Isso, vem
e lava tudo que for de ruim
arrasta a sombra purpurinada
borra o lápis e o rímel preto
tira do cabelo o cheiro do cigarro
limpa cada poro
sujo de sujeira do mundo
limpa a lama
limpa a alma
limpa o caráter
(se tiver)
Isso, vem
me leva
me arrasta
junto com tudo isso
pra um lugar que nem você sabe onde é
pega na minha mão e me acompanha
até que no fim
possamos nos tornar UM só
no meio da sujeira e das coisas ruins
como um oásis
junto,bom e só.
Isso, vem
limpa as feridas
fz sair a sujeira dentro de dentro de mim
limpa as cascas
tira as marcas
limpa o tempo
com o tempo.
Arrasta com avidez
Sem pudor e nem rancor
Por que não se sabe quando tu virás denovo
Faz o teu serviço
Faz o bem sem olhar pra trás
Faz cem, mil quantas vezes for
Faz sem esquecer de olhar nos olhos
Sem medo de ver o que só eles te mostram
Amor? Rancor? Dor? Pudor?
Isso, vem.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Fluída.
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Kaline Rossi
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Programa de Domingo
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Acho que os indícios de minha velhice espiritual estão aflorando gradativamente.
Como que eu sei? Ontem eu fiz um programa típico de velho:
Fui ver uma feira de móveis .Não vou dizer que não foi legal por que eu estarei mentindo, tem umas coisinhas bem interessantes principalmente com relação ao aproveitamento de resíduos de madeira(isso me interessa)
Depois, fomos( eu minha mãe e uma amiga dela) comer pizza e ver a iluminação de natal do palácio e da gameleira. Também não vou dizer que não foi legal,por que foi oras.
E o pior é que eu gostei,isso é preocupante!
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Kaline Rossi
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03:13
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domingo, 9 de dezembro de 2007
Portas
A gente fecha as portas
para não ouvir as verdades
(que não querem ser ouvidas)
Mas elas
ficam batendo
pedindo
perturbando pra entrar
e
acabar com meu estômago
acabar com a minha paz.
As vezes eu penso em trancar
e jogar a chave fora
Engolí-la pra que nem eu possa desistir da idéia
voltar e destrancar
ser vencida pelo cansaço
noutras
penso em deixar aberta mesmo
e desistir de resistí-las.
Elas sempre me vencem
de
uma
forma
ou
outra.
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Kaline Rossi
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11:23
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sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
PASSAGEM DO ANO
PASSAGEM DO ANO
O último dia do ano
não é o último dia do tempo.
Outros dias virão
e novas coxas e ventres te comunicarão o
[ calor da vida.
Beijarás bocas, rasgarás papéis,
farás viagens e tantas celebrações
de aniversário, formatura, promoção, glória,
[ doce morte com sinfonia e coral,
que o tempo ficará repleto e não ouvirás o
[ clamor,
os irreparáveis uivos
do lobo, na solidão.
O último dia do tempo
não é o último dia de tudo.
Fica sempre uma franja de vida
onde se sentam dois homens.
Um homem e seu contrário,
uma mulher e seu pé,
um corpo e sua memória,
um olho e seu brilho,
uma voz e seu eco,
e quem sabe até se Deus...
Recebe com simplicidade este presente do
[ acaso.
Mereceste viver mais um ano.
Desejarias viver sempre e esgotar a borra dos
[ séculos.
Teu pai morreu, teu avô também.
Em ti mesmo muita coisa já expirou, outras
[ espreitam a morte,
mas estás vivo. Ainda uma vez estás vivo,
e de copo na mão
esperas amanhecer.
O recurso de se embriagar.
O recurso da dança e do grito,
o recurso da bola colorida,
o recurso de Kant e da poesia,
todos eles... e nenhum resolve.
Surge a manhã de um novo ano.
As coisas estão limpas, ordenadas.
O corpo gasto renova-se em espuma.
Todos os sentidos alerta funcionam.
A boca está comendo vida.
A boca está entupida de vida.
A vida escorre da boca,
lambuza as mãos, a calçada.
A vida é gorda, oleosa, mortal, sub-reptícia.
