Compra-se férias.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
eu dirijo sozinha
pensando sobre morte e vida
na vida da vida
nos mortos e nos vivos
nos sepulcros vazios
que fazem parte de um passado
que eu não fiz parte
e daqui a uns anos
me farei presente
no passado de outrém
nem que seja
apenas pela memória
dos velhos do além
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Footless
O grande problema dos problemas de família é que são um problema.
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Raindrops keep falling...
Hoje eu que vou ao seu encontro
Vou em baixo da nuvem branca
Até me transformar numa nuvem negra.
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sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Bon voyage
me sinto tão deprimida quanto um suco de limão.
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quinta-feira, 27 de novembro de 2008
¹/¹² avos
que vive em um pseudo mundo
que está prestes ao seu pseudo fim
cada vez mais passado
do que presente
mais bicho
do que gente.
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terça-feira, 25 de novembro de 2008
.
sou feita
de pedaços mil
que não se encaixam
se sobrepõem
sou feita de cabelos
pêlos mil
tenho testa tomada
por eles
minha cabeça
tomada por pedaços
que se afogam
na massa matiz
meio preta meio branca
meio termo
sou feita de medo
dentro da cabeça
coberta por cabelos
tenho medo do que vejo
e do que não vejo, também.
do que não vejo
procuro e acho
sou feita de anseios
dos quais
não sei quais são
nem mesmo se
um dia terei
além de cabeça
coração.
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segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Fantasma
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Mas que calor.
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quinta-feira, 13 de novembro de 2008
piano ao fundo
É como voar com asas quebradas e dar de cara com um muro. E nem fez barulho. Estranho. Não escorre sangue e nem se sente dor. Dó se sente ao ver vento a quebrar as barreiras do muro, das árvores, desviando por entre pássaros e mosquitos do ar. Passa por um copo de café e leva o calor consigo. passa pelo prato de sopa e pela cerveja do bar. Passa pela janela e acena : - olá.
Segue seguindo. Segue frio, segue ávido, segue feliz, fazendo frio ou calor ao chegar. Vai embora quando bem entende.Não dá satisfação e ainda leva as coisas que lhe bem entender consigo.
- Vento, por favor, me leva!
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terça-feira, 11 de novembro de 2008
Do meu mundo.
Dessa vez sim: 3 dos mil que passaram por suas mãos se foram antes do tempo.
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domingo, 9 de novembro de 2008
Nova
Pelo reflexo eu vejo o que não é tão certo
Falo coisas que nem eu acredito
Pra me conhecer
Pra me conhecer
Porque duvidar de si?
Mais fácil é acreditar nas outras
Nas outras mentiras
Pra te convencer
Pra te convencer
Eu não quero mais
Eu não quero mais
Eu não quero mais ir
Eu quero ficar aqui
Quero passar por buraquinhos
Peço um cigarro
Só pra vê-lo apagar
Me dá uma cerveja
Mas eu nem gosto
Eu nem gosto
Fecho os olhos pra poder enxergar
Por entre as brechas do olhar
Mas eu nem posso
Mas eu nem posso
Pra te convencer
Pra me conhecer
Pra te conhecer
Pra me convencer
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terça-feira, 4 de novembro de 2008
Brincanagem
Declaração descarada na cara mascarada, que quem não vê é por falta de convite, é sacanada. Bons tempos os que eu não me conhecia!
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domingo, 2 de novembro de 2008
Novembro segundo.
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terça-feira, 28 de outubro de 2008
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
.
E chovem pedras no teto.
Chovem pedras na minha cabeça.
Mas que vontade que dá olhar pra cima e ver as pedras caírem.
E chovem pedras com força.
Deixa eu fechar a janela
Antes que tudo aqui umedeça.
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Presente
É o reflexo por entre vidros, por entre lentes, por entre mãos. Reflexo de vidas distantes, confusas e convergentes em alguns pontos. Legal é ligar esses pontos e formar um desenho que aos poucos eu vou descobrindo que desenho se forma. Pego na tua mão e conduzo o traço pro outro lado. Pega a borracha apaga o borrão que ficou. Lápis de cor não apaga. Ainda bem que é cor de nada. Cor de animal assustado. Faz a linha. Pega a corda. Amarra e guarda numa caixinha. Aquela na qual tu guarda só as coisas boas. Em cima da caixa, tem um laço verde cana.
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quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Allowed
Só aqui a réplica é permitida. É lida, logo imagina-se a voz dizendo. É ouvida, portanto, algum efeito terá. Nem que seja o de sempre. Mas terá. Só aqui a voz não se pausa. Só com ponto. Só aqui o passado não pode ser apagado. Quer dizer, até pode. Mas só aqui.
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segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Diálogo.
-Eu a declaro culpada e sua sentença será de 7 anos de prisão no silêncio da dor. Acompanhada daquela que escorre quente e lentamente. Desta e somente desta.
-O que me sobra?
-Um desejo.
-Desejo morrer e viver denovo.
- Impossível. Ou uma coisa ou outra.
- Desejo morrer pelo menos.
- Morrer mais ou morrer menos?
- Apenas morrer.
- A troco de quê? Morrer dá trabalho.Morrer dói.
- Aposto que não dói mais do que viver. Quando se morre não tem como voltar à vida. A não ser que se vá para o paraíso eterno, lugar que eu duvido muito que iria. É um outro conceito de vida. Mas quando ainda se vive, de mais ou de menos, há possibilidade de se morrer. Várias vezes ou uma vez só.
- E você quer quantas vezes?
- Pelo tanto que tenho morrido, não sei se me restam muitas ainda.
