quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Emosensacionalismo.

Chorinho me faz chorar.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Olho com olhos de vidro. vibro. procuro entre os dentes, o sorriso que vem vindo. eles dançam pra mim com gosto de limãohortelã.

Te dou uma frase de presente e um copo com amor
Mudo pra você me ver, com os olhos de quem vê.
Te dou um adesivo de presente
Pendura na parede da sua sala
Ou guarda, não mente

Quero ver quem diz que não

Passos pela calça estreita para um mesmo caminho
Passo de mim pra você. Passos de você pra mim.
A chuva não molha aqui dentro
Te abraço com pernas

Quero ver quem diz que foi em vão

Apago memórias do passado tão presente
Fecho os olhos pra te ver como lá
Vezes olho pelo espelho
Vezes te deixo
Como te deixei
Voltei pra buscar


e quem virá dessa vez?
com que olhos será?


Quero ver quem diz que não
Quero ver quem diz em vão
Vem dizer que não era pra ser assim

sábado, 10 de janeiro de 2009

Pra exorci-tar esse meu lado.

Acho que já vi(vi) isso. Eu tenho uma bateria para se tocar com os dedos. Tenho olhos vermelhos de raiva. Tenho nojo desses sentimentos. Quase não tenho mais estômago. Tenho pena dela. Covardia que nem nascendo denovo poderá se livrar. E que veio denovo. Por linhas tortas, tua vida também é. Por falas tortas, tua lingua queimará. Pelas vielas esburacadas e mal cheirosas por cervejas verdes regurgitadas, cairás e se arrependerás no dia seguinte. Poft, ouviu o barulho do tombo? Sentirás vergonha do ser repugnate que és. Culparás a que nenhuma culpa tem, verdinha. Declamarás impropérios e desgostos, com o mesmo vocabulário, é fato, que inteligência lhe falta. Lhe faltam livros. Lhe faltam amores nessa vida feita às sombras. Lhe falta luz, cara! Não se vive só de cores, nem rabiscos, fato idem. Como também fato é a certeza que daqui pra frente terás. Eu vou estar aqui. Só olhando e esperando o que eu já sei: não virás. Não espero muita coisa de gente que nega abraço de despedida.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Resoluções doismilenovianas

Nada de compartilhamentos esse ano!

Conselho

Não aponte para a fé. Dá verruga nos dedos.

Por que nem tudo pode ser azul.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

1:46 AC

Se o relógio parasse poderia enxergar pelos óculos caídos o tempo retido no espaço móvel, no braço cansado sobre o imóvel, e sentir aquele que não passa devagar. já são quase duas.

Ou seja, inferno.

às 16h30min o termômetro da farmácia no centro marcava 43°C.
Nunca desejei tanto uma heineken gelada!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

é que me falta coração.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Apenas uma questão de gênero.

Eu tive um sonho com o inimig(o). Era um sonho tranquilo. Me pareceu bem amável, carinhos(a) Pegava nos meus cabelos e me fazia carinho. Estranho que eu sabia quem era, e de tão abismada que fiquei, deixei. Era bel(o) como sempre, doce e plácid(a). Se assim não fosse, inimig(a) não seria. Agora entendo os encantos. Agora entendo.

Dois mil e trocadilhos.

Do ano que passou não fiz retrospectivas. Não me afoguei em nostalgia de tempos que não mais vão voltar. Não fiz listas, resoluções e nem promessas. Minto, fiz uma lista dos livros que li e quando olho sinto vergonha. É muito menos do que eu gostaria de ter lido. Pouco mais de meia dúzia. Alguns lidos de caboarabo, outros incompletos, mas lidos. Tirei poucas fotos da minha vida, das minhas coisas, das minhas pessoas. Não sei se é desapego ou se estou começando a desacreditar. Talvez eu esteja empenhada em fortalcer minha memória com lembranças que realmente aconteceram. Como felicidades, como abraços, sorrisos e momentos verdadeiros e não aqueles ensaiados para serem registrados pelas lentes. É disso que se sinto falta. Se não foi registrado e nem ensaiado, cadê-los?. Me falta magnésio na memória ou me falta cotidiano? Me falta uma câmera fotográfica ou me falta vida?

Agora vem a parte dos desejos: Nesse ano me dedicarei à mim mesma. Meu intelecto, minha profissão, tudo aquilo que eu puder usar só pra mim e que ninguém, mas ninguém mesmo pode destruir. Pode até atrapalhar, mas nunca destruir. Quero fazer mais coisas boas às pessoas. Quero poder mostrar o que há de bom dentro dessa carapaça aqui. Tem. Claro que tem. Não quero mostrar para mostrar simplesmente. Irradiar, contagiar, florescer e iluminar pretendo. Desejo não esperar muitas coisas do mundo. Desejo sim, poder aproveitar o que preciso das mais diversas situações. Não pretendo mudar pessoas. Pretendo apenas fazer parte delas, mesmo que seja da menor parte boa que se tenha. Quero fazer parte da parte boa que se tem. Quero dizer amor! Trabalhar meu corpo e minha mente. Ter uma vida mais saudável. Fazer coisas construtivas e satisfatórias. Quero contiuar escrevendo e cada vez mais me aperfeiçoando com vida. Quero viajar bastante, conhecer lugares e pessoas que valham. Quero ter registros. Quero cartas. Bilhetes. Músicas. Perfumes. Esse ano vai ser o ano eu e o mundo!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

que som
se ri
quando se faz?
que som
se faz
quando se ri?

