- Nunca dê 100% de si. Guarde pelo menos uns 10% para situações desagradáveis.
ontem eu chovi.
Escrúpulos e divagações pétreas
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conversas de calcanhares batidos e feridos, por pernas tortas do andar desviado, por fim.
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me desculpe, mas você é tão moderna quanto suas calças jeans.
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bom mesmo é redescobrir as coisas
olhar com outros olhos
olhar com e sem lentes
olhar com os tímpanos
narinas e falanges
simplesmente olhar
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é no nojo e no desgosto que se consegue a paz ao seguir os 3 ésses do ensino médio: Siga Sempre Sorrindo.
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piro. respiro. risco.
releio. re choro. re rio.
re coro. vermelho. revivo.
demoro. remorro. re freio.
relento. retorno. re sinto.
re paro. disparo. re lato. re grito.
relapso. remorso. recapto.
calypso. colapso nervoso.
re ódio. re dor. rê à deus.
ao redor adeus rente inconstante.
adeus mente, tu mentes
me despeço com teu semblante
re vês e re clamas ao fim
re julga re xinga re voodooa em mim
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me sinto reciclável e às vezes (mas só às) me sinto bem com isso.
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enxugo lágrimas los hermânicas e radioheadiânicas com sorrisos.
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voltei. voltei temperada com pimenta
biribá, bacurí, cacau, pouco sal
voltei ácida, citricamente falando, azeda.
voltei com outros olhos
engasgada com espinha de peixe
farinha nenhuma desentala
paca, porcos e parcas lembranças
períneos outrora invioláveis pedem socorro
voltei hepática da infância
voltei quase sem sangue, não me pediam permissão
me circula melhor, aqui
queixada, piaba, filhote, que achas?
tambaqui pergunta o por quê
caldo, óleo, água suja, fígado, dor
vento eu até que tento sentir
com as espinhas fiquei mais forte
ouse e viro porco-espinho ou cateto
sem jeito
ouse que te lanço pelos olhos
fagulhas
sobre teu chão passado
cuspo teus passos
pois aonde não há patente
não se vomita só a flor: espinho também.
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Dizem que hoje é o Dia internacional das Mulheres. Eu não acredito no que eles dizem. Eu acredito é na Rapaziada.
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sinto nojo do ínfimo covarde íntimo exposto sem dó ou dô.
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tenho medo de confissão
não pelo sermão
(nem batismo tive)
segundo minha vó, não vou pro céu mesmo.
tenho medo de não sentir culpa
ou como diz a música: eu caçador de rins.
minha culpa engulo num copo de vidro
sujo de sangue e sebo de mãos compartilhadas
sem a escolha que não teve
de escolher ou permitir
tenho raiva do meu lado escuro.
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tanto faz
sem voz é melhor
ouvir com os olhos
ou mesmo pensar
só em silêncio eu
te enxergo no escuro.
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ele se foi e eu nem tive oportunidade de me despedir.
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Constrói-se dicionário de impropérios. Aceita-se doações.
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Impressão minha ou essa nuvem só está sob a minha cabeça?
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E o que resta
é quase nada
do pouco
que sobrou no fim
sou metade
já é meio tarde
pra não deixar
de dizer que sim
sou partes dos outros
sou toda minha
pelas esquinas e cozinhas
hão de haver sílabas
de lábios leporinos
bocas de dentes maltratados
ou má formados, de natureza
metades mal contadas
ao bel prazer
facas com pontas afiadas
só pra quem quizer ver
mas o que ninguém sabe
o que só eu sei
que a outra metade
foi catada aos pedaços por aí
montada em papel celofane
e pregada em paredes
aos pregos enferrujados
ninguém sabe que
o que resta além do fim
só se descobre
quando se chega lá.
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Olho com olhos de vidro. vibro. procuro entre os dentes, o sorriso que vem vindo. eles dançam pra mim com gosto de limãohortelã.
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Te dou uma frase de presente e um copo com amor
Mudo pra você me ver, com os olhos de quem vê.
Te dou um adesivo de presente
Pendura na parede da sua sala
Ou guarda, não mente
Quero ver quem diz que não
Passos pela calça estreita para um mesmo caminho
Passo de mim pra você. Passos de você pra mim.
A chuva não molha aqui dentro
Te abraço com pernas
Quero ver quem diz que foi em vão
Apago memórias do passado tão presente
Fecho os olhos pra te ver como lá
Vezes olho pelo espelho
Vezes te deixo
Como te deixei
Voltei pra buscar
e quem virá dessa vez?
com que olhos será?