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sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Testículos
**
Os olhos que miram o mundo, enxergam a vida lá fora sem o mim. As pessoas vivendo suas vidas, sem o mim. Nada muda. Todos os processos, biológicos verdes, continuam a funcionar. Telefones continuam a tocar. Cervejas continuam sendo bebidas. Palavras continuam sendo proferidas, faladas, vomitadas, sussurradas, reveladas e seduzidas.
**
Fora da minha vida! Fora! Sai de mim fantasma branco. Sai de mim cruz que me assusta. Sai de mim pesadelo de noites verdes. Sai de mim demônio bonito e cheiroso. Te abomino e exorciso da minha vida. Se o teu mal tem cura, por que te afliges? Se o teu mal não tem cura, por que te aflinges?Espadas, balas, facas e machados. Em um tintilhar ensurdecedor de metal atritado. Ferrugem. Cólera. Lepra. Dengue. Degeneração progressiva. Hemorragia sem fim. Pupila sem cor. Cravos. Ataúde. E não, não tem lágrima nenhuma.
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quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Never hide
Você não pode se esconder no invisível por que o mesmo está em toda parte.
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quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Escolha
É como se se sentisse, só. Quando o coraçao não sente é por que os olhos não vêem, oras.Prefiro a cegueira à exergar de mais. Prefiro óculos à lentes. Me viro de costas de olhos e ouvidos tampados. Planos para o ano que virá: Ter aulas de Braile.
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ção.
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quarta-feira, 8 de outubro de 2008
O(the) clock
há três dias que olho a mesma hora no relógio. em dois dos dias pensei estar parado, o relógio. no terceiro eu só ri. o tempo passa devagar e rápido demais. já são 9hr denovo!
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terça-feira, 7 de outubro de 2008
questaodemetricamesmo
e-n-q-u-a-n-t-o t-e-m- g-e-n-t-e q-u-e p-e-n-s-a p-r-a f-r-e-n-te
eu
pen
so
pra
bai
xo.
(-----)
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segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Impressões cotidianas do mundo meu: "Chocolate do amor"
em meio ao movimento constante
de gente e de vento,
falava a língua dos pássaros.
pela língua, oferecia o manjar dos deuses,
um pouco mais aperfeiçoado, diria eu: alterado.
hidrogenada gordura.
cereais crocantes no palito.
os deuses se revirariam em seus túmulos
ao ouvir o piar de um pássaro que vem de tão longe -do sul. vinha do sul- vender tal iguaria.
e vendia muito bem.
Mas me pergunto, será que é pelo piar do pássaro
ou pelo apelo sentimental da palavra amor?
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sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Que venha um vento bom.
que mata cadeias
aminoácidos, proteínas
que mata gente
calor escaldante
nesse inferno nascente
que nem com o sol se põe
parece querer deus fazer-nos sofrer
por favor liga o ar condicionado central daí de cima
não está dando pra aguentar
estou suando dignidade
antes fosse de tanto trabalhar
me rendo ao copo de coca cola que deixei congelar
sorvete, suco de limão com maracujá
piscina de soda
uma árvore pra eu poder descansar o tédio
e em baixo da copa eu poder assassinar o sol
não quero tempestades
nem que venham inundações
sim friagens e não trovões
mas que venha vento bom
venha o tempo de usar roupas quentes
tomar tacacá sem suar
venha o tempo de sopa, de filme com pipoca
sofá, chocolate quente e orelhas pra esquentar
venha um vento bom
aquele que fecha os olhos ao soprar
aquele que tem cheiro de flor
que venha o vento bom
o vento bom que se partilha o amor
vento bom que eu não me canso de esperar.
Eu quero é que venha um vento bom.
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quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Post-it art




Aproveitemos os recadinhos e bilhetes vencidos, façamos arte!
Eu ganhei um presente cujo embrulho era feito desses aí.
=)
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segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Tarde
E a moça que via o vento que ia e que vinha
folhas dançando acima do chão
pegadas sendo levadas pelo sopro sutil
apagadas no asfalto ardido
de clima árido tropical equatorial ocidental (?)
lia páginas de lingua que só ela entendia
lia dentes novos
sentia o aviso dos céus
e lembrava baixinho:
-Naquele dia chovia, naquele dia chovia.
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domingo, 14 de setembro de 2008
Tóxico.
parafraseando cordel.
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domingo, 7 de setembro de 2008
Sunday
Coisa boa é assistir Discovery Channel dia de domingo. Espalhando ramas pelo sofá.
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sexta-feira, 5 de setembro de 2008
diólogo monálogo: - Poeta?
- Mas você é muito nova pra poesia.
É, pode ser. Ainda não sou alcólatra, não sou divorciada muito menos casada. não tenho problemas com ex mulheres, nem com ex homens. Não tive uma doença grave que me fizesse refletir sobre toda minha vida. Não, não uso drogas. Não cheiro, não injeto. Fumo passivamente como muitos. Nunca perdi alguém muito próximo. Todos os dias morrem pessoas. Nunca tentei me matar de verdade. É que de vez em quando eu me sinto mal. Sabe, eu tinha a sensação que quando eu era pequena as pessoas morriam menos. Tem gente que morre mais de uma vez. Que vai morrendo. E eu, nova pra poesia e pra vida vou vivendo. 21 anos de quê? de que vida? vinte e uns passados que eu nem lembro. vinte e uns quebrados minutos que eu demorei pra pensar no que escrever agora. Vinte anos é muita coisa. Pra quem viveu alguma coisa.E quer saber?acho que a poesia que é nova pra mim.
