segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Elas denovo.

Nasceram flores, nasceram fungos, maribondos e futuros moribundos.
O sol nasceu todos os dias no mesmo leste tangenciando a janela se infiltrando pela persiana.
E derrepente a luz do sol ficou branca mudando de astro pra satélite. As vezes metade, as vezes inteira iluminava os olhos côncavos brilhantes.
Ali deitada no chão frio, observava as nuvens (ah, as nuvens!) mudar de forma, dançando com o vento.
Graciosamente brancas às vezes eram corações, carneiros e dragões. Noutras pássaros, notas musicais, espadas e derrepente aviões!
Queria poder escrever com luz o que se via, pois a memória nova em folha já é gasta.

Sentindo

Sentir crescer com violência o sorriso que vem de dentro.
Sentir o palpitar da pupila dilatada (pa pu) brilhando em uma competição covarde com o sol.
Sentir as pernas mexerem descompassadamente em um ritmo insolente,daqueles difíceis de dançar.
Sentir os braços do tamanho do mundo, braços moles de fraqueza e fofos que nem algodão branco que acaricia a alma com o coração na mão.
Sentir crescer dentro de si a violência do ar em movimento que faz fechar os olhos e ver as ondas passarem.
As ondas invisíveis e audíveis que passam, abrem e fecham as janelas paralelas amarelas, são as mesmas ondas que fazem os pêlos do braço mole arrepiar de uma maneira diferente daquelas que fazem arrepiar de medo.

Ouvindo:
'Sentindo a solidez do que é volátil em silêncio' hehhe

sábado, 1 de dezembro de 2007

Amavisse - Hilda Hilst

Como se te perdesse, assim te quero.
Como se não te visse (favas douradas
Sob um amarelo) assim te apreendo brusco
Inamovível, e te respiro inteiro

Um arco-íris de ar em águas profundas.
Como se tudo o mais me permitisses,
A mim me fotografo nuns portões de ferro
Ocres, altos, e eu mesma diluída e mínima
No dissoluto de toda despedida.

Como se te perdesse nos trens, nas estações
Ou contornando um círculo de águas
Removente ave, assim te somo a mim:
De redes e de anseios inundada.


Além das palavas bonitas, a verdade.





sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Queria ter
queria ver
queria sentir.

queria/quiz
tive/quero mais
não tenho mais
quero mais
e
vou ter!

Coletivo (ônibus)

Eu estava hoje à caminho da faculdade,dentro do ônibus que vai direto para faculdade(o único que entra e faz o percurso de acesso a maioria dos blocos) e havia um tempo que eu tinha percebido uma peculiaridade do povo acreano, não sei se é só aqui mas me irrita ao extremo (e o fato de ter ido durmir tarde, estar prestes a fazer uma prova a qual eu não tinha estudado nada, em pé ouvindo conversas alheias,agravou o grau de irritabilidade).

O ônibus UFAC está sempre lotado, principalmente nos horários de 6:30am/11:00am/13:30pm/17:00o que são os horários que os alunos estão indo e voltando de suas aulas.
Existem pessoas que não estudam na Ufac , não vão estudar e muito menos vão pra lá e insistem em pegar o ônibus UFAC.
A maioria das vezes eu tenho que ir em pé, parecendo uma conserva em lata, comprimida ao máximo, equilibrando os pés destemidos, entre sovacos cheirosos, misturado com mil perfumes e cheiro de roupa suada por que te um ***pi**** sentado nas cadeiras e que desce ,por exemplo ,no parada do colégio fulano de tal.

Por aquela rua(que eu não sei o nome, sou péssima em nomes de ruas) passam umas 3 linhas de ônibus,que fazem o mesmo percurso.Os ônibus são praticamente iguais
mas tem aqueles que sempre preferem pegar o UFAC Que está sempre lotado de estudantes, cansados ,extressados, tristes com fome e com sono.Estudantes, pessoas diferentes o povão acreano, supostamente inteligentes, cultas e tudo mais.

Será isso que é atrai esse povo no ônibus? A chance, possibiidade de encontrar alguém interessante? Um gatinho que estuda medicina, uma gatinha que estuda enfermagem,agronomia,engenharia florestal(rê!) e quem sabe um professor solteiro perdido na cidade ou um instrutor de educação física que daria um ótimo genro?

Só pode.

Vou fazer uma campanha - altamente egoísta e nazista(?)- para o uso exclusivo do ônibus UFAC às pessoas que vão pra lá. SOMENTE, ORAS BOLAS!




* Sou chata mesmo.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Sentir a música dentro de si é bom de mais.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Sorte do orkut.