Quero ver quem diz que não
Quero ver quem diz em vão
Vem dizer que não era pra ser assim
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Nada de compartilhamentos esse ano!
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Não aponte para a fé. Dá verruga nos dedos.
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Se o relógio parasse poderia enxergar pelos óculos caídos o tempo retido no espaço móvel, no braço cansado sobre o imóvel, e sentir aquele que não passa devagar. já são quase duas.
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às 16h30min o termômetro da farmácia no centro marcava 43°C.
Nunca desejei tanto uma heineken gelada!
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que som
se ri
quando se faz?
que som
se faz
quando se ri?
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Não tenho como fugir da vida por muito tempo. Nem de mim mesma.
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Eu não vou escrever um texto depressivo sobre.
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Se for pra passar a virada de ano longe de Rio Branco e das pessoas de Rio Branco e chegando lá só tiver as pessoas de Rio Branco que eu gostaria de ficar longe? Prefiro continuar em 2008.
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Singing loooooooouuddd and cle e ear.(8)
And it´s not for fear. it´s for hate.
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A cada nunca mais
Vejo o futuro presente
Se ontem foi pra sempre
Eu não posso esperar pelo amanhã
A dificuldade de largar tudo e ir embora
É o contraponto da insensatez
A carência que se confunde com a dor
E daí, vai ladeira a baixo
Sem freio nem pneu
E na contramão
E vai na contramão pro infinito
E vai, vai e volta pro início e eu fico
E vai, falando no infinito
E vai pro infinito que eu fico
pro infinito que eu fico.
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"Não sei se a arte pode mudar o mundo, mas se o mundo mudar foi por conta da arte."
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P-U-T-A-Q-U-E-P-A-R-I-U!
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eu dirijo sozinha
pensando sobre morte e vida
na vida da vida
nos mortos e nos vivos
nos sepulcros vazios
que fazem parte de um passado
que eu não fiz parte
e daqui a uns anos
me farei presente
no passado de outrém
nem que seja
apenas pela memória
dos velhos do além
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O grande problema dos problemas de família é que são um problema.
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me sinto tão deprimida quanto um suco de limão.
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sou feita
de pedaços mil
que não se encaixam
se sobrepõem
sou feita de cabelos
pêlos mil
tenho testa tomada
por eles
minha cabeça
tomada por pedaços
que se afogam
na massa matiz
meio preta meio branca
meio termo
sou feita de medo
dentro da cabeça
coberta por cabelos
tenho medo do que vejo
e do que não vejo, também.
do que não vejo
procuro e acho
sou feita de anseios
dos quais
não sei quais são
nem mesmo se
um dia terei
além de cabeça
coração.
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É como voar com asas quebradas e dar de cara com um muro. E nem fez barulho. Estranho. Não escorre sangue e nem se sente dor. Dó se sente ao ver vento a quebrar as barreiras do muro, das árvores, desviando por entre pássaros e mosquitos do ar. Passa por um copo de café e leva o calor consigo. passa pelo prato de sopa e pela cerveja do bar. Passa pela janela e acena : - olá.
Segue seguindo. Segue frio, segue ávido, segue feliz, fazendo frio ou calor ao chegar. Vai embora quando bem entende.Não dá satisfação e ainda leva as coisas que lhe bem entender consigo.
- Vento, por favor, me leva!
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Dessa vez sim: 3 dos mil que passaram por suas mãos se foram antes do tempo.
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Pelo reflexo eu vejo o que não é tão certo
Falo coisas que nem eu acredito
Pra me conhecer
Pra me conhecer
Porque duvidar de si?
Mais fácil é acreditar nas outras
Nas outras mentiras
Pra te convencer
Pra te convencer
Eu não quero mais
Eu não quero mais
Eu não quero mais ir
Eu quero ficar aqui
Quero passar por buraquinhos
Peço um cigarro
Só pra vê-lo apagar
Me dá uma cerveja
Mas eu nem gosto
Eu nem gosto
Fecho os olhos pra poder enxergar
Por entre as brechas do olhar
Mas eu nem posso
Mas eu nem posso
Pra te convencer
Pra me conhecer
Pra te conhecer
Pra me convencer
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Declaração descarada na cara mascarada, que quem não vê é por falta de convite, é sacanada. Bons tempos os que eu não me conhecia!
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