coisa boa
*crédito da frase pro Marquinhos.
Escrúpulos e divagações pétreas
coisa boa
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Descobri que sorvete de creme combina com teu gosto
Que as ruas que me levam pro teu caminho
Passam por um lago pintado
De listras brancas, vermelhas e pretas
De plantas coloridas na pele
De guerras, danças e gritos cantados
Descobri que aquela flecha de anjo
Na verdade era flecha de outro
Tinha um pó extasiante
Parecia estar escrito na bula
Se tivesse, andava de costas pra lua
É hora de sentir de verdade
Com moderação pode abusar
Entrou de vez como num batuque
Abalou as estruturas coronais
De penas e pássaros
Reverberou com um canto
Como naquele canto que te vi
Pela primeira vez chorar
De mãos dadas com teus pêlos
Cabelos, me dá teus anseios?
Me vi do lado avesso
Esperando você me espiar
Foi naquele dia, na luz da tua
Que eu vi minha mão nua
Calos, cores, calos com calos
Me calo, e espero você voltar.
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agora sim eu posso me livrar do arco-íris,
do relógio, da blusa, daquela caixa cheia de coisas,
de ventos, de cheiros, de guardanapos rabiscados com azeite,
e bebidas cevadas fedidas e verdes,
de segredos inconfessáveis,
não por mim, por eles,
e do quebra-cabeça que fiquei de te deixar na porta de casa,
eu virgulo.
posso me livrar enfim daquele grampo de cabelo.
achado por acaso no chão do meu chão.
da arte de enganar. que dias e dias foram nossos chãos.
nossos. fingido normal.
sim coletivo. plural. ésse no final.
péga. é de presente.
ela no fim e eu no começo.
ou seria do contrário. o avesso?
eu pontuo.
me lembro bem daquela música que diz em sons menores.... que dor é maior...
não é tua voz que canta... não precisa...as notas que me notam... me tocam...
com mãos e membros limpos....fluídos correntes e límpidos...
lembro daquele acorde maior...acorda faz sol....
te levo pra praia e te faço sorrir sem dó...
te balanço no colo, te mostro em aquários...
peixes estranhos a sorrir e festejar arpejos trasparentes...
debaixo daquele guarda chuva colorido...
cor sim cornão...sorriso amarelo mostarda...
acende um incenso com cheiro de patuá, pra disfarçar...
debaixo da camisa uma flor com espinhos...
agudos e bonitos...me espera na porta do cemitério...
que te vejo chegar...
eu pratico o verbo reticentiar
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Em meio ao cinza gélido
pra colorir uso um arco-íris no pescoço
.
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Não há tesouro no mundo capaz de ser maior que minha mãezinha
Não há tesouro maior, nem nos mares há.(...)
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a gente nunca sabe o que fazer. acaba fazendo sem saber mesmo.
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quando estou no céu,
Deus me dá uma bomba
de nuvens de presente
e quando ela explode
tudo se inunda
de azul turqueza
que é a minha cor.
é uma das minhas cores.
por que às vezes eu não tenho cor
me foge. me erra.
ei, morra aqui!
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- Há sempre algo de ridículo nas emoções da pessoa que se deixou de amar.
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esse tempo frio me lembra os tempos que eu era outra pessoa. ainda bem que eu já tinha esquecido.
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fazei o bem sem olhar a quem. então compra uma máscara aí, maninha, por que com essa tua cara aí fica difícil.
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Não se preocupe com sua vida. Há sempre alguém pra cuidar dela.
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às vezes eu queria ter um controle remoto igual do filme Click. Como eu já assisti o filme, ia saber usá-lo de maneira prudente.
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o tempo passa mais devagar quando contamos os dias.
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tenho um sorriso que não cabe na boca. e olha que minha boca é grande.
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às vezes me incomodam esses passos sobre a minha cabeça.
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Tenho professores graduados, mestrados e doutorados em Engenharia Florestal mas com especialização em Gerúndio.
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"Não basta termos um bom espírito. O mais importante é aplicá-lo bem."