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quarta-feira, 3 de setembro de 2008
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Infância fachada
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terça-feira, 19 de agosto de 2008
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Sobre mim (aquele que não conjuga verbo)
Sou a flor que tenta alcançar o céu, que vem o vento e derruba.
sou como um céu tempestuoso.
nuvens negras. raios fulminantes.
sou tantas coisas que as vezes acho que preferiria ser como os outros:"nada".
daria menos trabalho.
das vezes que sou faca afiada nos olhos, sou ouvidos, mãos grossas de afago também.
não são falsos. JURO!
soou de ouvidos abertos. megafones reversos.
palavras atrapalhadas por dicção infantil.
sou língua nos dentes quebrados.
fungo devastador.
sou mancha que gruda na roupa.
sou dor.
sou pernas de um passo,torto, só.
dos rumos que eu gostaria de guiar.
sou amor.
volto pra flor.
lá do topo, quase livre.
com medo de livre ser. nunca mais voltar.
volto em semente.
volto na esperança de germinar o sorriso.
volto com braços e pernas.eu sempre volto.
sou galhos de pernas finas e pêlos a fazer.
sou semente latente esperando pra em ti florecer.
E de galhos abertos tento alcançar o céu. seu.
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sexta-feira, 1 de agosto de 2008
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Passo adiante.
Eu passo por caminhos antigos
Outrora visitados
Onde era casa
hj é grama
Onde era árvore
hj é muro
Onde era calçada
Hoje é rua
A cada passo
Uma lembrança
A cada metro
Uma saudade
Os lugares vão se modificando
E fica difícil dizer
Que a vida não mudou também
Eu não sou a mesma pessoa que fui
Mas talvez eu continue sendo o que eu sou
Pelo mesmo motivo de ser
Sem mudar a essência
Tudo permanece sendo
O que se foi destinado pra ser
A gente muda o caminho
Muda a cor
Muda os olhos
Mas não se muda aquilo que se é.
Muda as mãos
Muda o sorriso
Mas não muda aquilo que se quer.
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sábado, 26 de julho de 2008
Cores, vai. Cores!
pr'essa minha vida
que eu tenho pressa
pra ser vivida
ao invés de (a)traída.
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quinta-feira, 24 de julho de 2008
Glup!( engolindo seco)
Sorte de hoje: Você escapará por um triz de um problema sério
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quarta-feira, 23 de julho de 2008
Pro espaço!
Eu gostaria que o meu inferno astral não fosse aqui, na terra.
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Me escondendo de mim
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terça-feira, 22 de julho de 2008
Fantasia minha (baseada em fatos reais)
........................................
porque ainda há um coração aqui.
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sábado, 19 de julho de 2008
Contém ml
O corpo humano é composto por 70 % de água.
Isso responde as minhas dúvidas sobre de onde sai tanta.
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quinta-feira, 17 de julho de 2008
PLOC!
Sobrenome nuvem.Das que dão a sensação de paz.
Eu quero paz. A minha paz.
Quero o sobrenome amor: TRANQUILO.
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terça-feira, 15 de julho de 2008
Das dores não acho que a minha é a maior.É só a que tenho.
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Não me olhe com olhos mil. Se procurar um pouco, dentre as brumas e águas, tenho só dois.
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Vomitspot.
Faço daqui, sim, privada suja para vômitos verbais. Verborragias com o sangue d'alma.
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Pelos olhos rasgados.
Se pudesse fazia dessas palavras aqui, ponta de faca. Que entraria pelos olhos rasgando todos os nervos e vasos.Animal fatiado? Chegaria ao estomago. Ácido extremo. O faria regurgitar a saliva alheia que outrora(s) bebeu com a sede dos que há muito não veem fonte fresca. A sede da coca cola do deserto, já quente. A sede da água límpida da fonte. Água logo ao lado,fonte logo ao lado, sim. Mais conveniente não poderia ser. Quer dizer, até poderia. Dos sorrisos familiares, conforto. Da calçada agora, duplamente pisada, subterfúgio. Do portão da despedida, não mais exclusivo. Da varanda, risos. Daqui?Agora? Imensurável dor.A água da fonte que inunda a casa onde morava o amor,chega levando as flores transformando em horrores. Sonhos pesadelos intermináveis. Levam a água dos olhos que não se sabe mais de onde sai. Com a mesma faca, rasgaria cada célula da mão que toca a pele nova que, na mão, já é morta. Pois se o passado me condena. O teu presente é a minha pena de morte.
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segunda-feira, 14 de julho de 2008
domingo, 13 de julho de 2008
Falo de mim.
Me mata aos poucos.
Me distrói o pouco de bom que (ainda) há.
Se não fosse eu
Seria mais fácil de resolver .
Se pelo menos alguém ouvisse um pedido de ajuda
Ou será que o grito está baixo demais?
Em sinal nulo ou submisso
Continua gritando-se pra dentro.
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sábado, 12 de julho de 2008
Equinócio
Passo a noite em claro
nem acordo.
o dia ainda está escuro.
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quinta-feira, 10 de julho de 2008
Outros ares.
Quer respirar outros ares?Vá de ônibus.Há muitos ares por lá.
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segunda-feira, 7 de julho de 2008
(h)à esmo.
Ando por calçadas passadas.
De cal. De poeira.
De cuspe dos mal educados.
De sangue dos mal afortunados.
Ruas calçadas de barro socado.
Ando por ruas de linhas tortas.
Ruas que o fim não vejo.
Ruas que nunca mais andaria. Jurei.
Entro por estacionamentos para passar o tempo.
Dou voltas fingindo a procura de vagas.
Vezes entro, compro um doce.
Se fumasse, compraria um cigarro.
Se não me fizesse sentir mais só:
Cerveja verde. Ou algo com limão.
