Ainda bem que Gisele e eu não temos o mesmo gosto pras coisas. haha!
=)
Escrúpulos e divagações pétreas
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o tempo passa mais devagar quando contamos os dias.
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tenho um sorriso que não cabe na boca. e olha que minha boca é grande.
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às vezes me incomodam esses passos sobre a minha cabeça.
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Tenho professores graduados, mestrados e doutorados em Engenharia Florestal mas com especialização em Gerúndio.
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"Não basta termos um bom espírito. O mais importante é aplicá-lo bem."
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não, não não me compares com aquele que voa e canta
nem aos pares das memórias coloridas sonoras
daquele pássaro vermelho nem lembranças tenho
voou pra longe e pra longe de mim
obrigada! pra longe da minha memória fraca
-amém (coral infantil)
não, não me venha com cantarolas, bandeirolas e nem caramelos
pega logo esse teu suco de limão sem doce e enfia
na cara ou em outro lugar qualquer
para de fingir jujubas coloridas
quando na tua cama a pelúcia é do cão ou outro animal virulento
que te dá alergia de morte
alegria, alegria!
ganhaste a carta áurea?
de que te serve se nem cor tens?
desculpa, mas eu nunca acreditei em religião
e o que tem escrito lá
é mais bonito de se ver atrás das grades
comendo o pão que teu amigo amassou
lendo teoremas de Descartes
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Ela pergunta e ele responde.
- Se você fosse uma flor, qual flor seria?
- Comigo ninguém pode.
.
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Não morreu mãe, mas morreu cão e cadela.
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Você só pedia um pouco da minha atenção
E eu quase sempre te dizia não
Você gostava de andar sempre ao meu lado
Eu te chutava, te mandava embora, te chamava de chato
Mas de repente você partiu
E a gente nem se despediu
O que restou, além dessa canção
Fui eu, mais um dono sem cão
E de repente você partiu
E a gente nem se despediu
Então te procurava pra desabafar
Quando o mundo inteiro parecia me sufocar
Você em nenhum momento me deixou na mão
Aturou minha voz desafinada e o meu violão
Mas de repente você partiu
E a gente nem se despediu
O que restou, além dessa canção
Fui eu, mais um dono sem cão
E de repente você partiu
E a gente nem se despediu
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a despedida teve como trilha sonora o motor de um barco.
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se eu fosse um deus, dos bons, mandaria mudar as ruas e calçadas de lugar.
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depois de meses, quase ano, na escuridão, posso afirmar com toda a certeza que agora que vejo luz, sinto falta do escuro.
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finge suco de limão para não assumir jujubas coloridas.
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E o movimento Acretinos toma forças novamente.
TEM COISAS MAIS INTERESSANTES AQUI DO QUE ISSO QUE PROCURAS!
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tomara que doismilenove tenha muitos outros feriados.
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não gosto de fazer parte da vida das pessoas que eu não faço parte. nem em fotografias.
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é na terceirização da primeira pessoa que se consegue o anonimato.
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conversas de calcanhares batidos e feridos, por pernas tortas do andar desviado, por fim.
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me desculpe, mas você é tão moderna quanto suas calças jeans.
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bom mesmo é redescobrir as coisas
olhar com outros olhos
olhar com e sem lentes
olhar com os tímpanos
narinas e falanges
simplesmente olhar
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é no nojo e no desgosto que se consegue a paz ao seguir os 3 ésses do ensino médio: Siga Sempre Sorrindo.
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piro. respiro. risco.
releio. re choro. re rio.
re coro. vermelho. revivo.
demoro. remorro. re freio.
relento. retorno. re sinto.
re paro. disparo. re lato. re grito.
relapso. remorso. recapto.
calypso. colapso nervoso.
re ódio. re dor. rê à deus.
ao redor adeus rente inconstante.
adeus mente, tu mentes
me despeço com teu semblante
re vês e re clamas ao fim
re julga re xinga re voodooa em mim
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me sinto reciclável e às vezes (mas só às) me sinto bem com isso.