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não, não não me compares com aquele que voa e canta
nem aos pares das memórias coloridas sonoras
daquele pássaro vermelho nem lembranças tenho
voou pra longe e pra longe de mim
obrigada! pra longe da minha memória fraca
-amém (coral infantil)
não, não me venha com cantarolas, bandeirolas e nem caramelos
pega logo esse teu suco de limão sem doce e enfia
na cara ou em outro lugar qualquer
para de fingir jujubas coloridas
quando na tua cama a pelúcia é do cão ou outro animal virulento
que te dá alergia de morte
alegria, alegria!
ganhaste a carta áurea?
de que te serve se nem cor tens?
desculpa, mas eu nunca acreditei em religião
e o que tem escrito lá
é mais bonito de se ver atrás das grades
comendo o pão que teu amigo amassou
lendo teoremas de Descartes
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Ela pergunta e ele responde.
- Se você fosse uma flor, qual flor seria?
- Comigo ninguém pode.
.
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Não morreu mãe, mas morreu cão e cadela.
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Você só pedia um pouco da minha atenção
E eu quase sempre te dizia não
Você gostava de andar sempre ao meu lado
Eu te chutava, te mandava embora, te chamava de chato
Mas de repente você partiu
E a gente nem se despediu
O que restou, além dessa canção
Fui eu, mais um dono sem cão
E de repente você partiu
E a gente nem se despediu
Então te procurava pra desabafar
Quando o mundo inteiro parecia me sufocar
Você em nenhum momento me deixou na mão
Aturou minha voz desafinada e o meu violão
Mas de repente você partiu
E a gente nem se despediu
O que restou, além dessa canção
Fui eu, mais um dono sem cão
E de repente você partiu
E a gente nem se despediu
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a despedida teve como trilha sonora o motor de um barco.
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se eu fosse um deus, dos bons, mandaria mudar as ruas e calçadas de lugar.
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depois de meses, quase ano, na escuridão, posso afirmar com toda a certeza que agora que vejo luz, sinto falta do escuro.
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finge suco de limão para não assumir jujubas coloridas.
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E o movimento Acretinos toma forças novamente.
TEM COISAS MAIS INTERESSANTES AQUI DO QUE ISSO QUE PROCURAS!
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tomara que doismilenove tenha muitos outros feriados.
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não gosto de fazer parte da vida das pessoas que eu não faço parte. nem em fotografias.
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é na terceirização da primeira pessoa que se consegue o anonimato.
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conversas de calcanhares batidos e feridos, por pernas tortas do andar desviado, por fim.
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me desculpe, mas você é tão moderna quanto suas calças jeans.
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bom mesmo é redescobrir as coisas
olhar com outros olhos
olhar com e sem lentes
olhar com os tímpanos
narinas e falanges
simplesmente olhar
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é no nojo e no desgosto que se consegue a paz ao seguir os 3 ésses do ensino médio: Siga Sempre Sorrindo.
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piro. respiro. risco.
releio. re choro. re rio.
re coro. vermelho. revivo.
demoro. remorro. re freio.
relento. retorno. re sinto.
re paro. disparo. re lato. re grito.
relapso. remorso. recapto.
calypso. colapso nervoso.
re ódio. re dor. rê à deus.
ao redor adeus rente inconstante.
adeus mente, tu mentes
me despeço com teu semblante
re vês e re clamas ao fim
re julga re xinga re voodooa em mim
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me sinto reciclável e às vezes (mas só às) me sinto bem com isso.
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enxugo lágrimas los hermânicas e radioheadiânicas com sorrisos.
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voltei. voltei temperada com pimenta
biribá, bacurí, cacau, pouco sal
voltei ácida, citricamente falando, azeda.
voltei com outros olhos
engasgada com espinha de peixe
farinha nenhuma desentala
paca, porcos e parcas lembranças
períneos outrora invioláveis pedem socorro
voltei hepática da infância
voltei quase sem sangue, não me pediam permissão
me circula melhor, aqui
queixada, piaba, filhote, que achas?
tambaqui pergunta o por quê
caldo, óleo, água suja, fígado, dor
vento eu até que tento sentir
com as espinhas fiquei mais forte
ouse e viro porco-espinho ou cateto
sem jeito
ouse que te lanço pelos olhos
fagulhas
sobre teu chão passado
cuspo teus passos
pois aonde não há patente
não se vomita só a flor: espinho também.
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