*Contribuição valiosa de Curumim
sábado, 10 de setembro de 2011
polishop
*Contribuição valiosa de Curumim
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
eu rua, você esquina
eu ponto, você vírgula
eu que juro, você que minta
eu que finjo, você acredita
eu placa, você faixa de pedestre
eu de saia, você queria corpete
eu viajo, você na maionese
eu me calo, você esquece
eu flor, você noite
eu pasto, você galinha
eu ouro, você prata
eu saudade, você n'outra
eu passeio, você de tarde
eu rodeio, você dirige
eu lembro, você atravessa a rua
eu tardo, você lua
eu milhares, você nenhuma.
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011
verdes
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domingo, 14 de agosto de 2011
das caixas
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quinta-feira, 4 de agosto de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
quinta-feira, 28 de julho de 2011
fui cortar cebola para arranjar um motivo
fui cortar cebola e o por que juro que digo
fui cortar cebola pra ver o tempo passar
confesso, fui cortar cebola para ter um motivo para chorar.
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terça-feira, 26 de julho de 2011
domingo, 24 de julho de 2011
perdi minhas pontas duplas e o bom senso parece ter ido junto.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
ao mesmo tempo perdi pontas duplas e bom senso
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
bom senso e pontas duplas são coisas que se perdem juntas
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
pontas duplas seriam se o bom senso não tivesse ido
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
muita ponta dupla para pouco bom senso
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
é melhor uma ponta dupla na mão do que ver o bom senso voando
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
chega.
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sábado, 23 de julho de 2011
te vejo em todo o meu território é o novo mora em todos os meus municípios.
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quinta-feira, 21 de julho de 2011
Seríamos nozes se não fosse aquela árvore uma castanheira.
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quarta-feira, 20 de julho de 2011
vai um chá?
um chá, de sumisso, para curar omissos e emissões carbônicas
se achando perdido, me permito ter razão
são arestas, curvas e volteios sem nome
são faces semelhantes no meio da noite, escuridão
me dão certeza que o silêncio é retórico,
que o silêncio é pretérito que o silêncio é falido
só é valido pra quem tem culhão
ponta na agulha, galho fraco faz o que tem que ser feito
quebra e dá de cara no chão, moça
vai um chá de sumisso pra curar esse coração?
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domingo, 17 de julho de 2011
tenho certeza que o ato de ver fotos antigas fazia parte dos rituais de tortura chinesa. certeza.
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sábado, 16 de julho de 2011
Dos paulistas - O amanhã que foi ontem
Tinha cachorros simpáticos. Nos demos super bem apesar de ter me alertado que quando vão caçar - sim, os cachorros caçam - se transformam: viram o cão. Tinha um que era magrelo, mas forte, que nem o dono. - Esse caça muito. A outra é preguiçosa. Olhei bem para aquele rostinho magro e tive que concordar. Era meio creme, meio caramelo, meio marrom. Todos os tons se fundiam e me confundia se era cor ou sujeira. Dona Regina largou tudo e foi morar no interior. interior é eufemismo, por que aquele lugar é escondido, entocado, mocado. É o interior do interior. Fora professora de história e, engraçado, usava óculos à la John Lennon também. Seu Daniel era muito criativo. Tinha construido várias geringonças mas a que mais me chamou atenção foi o galinheiro suspenso. A galinha entrava por um esteira, tinha tipo umas cabines, separadinhas, com palhinha, graminha. Por baixo tinha um cano que conduzia o ovo recém botado para um outro compartimento que deslisava, vagarosamente, para um pote que ficava ao lado do fogão. Na hora do almoço, dona Regina esticava o braço e o ovo estava lá. Que beleza.