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enxugo lágrimas los hermânicas e radioheadiânicas com sorrisos.
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voltei. voltei temperada com pimenta
biribá, bacurí, cacau, pouco sal
voltei ácida, citricamente falando, azeda.
voltei com outros olhos
engasgada com espinha de peixe
farinha nenhuma desentala
paca, porcos e parcas lembranças
períneos outrora invioláveis pedem socorro
voltei hepática da infância
voltei quase sem sangue, não me pediam permissão
me circula melhor, aqui
queixada, piaba, filhote, que achas?
tambaqui pergunta o por quê
caldo, óleo, água suja, fígado, dor
vento eu até que tento sentir
com as espinhas fiquei mais forte
ouse e viro porco-espinho ou cateto
sem jeito
ouse que te lanço pelos olhos
fagulhas
sobre teu chão passado
cuspo teus passos
pois aonde não há patente
não se vomita só a flor: espinho também.
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Dizem que hoje é o Dia internacional das Mulheres. Eu não acredito no que eles dizem. Eu acredito é na Rapaziada.
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sinto nojo do ínfimo covarde íntimo exposto sem dó ou dô.
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tenho medo de confissão
não pelo sermão
(nem batismo tive)
segundo minha vó, não vou pro céu mesmo.
tenho medo de não sentir culpa
ou como diz a música: eu caçador de rins.
minha culpa engulo num copo de vidro
sujo de sangue e sebo de mãos compartilhadas
sem a escolha que não teve
de escolher ou permitir
tenho raiva do meu lado escuro.
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tanto faz
sem voz é melhor
ouvir com os olhos
ou mesmo pensar
só em silêncio eu
te enxergo no escuro.
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ele se foi e eu nem tive oportunidade de me despedir.
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Constrói-se dicionário de impropérios. Aceita-se doações.
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Impressão minha ou essa nuvem só está sob a minha cabeça?
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E o que resta
é quase nada
do pouco
que sobrou no fim
sou metade
já é meio tarde
pra não deixar
de dizer que sim
sou partes dos outros
sou toda minha
pelas esquinas e cozinhas
hão de haver sílabas
de lábios leporinos
bocas de dentes maltratados
ou má formados, de natureza
metades mal contadas
ao bel prazer
facas com pontas afiadas
só pra quem quizer ver
mas o que ninguém sabe
o que só eu sei
que a outra metade
foi catada aos pedaços por aí
montada em papel celofane
e pregada em paredes
aos pregos enferrujados
ninguém sabe que
o que resta além do fim
só se descobre
quando se chega lá.
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Olho com olhos de vidro. vibro. procuro entre os dentes, o sorriso que vem vindo. eles dançam pra mim com gosto de limãohortelã.
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Te dou uma frase de presente e um copo com amor
Mudo pra você me ver, com os olhos de quem vê.
Te dou um adesivo de presente
Pendura na parede da sua sala
Ou guarda, não mente
Quero ver quem diz que não
Passos pela calça estreita para um mesmo caminho
Passo de mim pra você. Passos de você pra mim.
A chuva não molha aqui dentro
Te abraço com pernas
Quero ver quem diz que foi em vão
Apago memórias do passado tão presente
Fecho os olhos pra te ver como lá
Vezes olho pelo espelho
Vezes te deixo
Como te deixei
Voltei pra buscar
e quem virá dessa vez?
com que olhos será?
Quero ver quem diz que não
Quero ver quem diz em vão
Vem dizer que não era pra ser assim
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Nada de compartilhamentos esse ano!
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Não aponte para a fé. Dá verruga nos dedos.
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Se o relógio parasse poderia enxergar pelos óculos caídos o tempo retido no espaço móvel, no braço cansado sobre o imóvel, e sentir aquele que não passa devagar. já são quase duas.
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às 16h30min o termômetro da farmácia no centro marcava 43°C.
Nunca desejei tanto uma heineken gelada!
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