E por mais que digamos que não, sempre temos a esperança de ser uma 'sorte' verdadeira. Algumas delas podem demorar pra eu saber se é verdade ou não como:
"Você terá uma velhice confortável" ou "Você e sua mulher terão uma vida feliz"
Ou seja, só quando(se)eu ficar velha e virar lésbica vou saber se as 'sortes' têm validade.
Mas a de hoje diz:
Sorte de hoje: Boas notícias chegarão por e-mail

E lá vou eu testar a sorte. Vou olhar meu e-mail.
rê!

terça-feira, 27 de novembro de 2007

When i'm 64

Reclamar da vida é um esporte.
Ganho medalhas de prata por que sempre perco pra um abilgo cujo nome lembra um anfíbio nojento.Anfíbio que apavora meu sistema nervoso mas o meu abilgo, não, ele me acalma e me faz sentir melhor ao ouvir suas reclamações de vida. É meio doentil, mas eu tenho uma teoria e nem preciso comprova-la para acreditar que as coisas ruins, pensamentos, projeções e expectativas ruins são contagiosas. Eu sei, eu sinto.
Fico pensando quando formos velhos(se formos) fracassados, separados, doentes e sozinhos (se formos) qual será nosso assunto?
Será que até lá teremos reclamado de todas as coisas possíveis do mundo?(nossos mundos)
Será que teremos vontade de reclamar?
Ele me convence, tem mais do que reclamar, sempre.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

A que gosta do gosto do gasto

Eu gosto da imagem
Gosto do reflexo
Gosto da semelhança
Gosto do convexo e do dislexo

Gosto da discreprância
Gosto da vulnerabilidade e da ignorância
(inocente)
Gosta da desobediência e vulgaridade

Vulgaridade das palavras sem metade
Vulgaridade dos olhos libertinos
Do sentimento que foi fingido
E agora? Agora é de veludo tingido
Ou talvez linho maltrapilho

Eu gosto da verdade
E na verdade, eu não gosto de esconder o que é explícito
Tácito ou que rima com alguma coisa consoante
Gosto do falatório constante!

Gosto do gosto de minhas rimas pobres
Minhas frases sem conteúdo
Gosto dos olhos que não dizem nada
E que com a boca, dizem tudo!
Eu gosto disso
Gosto de tudo
Do gosto do mundo.

Quero

férias

eternas....

infinitos pontos

mas
sem
um
ponto
final
(.)



é pra ler pausadamente.

domingo, 25 de novembro de 2007

2:45 am.

Foram horas mas pareciam minutos.Um quarto pras três daquela antes do sol.E um quarto pra não sei aonde.No escuro, as pupilas dilatadas eram falhas e mesmo de olhos abertos- ou nem tão abertos assim- não viam quase nada.
Nada além da aura sua refletindo a luz do poste que invadia sem ser convidado pela janela meio aberta. Nada além das palavras proferidas sem a timidez costumeira e que chegaram fazendo bagunça por onde passavam. E as palavras faziam voltas, faziam curvas. turvas.Aos trancos e barrancos elas pareciam deslizar em silêncio.O silêncio que as vezes se fazia presente. Sorridente ainda.
Sóbrio ou ébrio, nem sei dizer.
Nada além de escudo eu constatei ao ir descobrindo o que aquelas palavras poderiam significar. Seriam apenas elas palavras?A dúvida estava no ar, estava no álcool e na caneca verde com água.
Foram horas que pareceram segundos que tanta coisa passou por sua cabeça que não conseguiu executar nenhuma.E foi melhor não tê-las executado.Por que coisa alguma é melhor que nada.E nada melhor que respeitar a si mesmo.

sábado, 24 de novembro de 2007

Você passará em uma prova de fogo que o tornará mais feliz



Esse orkut nos surpreende cada dia mais!

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Lua

Olhei a lua lindíssima que ilumina as janelas e varandas, calçadas e mesas de madeira que apoiam copos de cerveja.

Que ilumina outros céus. Céus com mares e moças bonitas passeando pela calçada que inspira muita gente. Os céus com areia abaixo dos pés.

A lua que ilumina os rostos daqueles que batem um papo (casual?) com cigarro na mão e chamas nos olhos.

A lua que ilumina os enamorados que a admiram no banquinho da praça com árvores pequenas e grama verde bem desenhada é a mesma lua que alguns meses atrás distorcia os limite da noite/madrugada/manhã.Distorcia meu fotoperíodo.

A mesma lua que mesmo claro, lá em cima num céu não mais azul escuro e agora acompanhada de carneirinhos brancos saltitantes pela imensidão do claro-azul, me faz lembrar do amanhecer mais perfeito que eu já tive: com lágrimas verdadeiras de olhos pequenos e cheiro de cevada na pele.

Ai lua.Ai lua!

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Quero ser uma Louva-a-deus.



Existem algumas secreções que envolvem o espermatozóide dos machos de Mantis religiosa(louva-a-deus)que provocam um comportamento extremo nas fêmeas na hora da copulação.
Elas ficam descontroladas(não sabe-se se de prazer, fúria) que as fazem tomar atitudes que aos olhos de nós - seres humanos- seriam bem atípicas.