Vai-te e Lilith!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Sai fora,Gina.

Não acho que viver seja melhor do que sonhar. Talvez o amor não seja uma coisa tão boa assim. Prefiro me perder entre letras e dedos do que no caminho que não se tem mapa: o do amor. Pensando bem, talvez seja a mesma coisa.

Continue sorrindo enquanto ainda há dentes.

Fugaz

Não tenho como fugir da vida por muito tempo. Nem de mim mesma.

domingo, 28 de dezembro de 2008

É que me faltam adjetivos.

Num campo verde, de grama verde, num céu azul existiam árvores. Na grama verde, em baixo do céu azul, existia vida. Da vida vinda do chão coberto de verde e do azul de cima nascia a árvore. Crescia, crescia, crescia até quase tocar o céu. O céu era baixo, se podia tocar com as pontas dos dedos, nas pontas dos pés sobre as pontas do chão. Ao alcançar, parecia estar se atravessando uma camada de gelatina que se rompia ao simples toque dos dedos e, do outro lado, sensação de menta.

Tudo flutuava aos tons cianos. Do céu baixo, de vez em quando chovia. Quando chovia era uma alegria. Podia se sentar à sombra daquelas árvores e observar delas crescer aqueles frutos. Em câmera lenta não tão lenta. Não tinham flores. Dos galhos das copas largas como uma saia rodada de bailarina, brotavam bolinhas cor de vinho de textura emborrachada que iam inchando à medida que a chuva caía, como uma esponja. De longe dava pra ouvir o barulho. Tinha barulho de vida. As bolas cresciam, cresciam. Algumas explodiam deixando o ar tomado pelo cheiro doce, outras ficavam lá esperando para serem colhidas.

Levantou da sombra e foi ao encontro da bola rubra. De tão grande, as duas mãos, (se tivesse mais, também) seriam necessárias para arrancá-la do galho. Com cuidado, fazia-se um furinho com o dedo e se rompia a camada emborrachada liberando todo o seu conteúdo. Por fora borracha. Por dentro gelatina. Uma fruta moderna com as tendências de materiais do atual século. É por que não se fazem mais adjetivos como antes. Seu conteúdo era sempre gelado. Como se tivesse saído da geladeira. Também, o vento vinha tão carregado de águas vindo de tão longe, daquele azul imenso refletido, que não vem daquele céu, que ás vezes penso que ao invés de sal, aquele azul era doce e não era doce por falta de sal e sim, por excesso de açúcar.

Prazer maior não existiria àquele de sentir escorrer pela boca aquela sensação gelada. Se tivesse espelho, seria engraçado enxergar-se com a boca vermelha feito sangue. Algo de se fazer inveja à qualquer vampirófilo. Escorria e não era pouco. Era fluído e escorria vermelho. Escorria gelado. Escorria lambuzado. Dava vontade de tomar banho. E esse era apenas um fruto. Uma bola cheia de (uma) cor e de sensações. Imagine viver de uma árvore dessas. Se naquele tempo o pudesse, faria piscina de refrescar com aquele sumo divino. Se bem que assim, como um tesouro descoberto, não gostaria que virasse a nova sensação dos últimos tempos desde a descoberta da maçã. Pobre maçã, não chega nem às raízes de vossa alteza avermelhada. A intenção era colher todas as bolas, colocá-las enfileiradas e ao deitar sobre elas, ser levada aonde o terreno quizesse (era meio inclinado). Só que estavam bem maduras, quase à ponto de explodir e foi assim que morri afogada. Por osmose.

O passado é ama*dor

Às vezes eu penso sobre pessoas más. Podem ser aquelas que não têm coração ou que já sofreram demais. E esse sofrimento não é comparável à um maior. Cada um sabe de si com antensidade que se é e que se tem. Não existe dor maior. Existe apenas dor. Tem gente que faz maldades com a dor, tem gente que não. Gente que morre, gente que mata, gente que se mata. gente que mata o horror. Gente que bebe, gente que joga sinuca, gente que se esconde detrás do telefone. Gente que reclama da maldade do mundo mas só o fato de existir já torna o mundo pior por achar que o sofrimento do outro é loucura. Não te lembras das noites que passou em claro lembrando de alguém? Ou chorando tragédias irremediáveis? Ou mesmo da maneira como a tua maldade pode ter deixado alguém tão infeliz quanto você? Se tu sofres, fazes parte. Não julgues a dor e nem o sofrimento como loucura. Louco é quem me diz e não é feliz na loucura, isso sim.Gente má é isso.Gente que especula, que sente prazer na dor, sua e de outréns. Gente má é aquela que não faz nada.Gente má é moldada pelo mundo.E olha só, é o mesmo mundo que você vive!


* Out 06

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Eu prometi.