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Kaline Rossi
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15:45
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Há tantos diálogos
Diálogo com o ser amado
o semelhante
o diferente
o indiferente
o oposto
o adversário
o surdo-mudo
o possesso
o irracional
o vegetal
o mineral
o inominado
Diálogo consigo mesmo
com a noite
os astros
os mortos
as idéias
o sonho
o passado
o mais que futuro
Escolhe teu diálogo
e
tua melhor palavra
ou
teu melhor silêncio
Mesmo no silêncio e com o silêncio
dialogamos.
Carlos Drummond de Andrade
*Pra Ana.
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Kaline Rossi
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15:11
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Elas denovo 2°
E se o mundo fosse feito de nuvens.
(fossem elas branquinhas como carneirinhos ou cinzas como a calçada suja)
Eu adoraria me esconder por trás delas e observar
as pessoas
os carros
os cachorros
as árvores
os carrinhos de pipoca
os homens vestidos de papai noel
as prostitutas
os ambulantes
os deficientes
os estudantes
as faladeiras
o tempo
E que eu pudesse seqüestrar alguém pra ficar comigo, olhando, olhando eu o faria. Ter com quem compartilhar as loucuras e bobagens da vida(minha) é tão bom.
Deve ser.
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Kaline Rossi
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13:29
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terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Bobagens da minha cabeça.
Eu estava comendo camarão e me veio a seguinte pergunta à cabeça:
Porque será que os frutos do mar são chamados de frutos do mar?
Segundo a Wikipédia:
"Em termos botânicos, o fruto é uma estrutura presente em todas as Angiospermas onde as sementes são protegidas enquanto amadurecem. De forma prática, os frutos são quaisquer estruturas das Angiospermas que contém sementes."
Então por que eu não posso chamar uma banana ,por exemplo, de fruto da terra?(eu até posso,posso chamá-la do que eu quizer ,mas por que ela não tem esse sobrenome que indica a origem?)
*Maçã-do-latossolo férrico
*Banana-da-terra-de-índio.
Não soa bem, eu sei.
Por outro lado:
"Na culinária os frutos do mar ou mariscos são produtos comestíveis extraídos do mar, tais como crustáceos, moluscos e outros pequenos animais marinhos, com a exceção dos peixes."
Tudo isso é culpa do português! Na língua inglesa fruto-do-mar se chama Seafood.Tá vendo?Diz tudo!
O português é tão complicado!
E sabe? aquele camarão tinha cara de frutinha e só tinha merda na cabeça...
rê rê rê
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07:56
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segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Elas denovo.
Nasceram flores, nasceram fungos, maribondos e futuros moribundos.
O sol nasceu todos os dias no mesmo leste tangenciando a janela se infiltrando pela persiana.
E derrepente a luz do sol ficou branca mudando de astro pra satélite. As vezes metade, as vezes inteira iluminava os olhos côncavos brilhantes.
Ali deitada no chão frio, observava as nuvens (ah, as nuvens!) mudar de forma, dançando com o vento.
Graciosamente brancas às vezes eram corações, carneiros e dragões. Noutras pássaros, notas musicais, espadas e derrepente aviões!
Queria poder escrever com luz o que se via, pois a memória nova em folha já é gasta.
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Kaline Rossi
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17:29
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Sentindo
Sentir crescer com violência o sorriso que vem de dentro.
Sentir o palpitar da pupila dilatada (pa pu) brilhando em uma competição covarde com o sol.
Sentir as pernas mexerem descompassadamente em um ritmo insolente,daqueles difíceis de dançar.
Sentir os braços do tamanho do mundo, braços moles de fraqueza e fofos que nem algodão branco que acaricia a alma com o coração na mão.
Sentir crescer dentro de si a violência do ar em movimento que faz fechar os olhos e ver as ondas passarem.
As ondas invisíveis e audíveis que passam, abrem e fecham as janelas paralelas amarelas, são as mesmas ondas que fazem os pêlos do braço mole arrepiar de uma maneira diferente daquelas que fazem arrepiar de medo.
Ouvindo:
'Sentindo a solidez do que é volátil em silêncio' hehhe
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Kaline Rossi
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16:48
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sábado, 1 de dezembro de 2007
Amavisse - Hilda Hilst
Como se te perdesse, assim te quero.