Vezes dou mais uma volta e sigo por onde entrei.
Eu não tenho nada pra fazer naquele lugar.
Mas quando não tem aonde ir
Qualquer lugar me faz feliz,
O que frequentemente é rotina,
Até o estacionamento do supermercado
É rota final pro meu fim.
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domingo, 6 de julho de 2008
shut up
Há horas que é melhor calar-se e manter-se em silêncio. Os olhos já dizem tudo mesmo.
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13:00
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segunda-feira, 30 de junho de 2008
Aonde estão?
Onde estão os amores perdidos
Onde estão os amores de verão
Se foram embora de ônibus, catraia, jumbo ou bimotor
Sejam as águas do chão ou do céu que os levam
Se vão e levam um pouco de mim,meu amor
Às vezes me levam sem saber
Às vezes eu nem quero ir e vou sem querer
E quando verão que os olhos que dizem oi
Não têm a mesma cor dos olhos que condenam
Quando não tem ninguém vendo?
Às vezes sem eu saber, vou junto
Vão pedaços de mim que eu cato por parcelas
Prestações baratas de alguém que não sabe ao certo quem os leva
Aos poucos quando eu me permito
Chego sem pedir licença
Pego como meu aquilo que realmente o é: eu.*
*s2
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Co (Relação) Promíscua
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Ser ser *
Sinto dizer
Mas não sei
Mais ser (verbo)
Ser (substantivo)
Não sinto que sei assumir
Prefiro Omitir
A Sorrir
Ou inventar felicidade
Camuflada em saudade
Reprimida ou contida
Só (adjetivo)
Só sendo.
*Repostagem de Outubro de 2007
- 2° Lugar no I Prêmio de Literatura Acreana Garibaldi Brasil
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sexta-feira, 27 de junho de 2008
Guarda
Guarda a água
usa a chuva
salva a chuva
usa a água
guarda chuva
guarda o domingo
feriado
guarda dentro
tira do armário
eu enxergo melhor a minha sombra
por que é a única coisa
além do meu umbigo
que posso ver no escuro
com os olhos fechados
espera e fica na tua
guarda um pouco de si
o pouco de bom que se tem
poucos saberão
o quão pouco é
o tão pouco ser
esquece daquele dia no carro
pára de usar roupas verdes
te deixam pálidas
espera amanhecer
pra começar
denovo.
e respiro.
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quarta-feira, 25 de junho de 2008
4:00 am
E agora eu tenho mais uma hora para me atrazar nas aulas, dar desculpas que perdi o ônibus do trabalho e para acordar com o despertador, olhar tudo escuro lá fora e achar que ainda é de madrugada.Não vai deixar de ser.Pelo menos por uma semana.
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sábado, 21 de junho de 2008
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Sobre lobos
Uma noite, um velho índio Cherokee contou ao seu neto sobre a guerra que acontece dentro das pessoas. Ele disse: A batalha é entre dois 'lobos' que vivem dentro de todos nós.
Um é Mau. É a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, mentiras, orgulho falso, superioridade e ego.
O outro é Bom. É alegria, paz, esperança, serenidade, humildade, bondade, benevolência, generosidade, verdade, compaixão e fé. O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô: 'Qual lobo vence?' O velho Cherokee respondeu:
Aquele que você alimenta.
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sábado, 14 de junho de 2008
Prêmio de Literatura Acreana
E eu só vou acreditar mesmo quando eu ver na publicação: 'I Prêmio de Literatura Acreana da Fundação Garibaldi Brasil' o meu poema que foi classificado em 3° lugar.
Ahhhhhhhhhhhhhh!
Parabéns para meus companheiros , Janu (1° lugar em Romance e 2° em Contos), Arthur (1° lugar em Contos) e ao Santiago Cidão que foi classificado, também, na categoria poemas.
Catraieiros, como eu.Fomentadores de cultura, como eu. Estimuladores de cultura, como eu. Engajados em políticas públicas e amantes das artes nas suas mais variadas formas, sejam elas música, jornalismo, fotografia, design e LITERATURA, como eu!
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Kaline Rossi
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quinta-feira, 12 de junho de 2008
terça-feira, 10 de junho de 2008
Para quê?
Pra eu poder brincar com o sol
Pra eu ouvir os sons em ré bemol
Pra eu poder sair por aí
Cantarolando músicas tristes
Pra eu poder brincar com a lua
Que se esconde e se anula
Na janela cor tristeza
Transfusa luz que confunde
A vontade de viver o dia
Pra noite chegar logo
Pra poder deitar
Olhar as frestas do teto
Pros domingos serem mais longos
Pras despedidas menos freqüentes
Pros olhos permanecerem cerrados
Pra nunca acordar de um sonho bom
Sonho bom que perdura na mente
Pra voz reverberante
Acalmar meus ouvidos de forma terna
Que os verbos sejam só os de amor
Pras dores só carinho
Declarações digitadas por aí
Bilhetes coloridos
Letras indecifráveis
Sentimentos apropriados
Exacerbados e exagerados
De alguém que sofre
ao ver o tempo passar
De alguém que sofre
por não conhecer a si mesmo
por não saber se controlar.
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sexta-feira, 6 de junho de 2008
Coisas que merecem ser esquecidas,também.
Já esqueci.
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quinta-feira, 5 de junho de 2008
Coisas que merecem ser esquecidas
Tem coisas que a gente reza pras pessoas não lembrarem, mas sempre tem um filho da puta que faz o favor de lembrar.