Natal

Eu não vou escrever um texto depressivo sobre.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Sina

Era assim: sentada no banco de madeira desconfortável, sentia um vento que não conseguia explicar de onde vinha. a temperatura era amena. os raios solares chegavam às helicônias numa angulação que as deixavam com sombra no chão. tudo ao redor tinha cor de clorofila e marrom madeira. até o chão que tentava se desfarçar por desenhos, labirintos e mosaicos tinha tons já de antes conhecidos. Ao levantar o olhar podia se enxergar (a si mesmo) por entre as árvores, construções antigas, com traços e linhas vanguardistas. é, aqui já foi vanguardista na época de vanguarda. eu não cheguei a viver tal época mas estive em fotografias bem como muitos que conheço. Na época que eu era um incômodo, entre aspas, por não conseguir ficar sozinha, pessoas jogavam cartas como esporte. Uniam-se, conversava-se sobre política, sobre tendências esquerdistas, sobre como o mundo seria bom em 1999. Era um número bom, diziam eles: -Coisas boas, quando são repetidas, são melhores. E entre jogos, não de aposta, espumantes e cigarros, noites e dias iam e vinham enquanto alguém esperavam alguns em casa.
Por aquele chão, que agora é coberto por roupa nova, passou muita coisa. Passeatas, campanhas, manifestações, procissões, carnavais, setes de setembro, religiões, macumbas, cirandas, teatros, cordéis, poetas e poetisas, músicos e suas músicas. E como um flash, que veio com aquele vento e com o trabalhador que se diz cuidar de carros, voltei pra realidade ao som de um sino alto, agudo -potente até- que, diferente do que pensava ser: apenas uma reverberação, foi tocado durante quase 15 minutos. Nestes que me vi, com lágrima singular, sorrindo ao ver aqueles que me deram vida nova aos 20 anos. Ambos com uma pequena vida de mãos dadas firmemente ao subir a escada. Foi a primeira vez que ouvi o sino da catedral tocar.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

mesmo velho ano novo.

Se for pra passar a virada de ano longe de Rio Branco e das pessoas de Rio Branco e chegando lá só tiver as pessoas de Rio Branco que eu gostaria de ficar longe? Prefiro continuar em 2008.

Shivering

Singing loooooooouuddd and cle e ear.(8)


And it´s not for fear. it´s for hate.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Ir ( imperativo)

A cada nunca mais
Vejo o futuro presente
Se ontem foi pra sempre
Eu não posso esperar pelo amanhã
A dificuldade de largar tudo e ir embora
É o contraponto da insensatez
A carência que se confunde com a dor
E daí, vai ladeira a baixo
Sem freio nem pneu
E na contramão

E vai na contramão pro infinito
E vai, vai e volta pro início e eu fico
E vai, falando no infinito
E vai pro infinito que eu fico
pro infinito que eu fico.

É verd arte.

"Não sei se a arte pode mudar o mundo, mas se o mundo mudar foi por conta da arte."

Compra-se férias. Pode ser parcelada?

AVE(s)

Era um frango em meio aos pavões.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

fashhhhhhh


E eu, sinceramente, não tenho medo de me render à futilidades (há quem diga quando o contexto não satisfaz a quem não está inserido) do mundo bonito. Sei do que não gosto e sei do que não quero. De resto, como tenho dito, é só o que sobra.

Sobre a nova Biblioteca Pública do Acre

P-U-T-A-Q-U-E-P-A-R-I-U!


Posso voar.


contra fotos não há argumentos.

Compra-se férias.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Destino?

Pro passado: já!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

eu dirijo sozinha
pensando sobre morte e vida
na vida da vida
nos mortos e nos vivos
nos sepulcros vazios
que fazem parte de um passado
que eu não fiz parte
e daqui a uns anos
me farei presente
no passado de outrém
nem que seja
apenas pela memória
dos velhos do além

Footless

O grande problema dos problemas de família é que são um problema.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Raindrops keep falling...

Antigamente a chuva que vinha até mim
Hoje eu que vou ao seu encontro
Vou em baixo da nuvem branca
Até me transformar numa nuvem negra.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Bon voyage

me sinto tão deprimida quanto um suco de limão.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

meu violão é desafinado com a vida.

¹/¹² avos

Sou cada vez mais pseudo intelectual
que vive em um pseudo mundo
que está prestes ao seu pseudo fim
cada vez mais passado
do que presente
mais bicho
do que gente.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

.

sou feita
de pedaços mil
que não se encaixam
se sobrepõem

sou feita de cabelos
pêlos mil
tenho testa tomada
por eles

minha cabeça
tomada por pedaços
que se afogam
na massa matiz
meio preta meio branca
meio termo

sou feita de medo
dentro da cabeça
coberta por cabelos

tenho medo do que vejo
e do que não vejo, também.
do que não vejo
procuro e acho

sou feita de anseios
dos quais
não sei quais são
nem mesmo se
um dia terei
além de cabeça
coração.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

e o que resta
é só o que sobrou.