A horta e o pomar eram um espetáculo à parte. Parecia uma floresta de mamoeiros, limoeiros, laranjeiras, rastejando tinham umas abóboras, umas não centenas, daquelas grandes, gordas e redondas que aquele povo nos estados unidos usa para fazer carinhas aterrorizantes no dia das bruxas. Alías, não entendo por que usam a bixinha pra essa finalidade. Não há nada de diabólico numa abóbora. Pepino, couve, alface, rúcula, tomate (irgh), cenoura, beterraba, cebolinha..tudo...tudo mesmo se plantava. Era como seu fosse um supermercado ao ar livre. Tinha até café. Foi lindo quando ela colheu os grãozinhos, tostou numa espécie de forno improvisado, moeu e fez um café fresquinho, na hora. Só não estava melhor por que no interior as pessoas tomam uma espécie de chafé ou licor de café. Mais açúcar do que café. Menos café mais água. Mas tinha afeto, não se pode negar. -Ontem mesmo matei uns porcos. Eles vem aqui de noite por que sabem que estamos dormindo, safados, e comem minhas macaxeiras. Fazem um estrago tremendo! Reviram tudo e comem minhas raízes como se não houvese amanhã. E estavam certos, matei tudim, o amanhã deles foi ontem.
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terça-feira, 12 de julho de 2011
acordei com a responsabilidade,travestida de luz, me lambendo a cara.
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sexta-feira, 8 de julho de 2011
Anônimo, a libertação é diária. Todos os dias abro um cadeado e jogo a chave fora.
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quarta-feira, 6 de julho de 2011
Do livros
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nunca vi pagar excesso de bagagem, não por peso, mas por lembranças dentro das malas.
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segunda-feira, 4 de julho de 2011
domingo, 3 de julho de 2011
dos sorrisos
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eu já tive 13 anos.
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encontros
trinta segundos e, de repente, tenho 13 anos.
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da quina da cama, pra esquina da sala de estar. esteve e sempre estará nas curvas e desvios dos espaços vazios que ficaram entre eles.
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segunda-feira, 27 de junho de 2011
do pedaço da língua
-Tu tá é ficano doida, minina. E saiu.
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domingo, 12 de junho de 2011
domingo, 5 de junho de 2011
seus.
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quarta-feira, 25 de maio de 2011
a única maneira
clic.
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terça-feira, 24 de maio de 2011
sexta-feira, 20 de maio de 2011
quinta-feira, 19 de maio de 2011
eu me encolhi prevendo a morte. prevendo a dor e todas as suas consequências que nos fazem desejá-la. me encolhi por que me sentia pequena, pequenininiea e por mais que eu tentasse engrandecer meus pensamentos eles também não passavam de pífias palavras soltas, como de costume. eu queria voltar pro ponto onde eu havia me perdido há tempos mas os passos se apagaram e não deixou-se migalhas e nem placas de sinalização, como de costume. pensei em começar a cantar mas eu não tenho uma música favorita. não tenho nenhuma banda ou artista favorito. gosto de música só. de preferência boa de acordo com os meus padrões que quem define, como de costume, sou eu.
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quarta-feira, 18 de maio de 2011
Não adianta se preparar. nunca estaremos prontos para certas coisas que acontecem sem avisar. Muitas vezes avisam por meios, linhas, curvas que não vemos. É uma tentativa sutil de nos fazer abrir os olhos e quando se abrem por inteiro já aconteceu. Nunca estaremos prontos.
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quarta-feira, 11 de maio de 2011
praticando a arte milenar de controlar o canto dos olhos.
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quinta-feira, 28 de abril de 2011
adoraria colocar meus feitos na parede.
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Da organização processual mental.
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segunda-feira, 4 de abril de 2011
sem fundo,mar.
olhei, encolhi os olhos, forcei a vista que vive cansada mas não consegui nada além de ver verde nos olhos de mar sem fundo. ainda bem.
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quinta-feira, 31 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
terça-feira, 1 de março de 2011
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
sábado, 19 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
lembro como sobrevivi à última chuva da penúltima primavera. tinha gosto de liberdade.
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
uhú uôô
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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
verde. era só o que se via. pasto. era só o que comia. tristeza. era o que vivia, Catarina.
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
de repente percebi que me sobram orelhas
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sábado, 8 de janeiro de 2011
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
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domingo, 12 de dezembro de 2010
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Do dia que te vi na rua
Teria sido melhor se eu ao invés de desviar o olhar, desviasse o carro e batesse na primeira latrina, no primeiro poste que estivesse pela frente. Aí sim eu teria motivos para sentir dor. Enganaria meu cérebro, deslocaria as sinapses para a testa batida no volante, ou pra perna amassada pelas ferragens, ou para as orelhas atingidas pelos estilhaços do vidro. Aí sim eu teria motivo para doer à vontade e deixaria minha gastrite quieta pra sempre.