Estava eu, chegando ontem no estacionamento de enfermagem da Ufac (estava rolando o projeto Perambulando), friozinho gostoso, bastante gente, ao som de Calango smith e derrepente ouço uma voz:
- E aí CATITA,BELEZA?- berrando
Eu, com o a luz do carro do indivíduo incidindo diretamente em minhas pupilas, impedindo consideravelmente que eu reconhecesse a tal pessoa e a tal voz,gesticulei com as mãos e com a boca algo do tipo:
- Não estou enxergando nada.
Virei e saí.
Posso até ter sido mal educada, mas pooooooorrraa, apelido da época de colégio, mencionado(para não dizer berrado) em público não é nada educado.Principalmente quando não se tem intimidade nenhuma e quando não se vê a pessoa há séculos (5 anos, talvez). E mais, quando não se tem afinidade com a pessoa.
Pensei em mandá-lo tomar no cú, pensei em rir e gritar: ' E aí, monga, como vai a família? Parou de babar? E a cirurgia de fimose, vai bem?' mas não.
Refleti, respirei fundo e me aliviei ao chegar à conclusão que tem gente que não cresce. E apelido de colégio, também, tem gente que não esquece.
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terça-feira, 3 de junho de 2008
Me assiste,me lê,me julga,me lamenta, sente pena e me ri.
Mas me livra...
Me livra...
Me livra...
Que eu me livro.
De mim.
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19:48
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Só pra questão de registro.
Eu não acho mais tão ruim andar de ônibus no horário do almoço. Claro que não é coisa mais gradável do mundo ou aquilo que eu sempre desejei pra minha vida, mas é um fato que eu tenho que aceitar enquanto eu for uma orelha seca que não tem renda e muito menos carro.Pelo menos não tenho que dividir o espaço com galináceas.Galinhas ainda existem. ahnahn (mãozinha)
Têm coisas que agente tem que aceitar pro próprio bem e encarar como forma de amadurecimento.Quem diria que há alguns anos (meses) eu estaria aceitando essas merdas na minha vida?Eu estaria puta, falando mal de Deus e o mundo, bebendo, me drogando e..não, não estaria me prostituíndo.Achando que: quando o mundo vira as costas pra você, você vira as costas para o mundo ( grande Rei Leão). Não não, eu não sou mais assim: isso não me pertence mais, rapaz!Eu continuo reclamando, mas com outro enfoque.Pra abstrair as coisas ruins.
Acredito, mais do que nunca, que as coisas acontecem por um propósito e que, na maioria das vezes, é difícil ver o lado bom das coisas.Mas elas aparecem.Elas chegam.Elas dominam e fazem valer a pena todo o sofrimento,que, ora desnecessário, ora digno, é legítimo.A gente aprende, a gente cresce. Eu por exemplo, cresci uns 10 anos.Sem falsa modéstia.Talvez com um pouco de exagero.Mas é nas dificuldades que encontramos a força pra mudar.
Sei que tudo isso parece ctrl c e ctrl v de livro de auto ajuda mas eu preciso me auto ajudar. Afinal a ajuda tem que vir de nós mesmos. Senão vou acabar me auto fagocitando, praticando autofagismo, canibalismo? Começando pelas unhas.
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domingo, 1 de junho de 2008
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Sorte de hoje: Uma surpresa agradável está à sua espera
péra aí que estou chegando!
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Kaline Rossi
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terça-feira, 27 de maio de 2008
domingo, 25 de maio de 2008
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Juízo.
O difícil não é tê-lo e sim deixá-lo nascer sem chorar de dor.
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Kaline Rossi
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segunda-feira, 19 de maio de 2008
Estoque
Ouço suas músicas como se fossem suas
Eu não me encaixo mais
Vejo em suas mãos respostas pras tuas
Não pras minhas loucuras.
Enxergo nas ruas linhas desnudas
Contínua escuridão embaçada
Estou sem óculos
O rumo para os passos pro meu nada
Foi desviado
Disfarçando a fissura em coisas que não valem
Que são perecíveis com o tempo
Que o espelho não mostra.
Estocando sentimentos bons na gaveta
O amor não é perecível, eu sei.
Ele não dissolve
Ele resolve.
Pra esperar
Pra esperar o tempo
Que parece querer brincar com a minha cara
Que se julga a cura para todo mal
Insiste em não passar
Insiste em não querer ajudar
Afinal, é normal.
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sábado, 17 de maio de 2008
Sobre o positivismo.
Bem, infelizmente meu vocabulário de palavras sujas anda muito restrito.Por um lado é bom, aliás, não é bonito uma mulher ficar falando palavrões todas as horas,.Embora eu fale com bastante frequência.Mas o que me incomoda é que quando eu quero reclamar de alguma coisa,me faltam palavras e as reclamações se concentram em uma só: Puta que pariu.
Estava eu, no meu primeiro dia de trabalho(Tá, não é trabalho, é estágio.Sou a mais nova estagiária da Embrapa.Escraviária na verdade, por que por enquanto não vou ganhar nada, além de experiência, currículo e blá blá blá.Coisas para estimular pobres estudantes como eu a continuar estudando.) e descobri que vou precisar descobrir como fazer meu trabalho.Além de não saber fazer, vou ter que descobrir como faz, e fazer.Minha 'chefe' também não sabe fazer.Puta que pariu.
Depois de providenciar todas as papeladas burocráticas,ganhar meu cracházinho,andar e conhecer meu ambiente de trabalho fui pegar o ônibus para ir embora.A embrapa dispõe de um ônibus exclusivo para os funcionários, por que fica no Km 14 da BR364.É longe e não é brincadeira.Eu pensava, na minha inocência, que o ônibus ia me deixar em casa, visto que era 11:30 am e eu tinha aula na Ufac às 13:30.Feliz, subi ao ônibus e 5 min depois ele parou na BR, ao lado de uma parada de ônibus.Pensei : Puta que pariu.O ônibus te pega em casa, na verdade em um aparada de ônibus mais próxima da sua casa, às 7:00am e te leva de volta às 17:00 pm.Agora eu sei. Puta que pariu.