Fantasma

E quando vem vigiar, olhar o que estou fazendo, faço o que mais sei fazer: ignoro, finjo que não existe o que muitas vezes não existe mesmo. Sinto o cheiro que deixa rastro pelo quarto e pelo corredor. cheiro de rua, mulheres e copos. Impossível não sentir. Exala pela pele e pela boca. Sinto nojo e sinto pena. Aquele é maior. Vai-te e deita-te no hotel de luxo que o custo é apenas um saco de pão fresco. Meias notas arrancadas com tanto ardor das mãos seladas. Vai-te e come do que sobra. É só o que sobra. E o que fica, pra quem fica, pouca gente se importa.

Mas que calor.

Desligar-se do mundo, mesmo não sendo por vontade própria, ás vezes é bom. Parece que deixa de existir quando não se dá aquela olhadinha no orkut, faz alguma atualização no blog, coloca uma foto no flickr, fotolog, escreve alguma besterinha no twitter. Pessoas existem apenas nesse mundo virtual. Se vc não faz parte dele, todos os dias, não faz diferença.O mundo continua o mesmo e as vidas também. Que mundo é esse que as pessoas estão mais preocupadas com a foto que vão colocar no álbum do orkut do que dar um telefonema pra perguntar se está tudo bem. É o mundo que eu ainda vivo e estou tentando mudar de residência.o mundo de espionagem, de monitoramento e de esconderijos, no qual estive imersa. afogada. Me deixa escrever minhas perturbações, anseios e frustrações. Afinal, não é pra isso que serve um blog? Lembro da primeira vez que ouvi falar sobre blogs. Eram diários virtuais, que poderia escrever sobre si e compartilhar com os outros, se assim quizesse. Tem gente que encara como confessionário, como tribunal e tem até gente que acha uma bobagem escrever. Eu não. E é por isso que por mais que esses modismos passem, a minha necessidade de escrever vai estar em todos os lugares, sejam eles públicos, ou não. digitais, manuais, mentais. lá estarão. independente de ninguém. E eu também terei um telefone ( pelo menos até agora) que faz e recebe ligações e até mensagens de texto. É disso que eu preciso: de mecanimos pra me expressar e de me fazer entender para as pessoas que importam. que eu me importo. não importa se a recíproca é verdadeira. não há sentimento melhor do que o gostar. não se espera nada em troca. das vezes que é frustrante, é recompensado por poder dizer poucas palavras que podem melhorar o dia de alguém.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

piano ao fundo

É como voar com asas quebradas e dar de cara com um muro. E nem fez barulho. Estranho. Não escorre sangue e nem se sente dor. Dó se sente ao ver vento a quebrar as barreiras do muro, das árvores, desviando por entre pássaros e mosquitos do ar. Passa por um copo de café e leva o calor consigo. passa pelo prato de sopa e pela cerveja do bar. Passa pela janela e acena : - olá.
Segue seguindo. Segue frio, segue ávido, segue feliz, fazendo frio ou calor ao chegar. Vai embora quando bem entende.Não dá satisfação e ainda leva as coisas que lhe bem entender consigo.

- Vento, por favor, me leva!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Do meu mundo.

Dessa vez sim: 3 dos mil que passaram por suas mãos se foram antes do tempo.

domingo, 9 de novembro de 2008

Nova

Pelo reflexo eu vejo o que não é tão certo
Falo coisas que nem eu acredito
Pra me conhecer
Pra me conhecer

Porque duvidar de si?
Mais fácil é acreditar nas outras
Nas outras mentiras
Pra te convencer
Pra te convencer

Eu não quero mais
Eu não quero mais
Eu não quero mais ir
Eu quero ficar aqui

Quero passar por buraquinhos

Peço um cigarro
Só pra vê-lo apagar
Me dá uma cerveja
Mas eu nem gosto
Eu nem gosto
Fecho os olhos pra poder enxergar
Por entre as brechas do olhar
Mas eu nem posso
Mas eu nem posso

Pra te convencer
Pra me conhecer
Pra te conhecer
Pra me convencer

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Brincanagem

Declaração descarada na cara mascarada, que quem não vê é por falta de convite, é sacanada. Bons tempos os que eu não me conhecia!

Vou indo

Destruindo.

domingo, 2 de novembro de 2008

Novembro segundo.

E veja só, o cheiro não é mais o mesmo do meu. O suor, antes de magia, deixa grudenta a pele que as vezes parece que de derretida, apodreceu. Tragam as flores e os terços, quartos e quintos dos infernos. Aqui , jazem pedaços mortos que esperam clemência dos transeuntes que passam por perto e, ao verem a movimentação,chegam mais perto pra dar uma olhadinha. Tragam bancos e cadeiras e assistam o fim de um ciclo sem fim. Ele não termina. Só dá voltas em si mesmo com a periodicidade desconhecida. Tragam-me frutas para as oferendas. Podres como os que as trazem. Tragam sorrisos congelados por dentes que fumam. Amarelos e fétidos, cujo fim já conheço. Tragam-me olhos grandemente petrificados, fundos de olheiras e de marcas da vida. Tragam dedos raquíticos, sujos de sujeira do mundo por onde pega, como os pés sujos por onde passam.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Gerúndio prafrentex

Costurando.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

.

