terça-feira, 20 de novembro de 2007
domingo, 18 de novembro de 2007
Calor

Que delícia que é um domingo de tarde
Com um calor senegalês exageradamente quente(hipérbole mor)
Sentir a água do corpo ser roubada pelo ar
Sentir cada poro abrir mão de seu sossego e se abrir
Se deixar roubar do que lhe faz tanto bem
Delícia é ficar deitada na cama quente
Com um vento quente dissipado por um ventilador sujo e cheio de poeira
Saber que tem coisas a fazer mas a vontade é nenhuma
Saber que por mais que vc resista ao calor, ele te pega ,ele te suga
Por isso que eu prefiro ficar assim, deitada sentindo o calor me roubar as energias e vendo a vida e as horas passarem sem pressa, sem medo.
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Kaline Rossi
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Longe
Longe daqui
Não sei o que pensar
Não sei onde ir
Não me lembro mais como andar
Longe de ti
As notas soam desafinadas
O sorvete não é tão doce
O filme é não sai das matizes do azul
Quero fugir
Quero te encontar
Longe daqui
em outro lugar
Longe do calor
Longe do frio
Longe de tudo que sentiu
Longe da mão
Longe do cheiro
Longe dos olhos
Longe dos cabelos
Longe de tudo
Longe de todos
Longe da fumacinha
Longe por inteiro
Longe fisicamente
Presente aqui
Entre o estômago e o pescoço.
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Kaline Rossi
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11:02
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sábado, 17 de novembro de 2007
ói!
" Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."
*eu não sei quem escreveu isso, mas achei digno.
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Kaline Rossi
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11:03
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sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Diário de um dia comum.

E o dia começou como sempre tem sido. Triste e vazio. Ao acordar eu não queria acordar.Meu desejo maior era continuar deitada imersa em um sonho bom. Um sonho bom que nunca acabasse ou fosse embora. O tempo frio, as nuvens cinzas no céu,não tinha sol, o cheiro de manhã , os cachorros latindo competindo com o canto dos passarinhos que enfeitam os fios telefônicos os quais eu consigo ver pela janela, ainda deitada na cama.
Levanta, vai lavar esse rosto e tirar essa maquilagem borrada dos olhos - eu repetia mentalmente várias vezes até conseguir executar a ação.Depois de passar uns 10 min olhando pro espelho, analisando cada espinha, cada ruga (exagero)e cada fio de cabelo na testa, me fiz perguntas mas as respostas não vinham. Desisti.
Eu fui tomar banho e lá no chuveiro que saia água quente (Pelo calor que faz aqui,só um louco para tomar banho com água quente em pleno meio dia em um dia normal) Eu tinha que dar um rumo pro meu dia para que não fosse só mais um dia tão perdido,triste e com ressaca de show e do feriado inútil.
Deixe-me explicar. Pra mim os feriados não têm sentido mais desde que eu saí do colégio. Lá eu sabia o significado de cada feriado, tinham comemorações, as vezes não tínhamos aula mas enfim, eu sabia o por que dos feriados.Hj? Feriado é só mais um dia pra eu ficar durmindo em casa. Só! E olha que isso eu posso fazer a qualquer momento, só eu resolver não ir à faculdade =)
Resolvi ir à Usina de Artes João Donato.Estava tendo uma oficina de artes (alguma coisa assim,nem eu entendi muito bem) Fiquei lá, fingindo que estava achando lindo, e entendendo. Tem coisas que só os artistas entendem e eu me acho meio burra pra essas coisas, tudo é lindo. Os artistas tem uma visão maior que a minha que só enxerga um monte de bolinhas vermelhas e amarelas recortadas em papel-contact.
Eu queria ser uma artista. pi =(
Eu e mais duas amigas desistimos de entender e achar uma funcionalidade para a nossa presença no recinto e fomos ao centro da cidade, aonde mais tarde haveria uma intervenção artística( lá vem a palavra artística denovo) na passarela. Como boas consumistas-compussivas fomos andar, passear pelas lojinhas. Como mudaram as coisas! As lojas estão bem arrumadinhas nem parece Rio Branco.