Calor infernal,gente fedendo, falando alto, galinhas, senhoras,crianças.Uma miscelânea de coisas boas para uma quinta feira ao meio dia e para quem está dentro de um ônibus que demora 1h para chegar à cidade.Puta que pariu.Com vontade de chorar, com fome, extressada eu ficava me repetindo: Puta que pariu, puta que pariu, tem que valer a pena.TEM QUE VALER A PENA!!
E é isso. As coisas são difíceis, a gente sofre, se fode(ainda não me divirto) mas espero de coração que as coisas melhorem pra mim.Afinal não é possível que as coisas ruins aconteçam de graça. Tudo tem um motivo (momento auto-ajuda) e se coisas ruins acontecem agora, boas coisas virão.Um dia.
Alguém, além de mim, acredita nesse papo?
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sexta-feira, 16 de maio de 2008
Vícios
ahhh
essa
moderna
invasão de privacidade
alheia
(e vice-versa)
interneticamente falando
me dá dor de cabeça!
!
!
!
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Kaline Rossi
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terça-feira, 13 de maio de 2008
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Carta Aberta da Coletividade
O Catraia é um coletivo de pessoas de várias áreas do conhecimento que enxergam a cultura como um meio de agregar, estimular, potencializar e realizar mecanismos capazes de escoar, integrar e difundir produções artísticas, educativas e culturais para o benefício da sociedade onde está inserido. Sistematizado como coletivo de dos seus agentes e dos grupos que a fomentam. Faz alguns dias que nós, colaboradores do Coletivo Catraia, vimos transparecer críticas pouco válidas ao andamento desse processo. Algumas dessas críticas partem de pessoas que não tem conhecimento do que realmente é o Catraia e sua coletividade, tampouco de suas verdadeiras intenções. Outras, infelizmente, são feitas por pessoas que já tiveram um forte vínculo conosco e que por esse e único motivo, se acham no direito de deturpar o que viram e, principalmente, o que fizeram enquanto colaboradores do Catraia. Muitas dessas críticas são feitas de forma velada, através de sarcásticos e viperinos comentários, que não constroem, nem sugerem apontamentos relevantes para a melhoria das políticas de cultura comum a todos. Para nós, do Catraia, críticas desqualificadas não são novidade. Mas críticas desqualificadas feitas abertamente, sim.
Ignoram que até quando se pretende ser
parcial e passional, é preciso ser
primeiramente imparcial e racional
Travestindo plataformas de achaque como veículos de informação, alguns costumam alimentar a discórdia e a balbúrdia, através de afirmações sensacionalistas e perniciosas. É absolutamente compreensível que certas pessoas, alheias ao conceito, ao processo e ao trabalho do Catraia, se oponham a ele de maneira veemente por puro preconceito ou ignorância. Também é normal que essas pessoas elaborem seus pensamentos a partir de pré-concepções e argumentos truncados, envoltos nas brumas passionais do criticastro, disfarçando seus anseios escusos com falsas bandeiras de liberdade e igualdade. Essas pessoas ignoram que até quando se pretende ser parcial e passional, é preciso ser primeiramente imparcial e racional, pois nenhuma causa se mantém firme e válida sem o estudo e o conhecimento de seus contrários, sejam eles firmes, válidos ou seus antônimos.
As críticas desqualificadas feitas por essas pessoas, se apoderam das ações do Catraia, dos esforços feitos por seus colaboradores e se constroem com um único objetivo: desestabilizar os passos de quem caminha pela Cultura, através da coletividade e destruir qualquer tentativa de acerto. São críticas que ferem a autonomia e o direito de autodeterminação do Catraia e de seus parceiros, pois abordam de forma ferina e deturpada assuntos comuns a todos ali, muitas vezes ultrapassando as noções da boa convivência e da ética. Acusam o Catraia de ser sectarista e estratificador nas suas ações. Mas esquecem que as nossas portas sempre estiveram abertas, assim como os ouvidos dos que aqui estão. No Catraia somos a favor do debate. Ouvimos o que queremos e o que não queremos. Assim como somos estimulados a falar não só o que queremos, mas o que devemos. Ao contrário do que se afirma erradamente, a verdade do Catraia é feita da soma das verdades das várias pessoas envolvidas em seu processo.
O que chamam de sectarismo, nós no Catraia, e dos vários coletivos parceiros do Circuito Fora do Eixo, chamamos de seleção natural pelo trabalho. O que chamam de estratificação, nós chamamos de criação de métodos e de hierarquização de responsabilidades. O pensamento dentro do Catraia é livre, mas o caminhar é um só. Porém antes de andar, debate-se muito. E é através de debates, conversas e explanações, que chegamos sempre ao denominador comum (o consenso) que possibilita a todos nós colaboradores vislumbrar um presente e um futuro rico em possibilidades. No Catraia,a pluralidade de pessoas e, consequentemente, de idéias, assim como a diversidade de conhecimento e as diferentes realidades de seus integrantes fortalecem o grupo e seu conceito principal: a coletividade em prol da Cultura.