E chovem pedras no teto.
Chovem pedras na minha cabeça.
Mas que vontade que dá olhar pra cima e ver as pedras caírem.
E chovem pedras com força.
Deixa eu fechar a janela
Antes que tudo aqui umedeça.

Presente

É o reflexo por entre vidros, por entre lentes, por entre mãos. Reflexo de vidas distantes, confusas e convergentes em alguns pontos. Legal é ligar esses pontos e formar um desenho que aos poucos eu vou descobrindo que desenho se forma. Pego na tua mão e conduzo o traço pro outro lado. Pega a borracha apaga o borrão que ficou. Lápis de cor não apaga. Ainda bem que é cor de nada. Cor de animal assustado. Faz a linha. Pega a corda. Amarra e guarda numa caixinha. Aquela na qual tu guarda só as coisas boas. Em cima da caixa, tem um laço verde cana.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Allowed

Só aqui a réplica é permitida. É lida, logo imagina-se a voz dizendo. É ouvida, portanto, algum efeito terá. Nem que seja o de sempre. Mas terá. Só aqui a voz não se pausa. Só com ponto. Só aqui o passado não pode ser apagado. Quer dizer, até pode. Mas só aqui.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Diálogo.

-Eu a declaro culpada e sua sentença será de 7 anos de prisão no silêncio da dor. Acompanhada daquela que escorre quente e lentamente. Desta e somente desta.

-O que me sobra?

-Um desejo.

-Desejo morrer e viver denovo.

- Impossível. Ou uma coisa ou outra.

- Desejo morrer pelo menos.

- Morrer mais ou morrer menos?

- Apenas morrer.

- A troco de quê? Morrer dá trabalho.Morrer dói.

- Aposto que não dói mais do que viver. Quando se morre não tem como voltar à vida. A não ser que se vá para o paraíso eterno, lugar que eu duvido muito que iria. É um outro conceito de vida. Mas quando ainda se vive, de mais ou de menos, há possibilidade de se morrer. Várias vezes ou uma vez só.

- E você quer quantas vezes?

- Pelo tanto que tenho morrido, não sei se me restam muitas ainda.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Testículos

É uma batalha constante. Guerras homéricas. Sangue. Fluidos corporais. Cheiros putrefatos. Verde cor de lodo.Vermelho cor de sangue. Azul cor de céu. Escuro cor de chuva. Amarelo cor de lua cheia. Cinza cor de janela agora, porque de dia é marrom desbotado pela própria chuva cor escura, que é escura só de noite. De dia é azul claro. Azul claro da cor do céu de dia quando não tem nem sinal de chuva. No céu de dia, a nuvem branca passa a ser azul escuro de novo assim que no relógio dá-se meia volta inteira e não meia. E no azuleijo branco, que reflete a luz que a cor não tem nome, vejo formas projetadas. Tudo questão de física. Ótica. Óbvio que a mente não pára. Mesmo sem a luz artificial que liga no botão, a luz da cor que não tem nome não se apaga. Até que se feche a cortina. Até que o sol se aborreça e apareça. Nunca pára.

**
Os olhos que miram o mundo, enxergam a vida lá fora sem o mim. As pessoas vivendo suas vidas, sem o mim. Nada muda. Todos os processos, biológicos verdes, continuam a funcionar. Telefones continuam a tocar. Cervejas continuam sendo bebidas. Palavras continuam sendo proferidas, faladas, vomitadas, sussurradas, reveladas e seduzidas.

**
Fora da minha vida! Fora! Sai de mim fantasma branco. Sai de mim cruz que me assusta. Sai de mim pesadelo de noites verdes. Sai de mim demônio bonito e cheiroso. Te abomino e exorciso da minha vida. Se o teu mal tem cura, por que te afliges? Se o teu mal não tem cura, por que te aflinges?Espadas, balas, facas e machados. Em um tintilhar ensurdecedor de metal atritado. Ferrugem. Cólera. Lepra. Dengue. Degeneração progressiva. Hemorragia sem fim. Pupila sem cor. Cravos. Ataúde. E não, não tem lágrima nenhuma.
*

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Never hide

Você não pode se esconder no invisível por que o mesmo está em toda parte.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Escolha

É como se se sentisse, só. Quando o coraçao não sente é por que os olhos não vêem, oras.Prefiro a cegueira à exergar de mais. Prefiro óculos à lentes. Me viro de costas de olhos e ouvidos tampados. Planos para o ano que virá: Ter aulas de Braile.

ção.

Porque quando eu me pego olhando por céu numa tarde laranja, lembro quando o ar tinha cheiro de infância que se perdia entre as cores e os gostos de doce. A gente nem tinha idéia do que a vida é ou poderia ser quando a nossa idade dava pra contar nos dedos das mãos. E mesmo hoje,quando a conta ultrapassa os dedos do corpo, a vida continua sendo exatamente como era : Apenas uma expectativa

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Estomacaches

well (bad)come back.

O(the) clock

há três dias que olho a mesma hora no relógio. em dois dos dias pensei estar parado, o relógio. no terceiro eu só ri. o tempo passa devagar e rápido demais. já são 9hr denovo!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

questaodemetricamesmo

e-n-q-u-a-n-t-o t-e-m- g-e-n-t-e q-u-e p-e-n-s-a p-r-a f-r-e-n-te
eu
pen
so
pra
bai
xo.