Andamos, andamos, olhamos, olhamos, desejamos, desejamos e tomamos sorvete. Depois, fomos ao novoMercado Velho. Ficamos por lá,andandinho e resolvemos beber uns chopps. Pra quem me conhece eu odeio cerveja, cevada e derivados mas hj eu tinha dito que ia tomar, enfiar goela abaixo pra ver se melhorava o dia. E foram alguns chopps, conversas, pessoas foram se agregando à nossa mesa, olhares tangentes me incomodaram, mas eu estava com uma caneca de chopp na mão e quem poderia me deter?
Depois de muita besteiras faladas e nostalgia no balde(a-d-o-r-o) fomos embora. Acabei indo parar na casa de outra amiga-companheira-aspirante dos 'graves'. Vibe do filminho,pipoquinha, palmitinho, presuntinho, queijinho(inhos pq estavam cortados em pedacinhos pequenos), gente engraçada, diferente, estranha, com gêneros e interesses diferentes, gente culta, antenada, inteligente.
Eu adoro.
Enquanto eles falavam sobre dos diretores mais fodásticos fora do mainstream róliúdiano, dos livros e discos alternativos,das notícias do mundo cult eu viajava.
Em que mundo eu vivo? Por que eu não conheço esse diretor e nem esse autor? aonde eu tenho disperdiçado meu precioso(?) tempo? Fiquei um pouco triste ao olhar pra mim mesma e tentar avaliar o meu conteúdo intelectual.
Incipiente.Emtão veio uma bacia de pipoca com sabor de bacon não sei de que direção e me distraiu.
Me despedi das pessoas simpáticas,inteligentes e cults(sem ironia, de verdade mesmo)e vim pra casa para tentar durmir , pra tentar estudar amanhã de manhã, pra tentar passar na faculdade e tentar desviar o pensamento que anda longe,longe daqui.
Feliz. (ironia)
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Kaline Rossi
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Estorei meus dedos.
Baquetas novas me trazem calos novos.
e o show de ontem?
ótimo!
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Kaline Rossi
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quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Ser, ser.
Sinto dizer
Mas não sei
Mais ser (verbo)
Ser (substantivo)
Não sinto que sei assumir
Prefiro Omitir
A Sorrir
Ou inventar felicidade
Camuflada em saudade
Reprimida ou contida.
Só (adjetivo)
Só sendo.
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Kaline Rossi
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Rastros
Eu enxergo tudo com olhos de curiosidade
Com olhos de quem quer ver além da mácula
Mas como os olhos não vêem nada além daquilo que se quer ver
Apego-me aos flashs da vida
Que passam rápido
Como um sopro
E eu nem vi um rosto
Vejo apenas rastros
Pistas
Listas
Vistas
Listras.
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Kaline Rossi
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20:21
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Estrombo
Eita dor no estômago maldita.Parece que meu estômago está derretendo com ácido sulfúrico ou nítrico. Antes eu sentia nas seguintes situações:
Shows- empurra empurra, barraco de gente bêbada, vômitos e trânsito infernal;
Expoacre- aquele bando de gente de bota, levantando poeira, piriguetes com perfumes fedidos, cheiro de cerveja e cachaça misturado com bosta de cavalo;
Festas popêrô - aquela fumaça maldita, cabelos fedidos, molhados, saltos agulha pisoteando os pés dos fracos (os meus), bêbados, barracos idem;
Showzinhos alternativos- muitas vezes eu fico assim quando algum amigo meu vai tocar, fico nervosa pelos outros, ou quando eu mesma vou tocar. Antes de subir no palco dá vontade de me jogar no chão, chorar (sem me fazer de coitadinha). Vontade de sumir mesmo. De gritar e arrancar o fígado. Subo no palco, respiro fundo e tudo fica azul.
Em todas as situações dá vontade de sentar e morrer. Morrer sentada. Um sinal do meu anti-socialismo-fisiológico-não-psicológico?