Algumas pessoas põem em xeque o conceito de coletividade do Catraia, acusando-o de ser seletivo. Essa afirmação em partes é verdadeira. O Catraia é coletivo pela cultura e seletivo pelo trabalho. Ironicamente esse tipo de afirmação parte de gente que não tem o costume de suar a camisa no Catraia em prol da cultura tão defendida verborragicamente por eles. E é através do trabalho que se adquire poder de argumentação. O alinhamento conceitual e político do Catraia é voltado para o trabalho. Do músico e sua banda, ao agente cultural e seus objetivos alcançados, tudo é pautado pelo labor. O Catraia é um grupo de pessoas alinhadas ao claro pensamento de que tudo no Acre é feito com um grau a mais de dificuldade. E que por isso mesmo tudo precisa ser feito com mais garra. Sabemos das dificuldades, limitações e anseios do nosso estado. Mas também sabemos de seu potencial. Creditamos e acreditamos nele.
Somos contra o pensamento 'farinha pouca,
meu pirão primeiro' e batalhamos para erradicar
posturas individualistas que atravancam nosso trabalho
Além de estimular as bandas, associadas ou não, através de ações pró-ativas, como o estúdio de ensaio e a assessoria de marketing, imprensa e publicidade, o Catraia busca formas de escoagem de produção, criando mecanismos profissionais para fomentar o trabalho da cena cultural independente de Rio Branco. Com recursos próprios e das parcerias, o Catraia discute e age para que a emancipação desse trabalho aconteça para outros pontos da sociedade e do estado, não se restringido a um pequeno feudo de atuação. Somos contra o pensamento "farinha pouca, meu pirão primeiro” e batalhamos para erradicar posturas individualistas que atravancam a ampliação do nosso trabalho engajado. Entre erros e acertos, nos capacitamos. Permutamos experiências e tecnologias. E estimulamos a participação das pessoas nos diversos campos da cultura. Não detemos fórmulas, nem protocolos, tampouco a verdade absoluta. Mas sabemos onde estamos e pelo o que lutamos. Pelo Catraia, aprende-se errando e erra-se aprendendo.
Embora algumas pessoas tenham optado por criticar os processos metodológicos que vêm sendo implantados internamente no Coletivo Catraia, para nós, catraieiros, nunca nos coube julgar ou condenar os processos utilizados por essas pessoas e seus meios e veículos de informação cultural. Sempre respeitamos e continuaremos a respeitar a dimensão conceitual e de auto-gestão de todos os projetos, veículos ou grupos que trabalhem com cultura, por acreditarmos que a pluralidade se dá com respeito e todo objetivo comum deve ser alcançado de forma coletiva. Também nunca coube ao Catraia analisar ou criticar tecnicamente uma banda. Para o Catraia toda banda, independente de seu estilo, tem importância, que é medida pelo trabalho, relevância e consistência de sua postura no fortalecimento da cena de música independente acreana e brasileira.
Ao invés de colaborar ativamente, alguns preferem fazer parte do Catraia de forma equivocada. De fora, posicionam-se velada e gradativamente contrários aos passos do Catraia pelo simples motivo de não entenderem o processo ou de não fazer parte dele ou por incapacidade ou vontade própria. Sem dúvida é uma forma pouco positiva de colaborar. Compreensível até certo ponto. Confuso a partir deste. Nenhuma dessas pessoas se mostrou interessada em complementar e seguir um método. Nenhuma delas se propôs aproximar-se e contribuir para a melhoria daquilo que considera equivocado. Usando um falso discurso de liberdade, para elas o trabalho depende de como, onde, por quanto e quando quiserem. Muito fácil. Mas assim o mundo não funciona. O que chamam de liberdade, nós chamamos de falta de bom-senso.
O Catraia se preocupa com a qualidade
de seu trabalho, mas leva em conta o oneroso
processo de capacitação de seus envolvidos
Não existe liberdade, quando ela vem com os dois pés no desrespeito. Não existe liberdade quando ela vem no grito, no recalque ou na falta de tato e consideração. Para o Catraia liberdade é um termo de extrema importância. Liberdade se constrói com respeito e trabalho. Trabalho enobrece o espírito. Espírito nobre eleva o corpo. Corpo elevado é liberdade. E é nessa estratégia que o Catraia firma seus passos. Capacita para o trabalho através da concretização da verdadeira liberdade – aquela que termina quando a do próximo começa. Prezando pela boa convivência, confrontamos dificuldades abertamente para evitar conflitos. E trabalhamos. O Catraia se preocupa com a qualidade de seu trabalho, mas leva em conta o oneroso processo de capacitação de seus envolvidos, respeitando as limitações individuais dos mesmos e estimulando avanços.
Para nós, do Catraia, cada um que está ali tem um porque de ali estar. E para cada um há, não só poder de voz, como também poder de ação. Batalhamos pelo entendimento disso, através do aprimoramento dos mecanismos de relacionamentos interpessoais. Repudiamos, interna e externamente, qualquer demonstração de desrespeito, individual ou coletiva, pública ou não. Repudiamos a violência passiva do boato e da fofoca. Assim como também repudiamos a sectarização e a estratificação. Batalhamos pela saúde nas relações, nos debates, nos confrontos e nos enfrentamentos. Acreditamos na pluralidade, na gestão pautada por métodos profissionais e na capacitação das pessoas através da cultura e de sua cadeia produtiva. Buscamos de forma soberana e parcimoniosa, o método ideal que alie trabalho com satisfação, diversão com engajamento social, conhecimento e cultura para todos.