Como se não te visse (favas douradas
Sob um amarelo) assim te apreendo brusco
Inamovível, e te respiro inteiro
Um arco-íris de ar em águas profundas.
Como se tudo o mais me permitisses,
A mim me fotografo nuns portões de ferro
Ocres, altos, e eu mesma diluída e mínima
No dissoluto de toda despedida.
Como se te perdesse nos trens, nas estações
Ou contornando um círculo de águas
Removente ave, assim te somo a mim:
De redes e de anseios inundada.
Além das palavas bonitas, a verdade.
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Kaline Rossi
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11:32
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sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Queria ter
queria ver
queria sentir.
queria/quiz
tive/quero mais
não tenho mais
quero mais
e
vou ter!
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Kaline Rossi
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11:23
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Coletivo (ônibus)
Eu estava hoje à caminho da faculdade,dentro do ônibus que vai direto para faculdade(o único que entra e faz o percurso de acesso a maioria dos blocos) e havia um tempo que eu tinha percebido uma peculiaridade do povo acreano, não sei se é só aqui mas me irrita ao extremo (e o fato de ter ido durmir tarde, estar prestes a fazer uma prova a qual eu não tinha estudado nada, em pé ouvindo conversas alheias,agravou o grau de irritabilidade).
O ônibus UFAC está sempre lotado, principalmente nos horários de 6:30am/11:00am/13:30pm/17:00o que são os horários que os alunos estão indo e voltando de suas aulas.
Existem pessoas que não estudam na Ufac , não vão estudar e muito menos vão pra lá e insistem em pegar o ônibus UFAC.
A maioria das vezes eu tenho que ir em pé, parecendo uma conserva em lata, comprimida ao máximo, equilibrando os pés destemidos, entre sovacos cheirosos, misturado com mil perfumes e cheiro de roupa suada por que te um ***pi**** sentado nas cadeiras e que desce ,por exemplo ,no parada do colégio fulano de tal.
Por aquela rua(que eu não sei o nome, sou péssima em nomes de ruas) passam umas 3 linhas de ônibus,que fazem o mesmo percurso.Os ônibus são praticamente iguais
mas tem aqueles que sempre preferem pegar o UFAC Que está sempre lotado de estudantes, cansados ,extressados, tristes com fome e com sono.Estudantes, pessoas diferentes o povão acreano, supostamente inteligentes, cultas e tudo mais.
Será isso que é atrai esse povo no ônibus? A chance, possibiidade de encontrar alguém interessante? Um gatinho que estuda medicina, uma gatinha que estuda enfermagem,agronomia,engenharia florestal(rê!) e quem sabe um professor solteiro perdido na cidade ou um instrutor de educação física que daria um ótimo genro?
Só pode.
Vou fazer uma campanha - altamente egoísta e nazista(?)- para o uso exclusivo do ônibus UFAC às pessoas que vão pra lá. SOMENTE, ORAS BOLAS!
* Sou chata mesmo.
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Kaline Rossi
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07:20
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quinta-feira, 29 de novembro de 2007
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Sorte do orkut.
E por mais que digamos que não, sempre temos a esperança de ser uma 'sorte' verdadeira. Algumas delas podem demorar pra eu saber se é verdade ou não como:
"Você terá uma velhice confortável" ou "Você e sua mulher terão uma vida feliz"
Ou seja, só quando(se)eu ficar velha e virar lésbica vou saber se as 'sortes' têm validade.
Mas a de hoje diz:
Sorte de hoje: Boas notícias chegarão por e-mail
E lá vou eu testar a sorte. Vou olhar meu e-mail.
rê!
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Kaline Rossi
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07:46
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terça-feira, 27 de novembro de 2007
When i'm 64
Reclamar da vida é um esporte.
Ganho medalhas de prata por que sempre perco pra um abilgo cujo nome lembra um anfíbio nojento.Anfíbio que apavora meu sistema nervoso mas o meu abilgo, não, ele me acalma e me faz sentir melhor ao ouvir suas reclamações de vida. É meio doentil, mas eu tenho uma teoria e nem preciso comprova-la para acreditar que as coisas ruins, pensamentos, projeções e expectativas ruins são contagiosas. Eu sei, eu sinto.