Mas ultimamente eu tenho tido essas dores mas não por estar no meio de gente e sim no meio do medo ou talvez insegurança.Incapacidade de lidar com pensamentos e atitudes de pessoas difíceis de lidar.
Eu tenho cada uma!
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06:28
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terça-feira, 13 de novembro de 2007
Quem tem coragem não finge
(...)
O que impede de andar pra frente
É a direção que escolheu
Se um abismo separa a gente
Quem fez a escavação não fui eu
Eu sei que gente que tem coragem não finge
Que nada disso aconteceu
Quando eu acordei era fim de tarde
Meu lado claro escureceu
(Um novo sol só de manhã)
Faz envelhecer tendo a mesma idade
De tanto que a alma sofreu
Eu sei que gente que tem coragem não finge...
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Kaline Rossi
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15:08
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domingo, 11 de novembro de 2007
Digno
Fala
na
cara!
Vamos!
Caráter!
Coragem!
Acho
que
seria
digno.
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Kaline Rossi
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sábado, 10 de novembro de 2007
Delicinhas
Me afogo em rios cremosos branquinhos feito neve, feitos de leite.
Doces feito doce. Gelados e com delicinhas marrons crocantes
Delicinhas cheias do meu paraíso particular
O prazer que dá é ímpar, único.
E bom demais!
É tudo que eu preciso agora: Glicose, Galactose, Serotonina baby, serotonina!!
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Kaline Rossi
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12:47
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sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Over and Over again
E começa tudo denovo. Os olhares , as risadas, as piadas mal contadas. Começam os burburinhos e as especulações começam os desvios, as cortadas e as decepções.
Começam as restrições e as vezes, vozes evitadas. As vozes no meu ouvido, as vozes que não dizem nada, que nada significam. Começam as amostras de si mesmo, do verdadeiro eu. Do ego e do sarcasmo. Começam as noites em casa e terminam em casa, como sempre, sozinha e regadas de lágrimas de raiva. Pobre travesseiro. Nova temporada .
Enfim o início de tudo que eu já sei o fim, mas dess avez eu não estou mais nem aqui e nem aí.
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Kaline Rossi
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23:58
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Pobres
E do resto, nada sei!
A dor é o resto
De rimas pobres,as minhas
Que tentam descrever-me de forma sucinta e imprecisa
Tentam me entregar covardemente
Estão nos pensamentos sujos
Que saem das mentes sujas
E nas bocas
A língua com veneno
E a saliva como adoçante pro gosto amargo
Pra adoçar o ego
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Kaline Rossi
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13:40
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Reflexões de vida - Que não servem para nada
Hj eu acordei com uma música grudentíssima na cabeça.
(Eu também ouço essas coisas -de vez em quando.)
A música fala sobre garotos, garotas que antes mesmo de viver algo já preveem o fim. O carinha feinho gosta da bonitinha e diz :
They'll have you suicidal, suicidal / When they say it's over.
Como assssiiiiimm?
Tá certo que essas coisas acontecem sim, não vou dizer que não é normal por que vez ou outra aparecem notícias de pessoas que se suicidaram e posso afirmar que esse tipo de comportamento é reflexo da sociedade em que vivemos, aonde a beleza, o dinheiro, a falta de valores familiares, falta de respeito com o próximo , drogas e tudo mais, imperam na cabeça das pessoas, seja diretamente ou indiretamente.
Eu fico triste com isso - fico triste por que as vezes eu me pego agindo dessa forma sempre com medo, receio de tudo e acabo perdendo e deixando de viver momentos ímpares na vida - acho que as pessoas devem ser o que são sem medo de ser feliz. Dizer, fazer, ser independentemente de um possível fim, uma possível decepção, frustração. Mas claro, sempre com cautela, não é pra ir se jogando nos braços de qualquer unzinho(a) e fazendo juras de amor eternas e tudo mais. Cada um tem seu bom senso e sabe (pelo menos supõe-se que saiba) o que é melhor pra si.