(-----)

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Impressões cotidianas do mundo meu: "Chocolate do amor"

em meio ao movimento constante
de gente e de vento,
falava a língua dos pássaros.
pela língua, oferecia o manjar dos deuses,
um pouco mais aperfeiçoado, diria eu: alterado.
hidrogenada gordura.
cereais crocantes no palito.
os deuses se revirariam em seus túmulos
ao ouvir o piar de um pássaro que vem de tão longe -do sul. vinha do sul- vender tal iguaria.
e vendia muito bem.
Mas me pergunto, será que é pelo piar do pássaro
ou pelo apelo sentimental da palavra amor?

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Que venha um vento bom.



que calor quente
que mata cadeias
aminoácidos, proteínas
que mata gente

calor escaldante
nesse inferno nascente
que nem com o sol se põe

parece querer deus fazer-nos sofrer
por favor liga o ar condicionado central daí de cima
não está dando pra aguentar
estou suando dignidade
antes fosse de tanto trabalhar

me rendo ao copo de coca cola que deixei congelar
sorvete, suco de limão com maracujá
piscina de soda
uma árvore pra eu poder descansar o tédio
e em baixo da copa eu poder assassinar o sol

não quero tempestades
nem que venham inundações
sim friagens e não trovões

mas que venha vento bom
venha o tempo de usar roupas quentes
tomar tacacá sem suar
venha o tempo de sopa, de filme com pipoca
sofá, chocolate quente e orelhas pra esquentar

venha um vento bom
aquele que fecha os olhos ao soprar
aquele que tem cheiro de flor
que venha o vento bom
o vento bom que se partilha o amor
vento bom que eu não me canso de esperar.

Eu quero é que venha um vento bom.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Post-it art





Aproveitemos os recadinhos e bilhetes vencidos, façamos arte!




Eu ganhei um presente cujo embrulho era feito desses aí.
=)

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

A Nova Literatura Acreana

Em breve nas bibliotecas públicas e acervos pessoais
=)

Tarde

E a moça que via o vento que ia e que vinha
folhas dançando acima do chão
pegadas sendo levadas pelo sopro sutil
apagadas no asfalto ardido
de clima árido tropical equatorial ocidental (?)
lia páginas de lingua que só ela entendia
lia dentes novos
sentia o aviso dos céus
e lembrava baixinho:

-Naquele dia chovia, naquele dia chovia.

domingo, 14 de setembro de 2008

Tóxico.

uma pequena dose de tóxico pra dentro de si.
para dentro de mim
uma pequena dose de tóxico de ti
pra dentro de mim.




parafraseando cordel.

domingo, 7 de setembro de 2008

Sunday

Coisa boa é assistir Discovery Channel dia de domingo. Espalhando ramas pelo sofá.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

diólogo monálogo: - Poeta?

- Mas você é muito nova pra poesia.
É, pode ser. Ainda não sou alcólatra, não sou divorciada muito menos casada. não tenho problemas com ex mulheres, nem com ex homens. Não tive uma doença grave que me fizesse refletir sobre toda minha vida. Não, não uso drogas. Não cheiro, não injeto. Fumo passivamente como muitos. Nunca perdi alguém muito próximo. Todos os dias morrem pessoas. Nunca tentei me matar de verdade. É que de vez em quando eu me sinto mal. Sabe, eu tinha a sensação que quando eu era pequena as pessoas morriam menos. Tem gente que morre mais de uma vez. Que vai morrendo. E eu, nova pra poesia e pra vida vou vivendo. 21 anos de quê? de que vida? vinte e uns passados que eu nem lembro. vinte e uns quebrados minutos que eu demorei pra pensar no que escrever agora. Vinte anos é muita coisa. Pra quem viveu alguma coisa.E quer saber?acho que a poesia que é nova pra mim.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

A boca

Tem gosto de sangue.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Infância fachada

As vezes eu fecho os olhos e me transporto para os lugares da minha infância. Literalmente eu viajo na maionese,viajo pelos caminhos tortuosos da massa de matiz não tão preta. Portas emperradas, mesa torta. Ando por corredores, sinto nas mãos a textura de maçanetas antigas, abro janelas marrons e dou de cara com a luz cegante. Deito em camas bagunçadas com lencóis furados. Poeira preta. Dejetos de morcegos do andar de cima. Forros aos pedaços. Banheiros com cheiro de barata. Corredores longos, escadas, jardins suspensos, quarto inacabado. Cama quebrada, quarto acabado. Escuridão. Pé de mamão macho. Tijolos quebrados. Caixa d'água. Samambaia a definhar. Casinha de cachorro. côcô. lodo. líquens. musgo. grades e azulejos quebrados. No meio do caminho pra saída: Ei, aqui existia uma casinha de boneca feita de madeira. Madeira feita de boneca. Eu era feita de madeira no meio do asfalto. Eu comia cimento.Eu queria apenas conhecer as pessoas que passavam na rua. Eu as via com listras no corpo. Minha ótica por dentro das grades.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Prece