Fico pensando quando formos velhos(se formos) fracassados, separados, doentes e sozinhos (se formos) qual será nosso assunto?
Será que até lá teremos reclamado de todas as coisas possíveis do mundo?(nossos mundos)
Será que teremos vontade de reclamar?
Ele me convence, tem mais do que reclamar, sempre.
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Kaline Rossi
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18:39
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segunda-feira, 26 de novembro de 2007
A que gosta do gosto do gasto
Eu gosto da imagem
Gosto do reflexo
Gosto da semelhança
Gosto do convexo e do dislexo
Gosto da discreprância
Gosto da vulnerabilidade e da ignorância
(inocente)
Gosta da desobediência e vulgaridade
Vulgaridade das palavras sem metade
Vulgaridade dos olhos libertinos
Do sentimento que foi fingido
E agora? Agora é de veludo tingido
Ou talvez linho maltrapilho
Eu gosto da verdade
E na verdade, eu não gosto de esconder o que é explícito
Tácito ou que rima com alguma coisa consoante
Gosto do falatório constante!
Gosto do gosto de minhas rimas pobres
Minhas frases sem conteúdo
Gosto dos olhos que não dizem nada
E que com a boca, dizem tudo!
Eu gosto disso
Gosto de tudo
Do gosto do mundo.
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Kaline Rossi
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17:25
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Quero
férias
eternas....
infinitos pontos
mas
sem
um
ponto
final
(.)
é pra ler pausadamente.
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Kaline Rossi
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05:20
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domingo, 25 de novembro de 2007
2:45 am.
Foram horas mas pareciam minutos.Um quarto pras três daquela antes do sol.E um quarto pra não sei aonde.No escuro, as pupilas dilatadas eram falhas e mesmo de olhos abertos- ou nem tão abertos assim- não viam quase nada.
Nada além da aura sua refletindo a luz do poste que invadia sem ser convidado pela janela meio aberta. Nada além das palavras proferidas sem a timidez costumeira e que chegaram fazendo bagunça por onde passavam. E as palavras faziam voltas, faziam curvas. turvas.Aos trancos e barrancos elas pareciam deslizar em silêncio.O silêncio que as vezes se fazia presente. Sorridente ainda.
Sóbrio ou ébrio, nem sei dizer.
Nada além de escudo eu constatei ao ir descobrindo o que aquelas palavras poderiam significar. Seriam apenas elas palavras?A dúvida estava no ar, estava no álcool e na caneca verde com água.
Foram horas que pareceram segundos que tanta coisa passou por sua cabeça que não conseguiu executar nenhuma.E foi melhor não tê-las executado.Por que coisa alguma é melhor que nada.E nada melhor que respeitar a si mesmo.
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Kaline Rossi
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18:00
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sábado, 24 de novembro de 2007
Você passará em uma prova de fogo que o tornará mais feliz
Esse orkut nos surpreende cada dia mais!
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Kaline Rossi
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09:22
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sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Lua
Olhei a lua lindíssima que ilumina as janelas e varandas, calçadas e mesas de madeira que apoiam copos de cerveja.
Que ilumina outros céus. Céus com mares e moças bonitas passeando pela calçada que inspira muita gente. Os céus com areia abaixo dos pés.
A lua que ilumina os rostos daqueles que batem um papo (casual?) com cigarro na mão e chamas nos olhos.
A lua que ilumina os enamorados que a admiram no banquinho da praça com árvores pequenas e grama verde bem desenhada é a mesma lua que alguns meses atrás distorcia os limite da noite/madrugada/manhã.Distorcia meu fotoperíodo.
A mesma lua que mesmo claro, lá em cima num céu não mais azul escuro e agora acompanhada de carneirinhos brancos saltitantes pela imensidão do claro-azul, me faz lembrar do amanhecer mais perfeito que eu já tive: com lágrimas verdadeiras de olhos pequenos e cheiro de cevada na pele.
Ai lua.Ai lua!
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Kaline Rossi
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21:09
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