Se eu tivesse escolhido outro caminho, aquele que costumo ir... Mas não, logo hoje decidi fazer um percurso desconhecido só por que ouvi dizer que faz bem para o cérebro. Exercita. Deixa inteligente. Mas eu não quero ser inteligente. Quero só ser eu e em toda a miudeza dos pequenos grandes detalhes e defeitos pré-moldados.
Talvez eu devesse ter saído de bicicleta, mas o pneu dela está sempre murcho. Sempre, sempre, por mais que eu insista em deixá-lo apto para a minha próxima volta. Pensando bem, se eu tivesse saído de bicicleta também tinha te encontrado. Você está em todos os lugares. Nos orelhões, nas calçadas, nas vidraças, nas costas de meninos e homenzinhos em puberdade. Nas camisetas da Hering, nas cores que vejo pelas vitrines. Não adianta eu desviar o caminho. Sempre vai ter um quiosque que vende cachorro quente, sorvete, pipoca doce, pizza, sushi... que você gosta, assim como eu, de coisas que engordam. Pois é, somos dois falsos magros com cérebros gordos, mas eu só queria ser inteligente. É eu sei que disse que não queria ser, mas na verdade, no fundo mesmo, eu queria. Queria poder assistir filmes e ouvir músicas sem conectá-los aos meus sentimentos - olha a pretensão- como se os autores tivessem feito aquilo que vejo e ouço só pra mim. Sou burra, eu sei. Mas todo mundo acha que o que serve como carapuça, foi feito por encomenda.
Eu te vi na rua mas não desviei. Passei por cima e você nem me viu.
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quinta-feira, 11 de novembro de 2010
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
na plena flacidez dos meus antebraços, olho a face de uma senhora que passa na rua, a balançar pelancas, e vejo meu destino claro amórfico diante das pálpebras escurecidas por maquiagens de má qualidade.
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segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Das bobagens sinceras
O resultado se reflete naquela gargalhada fora de hora ou mesmo pela demora para cessar a mesma, cuja hora já passou faz tempo. Se reflete no rubor das têmporas e no miúdo dos olhos que não encontram direção confortável para assumir o desconforto que é proferir coisas sem sentido - aparente - e persistir tentando consertar o que não há conserto. Assim como as mãos que procuram buracos, adjacências, dobras de pernas, frestas, etiquetas, unhas, cutículas e caminhos para se esconder. Parece que quando escondemos a mão, a vergonha passa e nos sentimos mais confortáveis. Vai entender.
Sempre que sai no meio de uma conversa sobre política ou 'atualidades':" É verdade que a ponte aérea Rio- São paulo é uma ponte mesmo?" ou "Vocês conhecem aquela raça de cachorro que tem a língua azul? Pois é, meu avô tinha um", ou até mesmo informações detalhadas sobre a vida e obra da iguana chamada Iana, eu, apesar do desconforto, sinto um certo carinho e comoção pelo silêncio manifestado pelas bocas ouvintes e pelos prováveis pensamentos desrespeitosos concernentes ao autor das pérolas bobas, mas sinceras. Por que em muitas vezes estive do outro lado e pra falar a verdade, tenho estado de vez em quando. Só que a diferença, que não sei se é compartilhada com outros insanobobos, é que percebo quando a merda é grande, a estupidez é colossal e totalmente inaquada para a situação, que começo a enumerar xingamentos e humilhações para mim mesma, ensaio fugas históricas por baldrames de banheiros, frestas de portas, buracos de tijolos, quer dizer, isso quando eu era magra. Hoje em dia as fugas são mais modernas como a abertura do telhado ao encontro do céu e eu agarrada a um cabo de aço sendo suspendida por um helicóptero, jogar um pó no chão que me faça desaparecer sem deixar rastros ou mesmo voltar no tempo, apagar a memória recente do ouvintes e os fazer esquecer do constrangimento causado.
Cada um tem sua técnica e depois de fugir com um helicóptero ou pela janelinha do banheiro, a tensão passa e temos a chance de tentar falar algo ou permanecer calados sem que haja a necessidade de gastar neurônios imaginando fugas, que vamos combinar, cansam só de pensar e ando tão sedentária, sabe?