Eu já disse, tô fora de medo! tô fora de receio e paranóias e outras dúvidas!
(hip!)
Égua da auto-ajuda.
*que decadência esse me bológui.
Beautiful girl
Sean Kingston
http://www.youtube.com/watch?v=Lt6o8NlrbHg
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Kaline Rossi
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08:15
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quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Chaves
Está passando Chaves na tv!
Quanto tempo que eu não assitia!Deu saudades da minha infância/adolescência.
Eu me lembro que quando estava no 3° ano, eu jurei que ia comprar um box que tinha todas as temporadas do Chaves e Chapolim. Nem comprei.
Chaves fez parte da minha vida.Quando eu não tinha o que fazer( eu nunca tinha o que fazer ) ficava em casa a tarde assitindo televisão. Não, eu não tinha outro entretenimento, não tinha o hábito de ler. Sempre fui meio anti-social e não tinha amiguinhas, morava em uma rua movimentadíssima (Avenida Ceará), não tinha visinhos, nem praça pra correr, nem cachorro pequeno.
Tinha a minha irmã (3 anos mais nova que eu) mas na época eu queria matá-la, jogá-la no meio da rua aonde os carros passavam em alta velocidade e assisti-la agonizar com aqueles olhos invejavelmente azuis. Tinha bicicleta e um par de patins pra andar na calçadinha de 3 metros. Andar sozinha. Tinha uma casinha de boneca de madeira, na qual eu brincava. Sozinha.
Estudava em um colégio protestante perto da minha casa - Presbiteriano João Calvino - e não tínhamos festinhas como juninas,de santos, de nada. Não que eu fosse católica fervorosa( até pq o colégio era protestante) é que naquela época, qualquer evento social aonde teriam pessoas comendo, conversando, fazendo o que fosse, eu queria estar no meio.Mesentia bem ao estar perto , por mais que não conseguisse me socializar dignamente. EU NUNCA DANCEI QUADRILHA!
Eu era tão idiota, que todos os anos eu ia às festinhas juninas dos colégios próximos ao meu como o Meta e Dom Pedro, só pra me realizar vendo as pessoas que eu conhecia (de vista) dançarem quadrilha com suas roupas lindas ( eu achava linda, oras.coloridas, retalhadas, costumizadas, um luxo!) com seus parezinhos,duplinhas que as vezes eram paquerinhas que aproveitavam a situação para estarem mais perto uns dos outros. Eu sempre quiz ter um parzinho. =(
Ó Deus,sou uma frustrada!
Ó Deus, sou uma velha cocó!
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Kaline Rossi
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13:04
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I just don't know what to do with myself - Listras Brancas
http://www.youtube.com/watch?v=zS5fkPFUskQ
Sweet!paaaaaaan
Love! paaaann
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Kaline Rossi
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07:39
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Horas
eu estava andando pela rua, em cima da calçada
eu estava andando
estava ouvindo a música, mais especificamente a bateria virtuosa
eu estava ouvindo
eu estava olhando o céu e o formato das nuvens lindamentes moldadas por não sei quem
por mãos divinas - eu respondi
eu estava olhando
admirando os tons azulados, os raios amarelos sairem do astro rei preencherem todo o espaço em que eu me encontrava em movimento.Vento, movimento e inércia.
eu estava admirando
eu estava sentindo uma coisa ruim no estômago. no estômago não, um pouco mais acima. é, acho que era no coração.Dorzinha ruim, persistente que só passou ao pensar que mais tarde era hora.
eu estava sentindo que a hora estava mais próxima e eu não tinha mais como contar as horas.
eu estava ansiosa.
Quando chegou a hora tão esperada - 9:30 pm- eu me vi sentindo a mesma coisa que estava sentindo antes, mas agora era pior, por que eu sabia que a hora estava acabando e eu ir ter que ir pra casa
pelo portão
pela rua
pelas calçadas
olhando o céu não mais claro
ouvindo não mas batuques, e sim corujas e os sons da noite
e começar a contar as horas de novo.
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Kaline Rossi
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07:20
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