingo, 28 de dezembro de 2008
É que me faltam adjetivos.
Tudo flutuava aos tons cianos. Do céu baixo, de vez em quando chovia. Quando chovia era uma alegria. Podia se sentar à sombra daquelas árvores e observar delas crescer aqueles frutos. Em câmera lenta não tão lenta. Não tinham flores. Dos galhos das copas largas como uma saia rodada de bailarina, brotavam bolinhas cor de vinho de textura emborrachada que iam inchando à medida que a chuva caía, como uma esponja. De longe dava pra ouvir o barulho. Tinha barulho de vida. As bolas cresciam, cresciam. Algumas explodiam deixando o ar tomado pelo cheiro doce, outras ficavam lá esperando para serem colhidas.
Levantou da sombra e foi ao encontro da bola rubra. De tão grande, as duas mãos, (se tivesse mais, também) seriam necessárias para arrancá-la do galho. Com cuidado, fazia-se um furinho com o dedo e se rompia a camada emborrachada liberando todo o seu conteúdo. Por fora borracha. Por dentro gelatina. Uma fruta moderna com as tendências de materiais do atual século. É por que não se fazem mais adjetivos como antes. Seu conteúdo era sempre gelado. Como se tivesse saído da geladeira. Também, o vento vinha tão carregado de águas vindo de tão longe, daquele azul imenso refletido, que não vem daquele céu, que ás vezes penso que ao invés de sal, aquele azul era doce e não era doce por falta de sal e sim, por excesso de açúcar.
Prazer maior não existiria àquele de sentir escorrer pela boca aquela sensação gelada. Se tivesse espelho, seria engraçado enxergar-se com a boca vermelha feito sangue. Algo de se fazer inveja à qualquer vampirófilo. Escorria e não era pouco. Era fluído e escorria vermelho. Escorria gelado. Escorria lambuzado. Dava vontade de tomar banho. E esse era apenas um fruto. Uma bola cheia de (uma) cor e de sensações. Imagine viver de uma árvore dessas. Se naquele tempo o pudesse, faria piscina de refrescar com aquele sumo divino. Se bem que assim, como um tesouro descoberto, não gostaria que virasse a nova sensação dos últimos tempos desde a descoberta da maçã. Pobre maçã, não chega nem às raízes de vossa alteza avermelhada. A intenção era colher todas as bolas, colocá-las enfileiradas e ao deitar sobre elas, ser levada aonde o terreno quizesse (era meio inclinado). Só que estavam bem maduras, quase à ponto de explodir e foi assim que morri afogada. Por osmose.
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O passado é ama*dor
* Out 06
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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Natal
Eu não vou escrever um texto depressivo sobre.
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