sábado, 10 de janeiro de 2009

Pra exorci-tar esse meu lado.

Acho que já vi(vi) isso. Eu tenho uma bateria para se tocar com os dedos. Tenho olhos vermelhos de raiva. Tenho nojo desses sentimentos. Quase não tenho mais estômago. Tenho pena dela. Covardia que nem nascendo denovo poderá se livrar. E que veio denovo. Por linhas tortas, tua vida também é. Por falas tortas, tua lingua queimará. Pelas vielas esburacadas e mal cheirosas por cervejas verdes regurgitadas, cairás e se arrependerás no dia seguinte. Poft, ouviu o barulho do tombo? Sentirás vergonha do ser repugnate que és. Culparás a que nenhuma culpa tem, verdinha. Declamarás impropérios e desgostos, com o mesmo vocabulário, é fato, que inteligência lhe falta. Lhe faltam livros. Lhe faltam amores nessa vida feita às sombras. Lhe falta luz, cara! Não se vive só de cores, nem rabiscos, fato idem. Como também fato é a certeza que daqui pra frente terás. Eu vou estar aqui. Só olhando e esperando o que eu já sei: não virás. Não espero muita coisa de gente que nega abraço de despedida.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Resoluções doismilenovianas

Nada de compartilhamentos esse ano!

Conselho

Não aponte para a fé. Dá verruga nos dedos.

Por que nem tudo pode ser azul.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

1:46 AC

Se o relógio parasse poderia enxergar pelos óculos caídos o tempo retido no espaço móvel, no braço cansado sobre o imóvel, e sentir aquele que não passa devagar. já são quase duas.

Ou seja, inferno.

às 16h30min o termômetro da farmácia no centro marcava 43°C.
Nunca desejei tanto uma heineken gelada!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

é que me falta coração.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Apenas uma questão de gênero.

Eu tive um sonho com o inimig(o). Era um sonho tranquilo. Me pareceu bem amável, carinhos(a) Pegava nos meus cabelos e me fazia carinho. Estranho que eu sabia quem era, e de tão abismada que fiquei, deixei. Era bel(o) como sempre, doce e plácid(a). Se assim não fosse, inimig(a) não seria. Agora entendo os encantos. Agora entendo.

Dois mil e trocadilhos.

Do ano que passou não fiz retrospectivas. Não me afoguei em nostalgia de tempos que não mais vão voltar. Não fiz listas, resoluções e nem promessas. Minto, fiz uma lista dos livros que li e quando olho sinto vergonha. É muito menos do que eu gostaria de ter lido. Pouco mais de meia dúzia. Alguns lidos de caboarabo, outros incompletos, mas lidos. Tirei poucas fotos da minha vida, das minhas coisas, das minhas pessoas. Não sei se é desapego ou se estou começando a desacreditar. Talvez eu esteja empenhada em fortalcer minha memória com lembranças que realmente aconteceram. Como felicidades, como abraços, sorrisos e momentos verdadeiros e não aqueles ensaiados para serem registrados pelas lentes. É disso que se sinto falta. Se não foi registrado e nem ensaiado, cadê-los?. Me falta magnésio na memória ou me falta cotidiano? Me falta uma câmera fotográfica ou me falta vida?

Agora vem a parte dos desejos: Nesse ano me dedicarei à mim mesma. Meu intelecto, minha profissão, tudo aquilo que eu puder usar só pra mim e que ninguém, mas ninguém mesmo pode destruir. Pode até atrapalhar, mas nunca destruir. Quero fazer mais coisas boas às pessoas. Quero poder mostrar o que há de bom dentro dessa carapaça aqui. Tem. Claro que tem. Não quero mostrar para mostrar simplesmente. Irradiar, contagiar, florescer e iluminar pretendo. Desejo não esperar muitas coisas do mundo. Desejo sim, poder aproveitar o que preciso das mais diversas situações. Não pretendo mudar pessoas. Pretendo apenas fazer parte delas, mesmo que seja da menor parte boa que se tenha. Quero fazer parte da parte boa que se tem. Quero dizer amor! Trabalhar meu corpo e minha mente. Ter uma vida mais saudável. Fazer coisas construtivas e satisfatórias. Quero contiuar escrevendo e cada vez mais me aperfeiçoando com vida. Quero viajar bastante, conhecer lugares e pessoas que valham. Quero ter registros. Quero cartas. Bilhetes. Músicas. Perfumes. Esse ano vai ser o ano eu e o mundo!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

que som
se ri
quando se faz?
que som
se faz
quando se ri?

Vai-te e Lilith!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Sai fora,Gina.

Não acho que viver seja melhor do que sonhar. Talvez o amor não seja uma coisa tão boa assim. Prefiro me perder entre letras e dedos do que no caminho que não se tem mapa: o do amor. Pensando bem, talvez seja a mesma coisa.

Continue sorrindo enquanto ainda há dentes.

Fugaz

Não tenho como fugir da vida por muito tempo. Nem de mim mesma.

domingo, 28 de dezembro de 2008

É que me faltam adjetivos.

Num campo verde, de grama verde, num céu azul existiam árvores. Na grama verde, em baixo do céu azul, existia vida. Da vida vinda do chão coberto de verde e do azul de cima nascia a árvore. Crescia, crescia, crescia até quase tocar o céu. O céu era baixo, se podia tocar com as pontas dos dedos, nas pontas dos pés sobre as pontas do chão. Ao alcançar, parecia estar se atravessando uma camada de gelatina que se rompia ao simples toque dos dedos e, do outro lado, sensação de menta.