Pensando bem, nem tão atípicas assim por que o comportamento humano- feminino e masculino- nessas horas nem sempre é tão previsível e dito dentro dos padrões normais. (rÊ!)
E aprofundando mais no assunto,Ozzy Osbourne arrancou a cabeça de outro ser que não era de sua espécie(não sei se era fêmea ou macho também. alguém sabe?) e estimulado por outras substâncias químicas de natureza não hormonal, creio eu.
(!)

Voltando aos Orthopteras.
As fêmeas durante a cópula estimuladas por esses impulsos hormonais arrancam a cabeça do macho. Arranca, estraçalha e come.
Ele perde a cabeça pela fêmea (entenderam o trocadilho?)
E o mais interessante é que isso não impede que a copulação continue!
Mesmo sem a cabeça o sistema nervoso do macho continua funcionando.


Que maravilha deve ser ser uma fêmea de louva-a-deus....


Olha que eu te arranco a cabeça rapaz!


conheça mais sobre o Louva-a-deus:

www.portonet.com.br/kids/bichosolto.htm

Emo

Estava eu, a caminho de casa, ouvindo os gemidos de Karen O. e distraída com as listras amarelas do asfalto quando vi um ser bizarro adentrar o veículo automotor no qual u me encontrava sentada perto da janela com vento no rosto.

Mais ou menos 1,60m, cabelos amarrados meio enroladinhos( pra não dizer que o cabelo tinha uma forma indefinida).Nas pálpebras que cobriam os olhos grandes e expressivos,algo que um dia foi lápis de olho.Preto, uma faixa grossa dando uma aparência..hum..pesada. Rebelde.Não aquela novela, mas atitude rebelde de como eu chamo: uma nova rockista que descobriu o rock agora, veste-se e comporta-se de maneira distinta.

Seus ídolos? Avril Lavigne, Evanescence e Linkin Park . Eu posso dizer por que eu já fui assim. Só usava preto, pulseiras e cordões de metal , all star fudido e ainda pintava o cabelo de rosa(oh céus).Mas na minha época eu ouvia nirvana,garotos podres (trash total).
Enfim, o que me chamou mais atenção na criatura foi o que tinha escrito na camiseta de aula(farda, uniforme, whatever): Fulaninha (nome fictício óbvio hehe) EMO

EMO?!
Como assim emo minha querida?
Como assssim emoooo?



.
.
.
.
Eu sorri discretamente olhando pra baixo, por que eu acho que ela pecebeu a maneira que eu estava analizando-a por baixo dos meus óculos escuros.
Puxei a cordinha, trelellen. Eu estava em casa. ainda bem.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

O barulho do silêncio

tu tu tu tu
tec tec tec tec
frrruuumm vrrrrruumm trrrrrrrumm
íiiiii(bem agudo)
tec tec tec
uooooooowwmmm
tsí tsí tsí



sons que eu ouço do meu quarto.sons que eu ouço quando estou tentando não ouvir minha cabeça.sons que eu ouço quando fecho os olhos pra distrair os pensamentos que correm feito crianças no recreio da escola se batendo umas nas outras gritando frenéticas

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhh

distrair que nada!
Vem é mais forte como uma pancada na cabeça ou um chute no estômago
Com força!
Dá medo!
Abro os olhos e vejo a escuridão
Eu vejo?
.
.
.
Ouço o silêncio
.
.
.
Eu ouço?


tu tu tu tu
tec tec tec tec
frrruuumm vrrrrruumm trrrrrrrumm
íiiiii(bem agudo)
tec tec tec
uooooooowwmmm
tsí tsí tsí

Commelina tuberosa




Lindíssima.

domingo, 18 de novembro de 2007

Calor



Que delícia que é um domingo de tarde
Com um calor senegalês exageradamente quente(hipérbole mor)
Sentir a água do corpo ser roubada pelo ar
Sentir cada poro abrir mão de seu sossego e se abrir
Se deixar roubar do que lhe faz tanto bem
Delícia é ficar deitada na cama quente
Com um vento quente dissipado por um ventilador sujo e cheio de poeira
Saber que tem coisas a fazer mas a vontade é nenhuma
Saber que por mais que vc resista ao calor, ele te pega ,ele te suga
Por isso que eu prefiro ficar assim, deitada sentindo o calor me roubar as energias e vendo a vida e as horas passarem sem pressa, sem medo.

Longe

Longe daqui
Não sei o que pensar
Não sei onde ir
Não me lembro mais como andar

Longe de ti
As notas soam desafinadas
O sorvete não é tão doce
O filme é não sai das matizes do azul

Quero fugir
Quero te encontar
Longe daqui
em outro lugar

Longe do calor
Longe do frio
Longe de tudo que sentiu

Longe da mão
Longe do cheiro
Longe dos olhos
Longe dos cabelos

Longe de tudo
Longe de todos
Longe da fumacinha
Longe por inteiro

Longe fisicamente
Presente aqui
Entre o estômago e o pescoço.

sábado, 17 de novembro de 2007

ói!

" Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."




*eu não sei quem escreveu isso, mas achei digno.