Deus meu,
me livra desse mal
que sou eu.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Sobre mim (aquele que não conjuga verbo)

Sou a flor que tenta alcançar o céu, que vem o vento e derruba.
sou como um céu tempestuoso.
nuvens negras. raios fulminantes.
sou tantas coisas que as vezes acho que preferiria ser como os outros:"nada".
daria menos trabalho.
das vezes que sou faca afiada nos olhos, sou ouvidos, mãos grossas de afago também.
não são falsos. JURO!
soou de ouvidos abertos. megafones reversos.
palavras atrapalhadas por dicção infantil.
sou língua nos dentes quebrados.
fungo devastador.
sou mancha que gruda na roupa.
sou dor.
sou pernas de um passo,torto, só.
dos rumos que eu gostaria de guiar.
sou amor.
volto pra flor.
lá do topo, quase livre.
com medo de livre ser. nunca mais voltar.
volto em semente.
volto na esperança de germinar o sorriso.
volto com braços e pernas.eu sempre volto.
sou galhos de pernas finas e pêlos a fazer.
sou semente latente esperando pra em ti florecer.
E de galhos abertos tento alcançar o céu. seu.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Encontros lá de cima.


tão importante quanto criar raízes
é criar galhos.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Passo adiante.

Eu passo por caminhos antigos
Outrora visitados
Onde era casa
hj é grama
Onde era árvore
hj é muro
Onde era calçada
Hoje é rua

A cada passo
Uma lembrança
A cada metro
Uma saudade

Os lugares vão se modificando
E fica difícil dizer
Que a vida não mudou também
Eu não sou a mesma pessoa que fui
Mas talvez eu continue sendo o que eu sou
Pelo mesmo motivo de ser

Sem mudar a essência
Tudo permanece sendo
O que se foi destinado pra ser
A gente muda o caminho

Muda a cor
Muda os olhos
Mas não se muda aquilo que se é.
Muda as mãos
Muda o sorriso
Mas não muda aquilo que se quer.

sábado, 26 de julho de 2008

Cores, vai. Cores!


Me dá um pouco de cor pr'essa minha face.
pr'essa minha vida
que eu tenho pressa
pra ser vivida
ao invés de (a)traída.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Glup!( engolindo seco)

Sorte de hoje: Você escapará por um triz de um problema sério

Constatação.

Teu espaço
Meu ex-passo.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Pro espaço!

Eu gostaria que o meu inferno astral não fosse aqui, na terra.

Me escondendo de mim

Anseio não te ver mais. Paranóia consome o controle dos dedos, teclas, notas, ondas magnéticas, sílabas frias. Distantes. Diz-se que o amor faz esquecer dores e desamores. Amores outros. Amores perto. Amores longes. Será que o amor faz isso mesmo? O que será o amor, um horror sem controle? Esse mesmo amor que faz ter vontade de matar- vide relatos passados - é o mesmo amor que faz querer coçar as costas, das mãos calejadas -vide DNA- unhas cortadas, pra proteger e não machucar. O mesmo amor faz ter vontade de sumir do mapa. Matar todas do mesmo sexo, meu. Eita amor polivalente! Destruir empresas telefônicas. aquelas que permitem o envio de sms, sabe? Inocentes, claro. É o silêncio dos covardes e não dos inocentes.Não há maldade nesse mundo tão lindo. Mundo lindo que as vezes eu acho que não vivo. A maldade não há. Destruir os olhos cínicos de' oi, tudo bem' . Destruir os casos omissos. Mentidos. Aqueles que não tenho conhecimento. Daqueles que eu talvez nunca saberei. Talvez não: que eu nunca saberei. Há pactos silenciosos entre os covardes. Seria um prazer destruir a ti e depois, a mim também. assim. E os anseios se contradizem. É, eu sou violenta mas ainda não tive o prazer de praticar a violência. Eita amor doente. Cadê a poesia e as palavras com rima? Cadê a doçura dos dias belos? Viraram bílis. Das noites trocadas pelos dias agora escuros? Evaporou no sol de hoje. Derreteu junto com meu rio que insiste em correr. Em seguir o curso que nunca havia percorrido tanto. Quero me travestir de rosas venenosas. Tóxica. Pensando bem, talvez isso eu já seja.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Fantasia minha (baseada em fatos reais)

........................................

porque ainda há um coração aqui.

Vendedores

Vende-se dores.Tratar aqui mesmo.

sábado, 19 de julho de 2008

Contém ml

O corpo humano é composto por 70 % de água.
Isso responde as minhas dúvidas sobre de onde sai tanta.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

PLOC!



Sobrenome chiclete.Dos que tem cor de sonho.
Sobrenome nuvem.Das que dão a sensação de paz.
Eu quero paz. A minha paz.
Quero o sobrenome amor: TRANQUILO.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Não me falte o passo, coração.

Das dores não acho que a minha é a maior.É só a que tenho.

Não me olhe com olhos mil. Se procurar um pouco, dentre as brumas e águas, tenho só dois.

Vomitspot.