Tudo flutuava aos tons cianos. Do céu baixo, de vez em quando chovia. Quando chovia era uma alegria. Podia se sentar à sombra daquelas árvores e observar delas crescer aqueles frutos. Em câmera lenta não tão lenta. Não tinham flores. Dos galhos das copas largas como uma saia rodada de bailarina, brotavam bolinhas cor de vinho de textura emborrachada que iam inchando à medida que a chuva caía, como uma esponja. De longe dava pra ouvir o barulho. Tinha barulho de vida. As bolas cresciam, cresciam. Algumas explodiam deixando o ar tomado pelo cheiro doce, outras ficavam lá esperando para serem colhidas.

Levantou da sombra e foi ao encontro da bola rubra. De tão grande, as duas mãos, (se tivesse mais, também) seriam necessárias para arrancá-la do galho. Com cuidado, fazia-se um furinho com o dedo e se rompia a camada emborrachada liberando todo o seu conteúdo. Por fora borracha. Por dentro gelatina. Uma fruta moderna com as tendências de materiais do atual século. É por que não se fazem mais adjetivos como antes. Seu conteúdo era sempre gelado. Como se tivesse saído da geladeira. Também, o vento vinha tão carregado de águas vindo de tão longe, daquele azul imenso refletido, que não vem daquele céu, que ás vezes penso que ao invés de sal, aquele azul era doce e não era doce por falta de sal e sim, por excesso de açúcar.

Prazer maior não existiria àquele de sentir escorrer pela boca aquela sensação gelada. Se tivesse espelho, seria engraçado enxergar-se com a boca vermelha feito sangue. Algo de se fazer inveja à qualquer vampirófilo. Escorria e não era pouco. Era fluído e escorria vermelho. Escorria gelado. Escorria lambuzado. Dava vontade de tomar banho. E esse era apenas um fruto. Uma bola cheia de (uma) cor e de sensações. Imagine viver de uma árvore dessas. Se naquele tempo o pudesse, faria piscina de refrescar com aquele sumo divino. Se bem que assim, como um tesouro descoberto, não gostaria que virasse a nova sensação dos últimos tempos desde a descoberta da maçã. Pobre maçã, não chega nem às raízes de vossa alteza avermelhada. A intenção era colher todas as bolas, colocá-las enfileiradas e ao deitar sobre elas, ser levada aonde o terreno quizesse (era meio inclinado). Só que estavam bem maduras, quase à ponto de explodir e foi assim que morri afogada. Por osmose.

O passado é ama*dor

Às vezes eu penso sobre pessoas más. Podem ser aquelas que não têm coração ou que já sofreram demais. E esse sofrimento não é comparável à um maior. Cada um sabe de si com antensidade que se é e que se tem. Não existe dor maior. Existe apenas dor. Tem gente que faz maldades com a dor, tem gente que não. Gente que morre, gente que mata, gente que se mata. gente que mata o horror. Gente que bebe, gente que joga sinuca, gente que se esconde detrás do telefone. Gente que reclama da maldade do mundo mas só o fato de existir já torna o mundo pior por achar que o sofrimento do outro é loucura. Não te lembras das noites que passou em claro lembrando de alguém? Ou chorando tragédias irremediáveis? Ou mesmo da maneira como a tua maldade pode ter deixado alguém tão infeliz quanto você? Se tu sofres, fazes parte. Não julgues a dor e nem o sofrimento como loucura. Louco é quem me diz e não é feliz na loucura, isso sim.Gente má é isso.Gente que especula, que sente prazer na dor, sua e de outréns. Gente má é aquela que não faz nada.Gente má é moldada pelo mundo.E olha só, é o mesmo mundo que você vive!


* Out 06

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Eu prometi.

Natal

Eu não vou escrever um texto depressivo sobre.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Sina

Era assim: sentada no banco de madeira desconfortável, sentia um vento que não conseguia explicar de onde vinha. a temperatura era amena. os raios solares chegavam às helicônias numa angulação que as deixavam com sombra no chão. tudo ao redor tinha cor de clorofila e marrom madeira. até o chão que tentava se desfarçar por desenhos, labirintos e mosaicos tinha tons já de antes conhecidos. Ao levantar o olhar podia se enxergar (a si mesmo) por entre as árvores, construções antigas, com traços e linhas vanguardistas. é, aqui já foi vanguardista na época de vanguarda. eu não cheguei a viver tal época mas estive em fotografias bem como muitos que conheço. Na época que eu era um incômodo, entre aspas, por não conseguir ficar sozinha, pessoas jogavam cartas como esporte. Uniam-se, conversava-se sobre política, sobre tendências esquerdistas, sobre como o mundo seria bom em 1999. Era um número bom, diziam eles: -Coisas boas, quando são repetidas, são melhores. E entre jogos, não de aposta, espumantes e cigarros, noites e dias iam e vinham enquanto alguém esperavam alguns em casa.
Por aquele chão, que agora é coberto por roupa nova, passou muita coisa. Passeatas, campanhas, manifestações, procissões, carnavais, setes de setembro, religiões, macumbas, cirandas, teatros, cordéis, poetas e poetisas, músicos e suas músicas. E como um flash, que veio com aquele vento e com o trabalhador que se diz cuidar de carros, voltei pra realidade ao som de um sino alto, agudo -potente até- que, diferente do que pensava ser: apenas uma reverberação, foi tocado durante quase 15 minutos. Nestes que me vi, com lágrima singular, sorrindo ao ver aqueles que me deram vida nova aos 20 anos. Ambos com uma pequena vida de mãos dadas firmemente ao subir a escada. Foi a primeira vez que ouvi o sino da catedral tocar.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

mesmo velho ano novo.

Se for pra passar a virada de ano longe de Rio Branco e das pessoas de Rio Branco e chegando lá só tiver as pessoas de Rio Branco que eu gostaria de ficar longe? Prefiro continuar em 2008.