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quarta-feira, 20 de outubro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Não acredite em mim. Eu deixei de me acreditar faz tempo.
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sábado, 16 de outubro de 2010
Avia
Olhavam ela, o gato, e o vizinho curioso por cima dos muros, que há de se dizer, por aqui são baixos. Olhavam e esperavam eu me levantar. Veio uma formiga, depois um sapo passou pulando, tão alegre e satisfeito com a chuva que nem se deu conta do que se passava na sua passagem. Tive um arrepio, como sempre, mas não consegui demonstrar reação. Poderia ter feito alguma coisa, mas não fiz. É um perigo existir hoje em dia, coexistir, ainda mais. Enquanto rasgava as costas escorada na coluna que sustentava a cobertura, contava carneirinhos esperando a dor passar, que nem se faz quando o sono não vem. Contei milhares até que eles começaram a se transformar em outros animais. Alguns não tinham nome mas iam ganhando forma no céu que ficava cada vez mais com tons alaranjados. Não sei por que, mas laranja me lembra verão e aquela noite bem que poderia ser um verão, um início de um ano novo, ou sei lá, apenas um dia qualquer. E pensando bem, hoje em dia foi.
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sexta-feira, 15 de outubro de 2010
domingo, 10 de outubro de 2010
Diálogos
- Eu tenho um carro importado - um não, dois - uma mansão em bairro nobre, um flat na praia, um cartão de crédito sem limites, um jet ski, um zoológico particular, um campo de futebol, ações na petrobrás, uma loja em paris...
- Eu tenho um frigorífico de aves.
- Já eu tenho uma árvore, um caderninho de anotações e um saco de pipoca doce.
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quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Sinta, mas sinta mesmo, a energia da indiferença vinda dos meus ovários.
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
a textura das minhas mãos tem acompanhado meu estado de espírito.
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terça-feira, 28 de setembro de 2010
domingo, 26 de setembro de 2010
Do lado do soutien que cabia mais peito, cabiam também sentimentos que muitas vezes precisariam ser guardados nos olhos, para que não tivessem de ser materializados. As pessoas roubam aquilo que não tem título de propriedade. Vejam só os índios! O uso capião virou velhaco, mas ainda cheio de dentes. O meu? rosna de vez em quando.
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quantos dos meus cabelos crescem em um mês?
me perguntei ao perceber que me sinto brega, mas às vezes, relevo.
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terça-feira, 21 de setembro de 2010
Sobre vassouras e cavalos
Estive em vários lugares ao mesmo tempo, em um deles chegou um menino, nos altos de seus 10 anos, de cabeça baixa, e ao olhar pra cima, pra mim, sentada tomando uma água mineral com gosto de sal, percebi que ele tinha vasourinhas nos olhos. Cada palavra era uma vassourada naqueles olhos redondos, como todos são, mas eram profundos e queriam me dizer muitas coisas. Muitas delas eu consegui entender, muitas outras não. Olhar de criança é matador. Fiquei lembrando das vassourinhas por dias, semanas, meses. Ele dizia algo sobre uns cavalos que tinham fugido da fazenda onde seu pai trabalhava. Que eram lindos e muito especiais. Um deles era preto e usava luvas brancas. Perguntei: Usam luvas brancas? Ele respondeu que sim, como se não fosse nenhum absurdo um cavalo usar luvas. Ele brincava com uma folinha seca desenhando caminhos pelo chão. Se dizia triste por ter que ir atrás dos cavalos: Eles correm muito, estou cansado de correr. Eu disse, fica aqui um pouco, puxei assunto sobre a sua familia, mas ele só falava dos cavalos. Disse também que se fosse um cavalo, valeria muito mais que um. -Acho que eu valeria um milhão de reais. Perguntei o por que de ser tão valioso, e ele respondeu: - Eu corro bastante, não nego corrida não, sou leal aos meus pais e amigos, raramente fico nervoso e, olha só o que eu tenho - levantou a blusa de manga comprida e me mostrou as mãos - tenho luvas brancas. Meus olhos se enxeram de lágrimas. Aquilo tinha sido uma das coisas mais bonitas que eu já tinha ouvido. Ele tinha problema de pele, esta estava sempre coberta. De repente ele levanta em um pinote e sai correndo e quando percebi vi um cavalo marrom, brilhante, forte com as patas brancas, também correndo pelo pasto.