Faço daqui, sim, privada suja para vômitos verbais. Verborragias com o sangue d'alma.

Pelos olhos rasgados.

Se pudesse fazia dessas palavras aqui, ponta de faca. Que entraria pelos olhos rasgando todos os nervos e vasos.Animal fatiado? Chegaria ao estomago. Ácido extremo. O faria regurgitar a saliva alheia que outrora(s) bebeu com a sede dos que há muito não veem fonte fresca. A sede da coca cola do deserto, já quente. A sede da água límpida da fonte. Água logo ao lado,fonte logo ao lado, sim. Mais conveniente não poderia ser. Quer dizer, até poderia. Dos sorrisos familiares, conforto. Da calçada agora, duplamente pisada, subterfúgio. Do portão da despedida, não mais exclusivo. Da varanda, risos. Daqui?Agora? Imensurável dor.A água da fonte que inunda a casa onde morava o amor,chega levando as flores transformando em horrores. Sonhos pesadelos intermináveis. Levam a água dos olhos que não se sabe mais de onde sai. Com a mesma faca, rasgaria cada célula da mão que toca a pele nova que, na mão, já é morta. Pois se o passado me condena. O teu presente é a minha pena de morte.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Vai-te e vive-te.

domingo, 13 de julho de 2008

Falo de mim.

Me sangra a alma.
Me mata aos poucos.
Me distrói o pouco de bom que (ainda) há.
Se não fosse eu
Seria mais fácil de resolver .
Se pelo menos alguém ouvisse um pedido de ajuda
Ou será que o grito está baixo demais?
Em sinal nulo ou submisso
Continua gritando-se pra dentro.

sábado, 12 de julho de 2008

Equinócio

Passo a noite em claro
nem acordo.
o dia ainda está escuro.
(!)

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Outros ares.

Quer respirar outros ares?Vá de ônibus.Há muitos ares por lá.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

(h)à esmo.

Ando por calçadas passadas.
De cal. De poeira.
De cuspe dos mal educados.
De sangue dos mal afortunados.
Ruas calçadas de barro socado.
Ando por ruas de linhas tortas.
Ruas que o fim não vejo.
Ruas que nunca mais andaria. Jurei.
Entro por estacionamentos para passar o tempo.
Dou voltas fingindo a procura de vagas.
Vezes entro, compro um doce.
Se fumasse, compraria um cigarro.
Se não me fizesse sentir mais só:
Cerveja verde. Ou algo com limão.
Vezes dou mais uma volta e sigo por onde entrei.
Eu não tenho nada pra fazer naquele lugar.
Mas quando não tem aonde ir
Qualquer lugar me faz feliz,
O que frequentemente é rotina,
Até o estacionamento do supermercado
É rota final pro meu fim.

domingo, 6 de julho de 2008

shut up

Há horas que é melhor calar-se e manter-se em silêncio. Os olhos já dizem tudo mesmo.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Aonde estão?

Onde estão os amores perdidos
Onde estão os amores de verão
Se foram embora de ônibus, catraia, jumbo ou bimotor
Sejam as águas do chão ou do céu que os levam

Se vão e levam um pouco de mim,meu amor
Às vezes me levam sem saber
Às vezes eu nem quero ir e vou sem querer

E quando verão que os olhos que dizem oi
Não têm a mesma cor dos olhos que condenam
Quando não tem ninguém vendo?

Às vezes sem eu saber, vou junto
Vão pedaços de mim que eu cato por parcelas
Prestações baratas de alguém que não sabe ao certo quem os leva

Aos poucos quando eu me permito
Chego sem pedir licença
Pego como meu aquilo que realmente o é: eu.*



*s2

Co (Relação) Promíscua

O que seria a presença senão a ausência constantemente presente?O que seria da ausência senão a presença tão perto mesmo distante?Pergunto-me todos os dias. Mas não me cabe. Nunca me coube. Deixo que eles se resolvam. Resolvam-se eles. E enquanto isso não acontece eu fico a observar a ausência e a presença se fundirem em frente aos meus olhos, espelhos d' agua salobra. Reflexos de passado amargo não(mal)resolvido.Reflexos descendentes à dor. Resolvam-se eles.

Ser ser *

Sinto dizer
Mas não sei
Mais ser (verbo)
Ser (substantivo)
Não sinto que sei assumir
Prefiro Omitir
A Sorrir
Ou inventar felicidade
Camuflada em saudade
Reprimida ou contida
(adjetivo)
Só sendo.


*Repostagem de Outubro de 2007
- 2° Lugar no I Prêmio de Literatura Acreana Garibaldi Brasil

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Guarda

Guarda a água
usa a chuva
salva a chuva
usa a água
guarda chuva
guarda o domingo
feriado
guarda dentro
tira do armário

eu enxergo melhor a minha sombra
por que é a única coisa
além do meu umbigo
que posso ver no escuro
com os olhos fechados

espera e fica na tua
guarda um pouco de si
o pouco de bom que se tem
poucos saberão
o quão pouco é
o tão pouco ser

esquece daquele dia no carro
pára de usar roupas verdes
te deixam pálidas
espera amanhecer
pra começar
denovo.



e respiro.