-Pareciam luvas mesmo.
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segunda-feira, 20 de setembro de 2010
se o medo da culpa passou, nada mais impede essa consciência imunda.
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quinta-feira, 16 de setembro de 2010
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Menina, macaco e cara de sirigüela
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quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Das minhas letras e dos livros de português - que foram apostilas.
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quarta-feira, 4 de agosto de 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
do lado esquerdo
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Assim como os ipês amarelos da cidade, estou fazendo primavera.
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sábado, 31 de julho de 2010
Das pontas duplas 1#
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Das pontas duplas 2#
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quarta-feira, 28 de julho de 2010
domingo, 25 de julho de 2010
Tinha problemas conjugais.
Ainda conjugava o verbo na primeira pessoa do plural.
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doce
na sua boca sou doce dos mais doces, dos exóticos, dos sem nome, dos sem patente, de tubérculo ou de país. sou doce na sua boca e sinto felicidades coloridas.
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Aqui não chove mais.
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sexta-feira, 23 de julho de 2010
aprendi que contos não precisam fazer sentido para serem sentidos.
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terça-feira, 20 de julho de 2010
Dos herros de portuges
Não quero livrar-me dos erros de português. Tenho apego. Gosto muito dos meus.
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sexta-feira, 16 de julho de 2010
do descontrole pipocal
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quarta-feira, 7 de julho de 2010
quero uma janela que escorra água da chuva,
quando esta resolver aparecer pelas bandas daqui.
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quinta-feira, 1 de julho de 2010
D'o comedor
Procuro fazer amigos apenas por um objetivo: comê-los. E a escolha é sempre feita seguindo sempre os mesmos critérios: influência. As vezes os amigos dos amigos, me parecem interessantes. Quero ser que nem eles, mas não posso. Quero enxergar que nem eles, mas não tenho olhos. Quero sentir como eles sentem, mas não tenho apenas um sentimento. Me perco dentre os vários que permeiam dentro de mim, que acabei roubando, ingerindo por outros intestinos delgados.
Tem amigos meus, os considerados de coração, sabe?, que eu começo comendo pelos dedos. São aqueles que escrevem bem, que falam verdades, mentiras, alucinações, ou mesmo textos e textos de auto-ajuda. Adoro quem se auto ajuda. Acho tão bonito. Vou lá e como. Como tudinho, cada partezinha das falanges magras. Mas nunca comi uma mão gordinha. Gosto das unhas também, das mulheres claro. Principalmente daquelas pintadas de vermelho. Vermelho me lembra sangue, que me lembra morte - adoro morrer- que me lembra comida.
Já comi olhos. Das mais diversas cores, formatos e sabores. Comi alguns aromatizados e coloridos artificialmente. Foi normal. Comi cérebros, mas ainda não comi o bastante, não me tornei inteligente e a cada dia que passa, está ficando mais difícil. Já comi corações de gente não muito boa, é dificil encontrar um que preste. Prefiro o de galinha. Comi bocas, à força, claro. É difícil convencer alguém se aproximar de mim sem ter uma boa desculpa. Nada melhor que a obrigação pra me livrar da repulsa.
Já comi cada coisa que é melhor nem comentar. Hoje em dia, sou um cara que come, mas come por orgulho. Sou daqueles que acha que não há mal em querer as coisas dos outros pra si. Afinal, a vida é um desejo só. Ter amigos perto de mim, mesmo que o perto seja dentro, é o que eu quero. Se não quiser ser meu amigo, te como. Simples assim.
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quarta-feira, 30 de junho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Depois tudo vira uva.
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domingo, 13 de junho de 2010
Do vazio de luz
na beleza melosa de tecas tristonhas, vejo o chão, abaixo e ao mesmo tempo, dentro de todos. pedaços secos de vidas vazias de luz.
no vento ensolarado das ruas, vejo cérebros, acima e ao mesmo tempo, dentro de alguns. pedaços murchos de vidas vazias de luz.
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