Atenciosamente,
Janu Schwab – Gestor de Marketing e Estratégia, Rodrigo Forneck – Gestor de Produção e Eventos, Saulo Machado – Músico associado e Gestor de Sonorização, Jeronymo Artur – Gestor de Comunicação, Karla Martins – Gestora de Administração e Planejamento, Thays França – Secretária de Relações Institucionais e Colaboradora de Produção e Eventos, Diego Mello – Músico associado e Colaborador de Comunicação, Thalyta França – Sub-coordenadora de Produção, Kaline Rossi – Músico associado e Colaboradora de Produção e Eventos, Ana Helena de Sousa, Colaboradora de Produção e Eventos, Veriana Ribeiro, Colaboradora de Comunicação, Rodrigo Oliveira, Músico associado e Colaborador de Sonorização, Santiago Queiroz – Colaborador de Comunicação, Daniel Zen – Músico associado, Colaborador da Coordenadoria de Ação Política da ABRAFIN e Presidente da Fundação Elias Mansour, Renato Reis – Fotógrafo e Colaborador do Circuito Fora do Eixo, Pablo Capilé, Marielle Ramirez e Lenissa Lenza – Espaço Cubo (Cuiabá), Marcelo Domingues - Demo Sul (Londrina), Pablo Kossa – Fósforo Records (Goiânia), Talles Lopes – Coletivo Goma (Uberlândia).\
Fora do Eixo
Catraia. Coletivo pela Cultura.Seletivo Pelo trabalho
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sábado, 10 de maio de 2008
A Corda
Em meio a um sonho ruim e um despertar forçado me sinto paralizada.Pra levantar.Pra tomar um rumo diferente, ou seja, um rumo.Pra quem não tem de onde partir fica difícil saber aonde se quer chegar.
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Kaline Rossi
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sexta-feira, 9 de maio de 2008
Sobre pássaros.
Ela parecia um pássaro.Tinha o rosto fino, nariz pontudo e lábios que ,juntos, pareciam pêssegos ou talvez figos abertos.Lobados e protuberantes pra frente.Cabelos curtos, ralos na cabeça.Usava sempre batom escuro.Talvez fosse pra chamar a atenção por que ela parecia um pássaro e os pássaros, assim como todos os animais, têm suas estratégias para chamar a atenção.Os humanos também. E ela nem precisava colocar um batom escuro. Já chamava.
Além do rosto, o corpo lembrava também. Esguio, longelínio, fino, quase sem curvas. Para uma mulher ela era bem esquisita. E para um pássaro também.Usava roupas que pareciam não ter a delimitação entre uma peça e outra. Parecia uma vestimenta contínua, embora eu sabia que eram calça centro-peito e blusa de alça fina.Cobria as poucas curvas que tinha, na parte frontal do corpo.Tinha a coluna meio curvada pra frente, uma flor murcha.
Usava uns óculos com armação grossa. Tipo daqueles de acrílico.Preto, vermelho. Já vi vários modelos no nariz que aponta sempre pro infinito.E como era grande.Tinha cara de jornalista.E de pássaro também.Talvez uma lesbianchic.Sapacaxa do agreste. Talvez uma cdf que gostava de assitir animes nos fins de semana e desenhar. É, ela tinha cara de quem gosta de desenhar.Geralmente pessoas estranhas tem estranhas maneiras de se distrair.No caso dela aposto que seria desenhar ou escrever.
Talvez tivesse anorexia.Talvez tivesse o pai magro.Talvez estivesse em um desses regimes malucos.Talvez estivesse treinando pra ser modelo. Não, acho que não.Era muito feia. Parecia um pássaro. E quando estava atravessando a rua, esperando o homenzinho ficar verde, eu pensei: Por que será que ela não sai voando? Eu queria saber voar.
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quinta-feira, 8 de maio de 2008
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Saudade - Pablo Neruda
Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...
Saudade é amar um passado
que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe
o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.
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domingo, 27 de abril de 2008
Start Reverse
Partindo do princípio que todo começo é sempre o fim de algo que é bom(ou de algo ruim),o meu princípio começou e acabou de trás pra frente.
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sexta-feira, 25 de abril de 2008
Dos copos e corpos.
O mundo se fecha
os ouvidos se abrem
os olhos circulam
os miolos se confundem
com o peso da responsabilidade
de ser e aceitar-se só.
Nem tenho dó.
Apenas das minhas rimas
Conhecidamente mal construídas
Que me distróem.
Malditas que me assustam
Vezes durmindo
Vezes acordadas
Corróem nuvens de algodão salgado
Que faz um estrago à vida
Que não precisa ser longa pra ver.
E quando os olhos se fecham
Nas pálpebras o peso de ser
Sem escolhas e nem alternativas
O que já se vê no espelho
De ser aquilo que se nega em voz alta inaudível
Mesmo sabendo que o desejo mais íntimo é
Mergulhar em um mar de Caipiroscas
E só sair em coma.na maca.na cama.pra cama.pra casa
Ir pra casa à pé no escuro
E pular o muro.
Must be the moooon!
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Niente
'Se tudo parece tão vazio
Se tudo parece tão estranhoooooooooô'
Berros do NADA não saem da minha cabeça.
Bom.Bom demás.
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quarta-feira, 23 de abril de 2008
Mão.
Segue o barco
O rio.
A rua.
As linhas que separam as mãos.
Linha tênue do sentir ou não.
Mão única.
Mão dupla.
Mão áspera.
Mão distante.
Mão rejeitada.
Mão molhada de água salgada.
Do mar.
Do rio.
Da rua.
Do meio fio.
Daqui.
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Kaline Rossi
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terça-feira, 22 de abril de 2008
Insônia
O monólogo diálogo ecoa no quarto.
Antes fosse 1/4,mas 1/2 de um só, dá metade do que seria necessário pra me fazer sentir menos azul.
*Insônia.Monólogo diálogo.
Saudades da época de composições compulsivas.
Saudades de tantas coisas.
Saudades também.
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Kaline Rossi
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segunda-feira, 21 de abril de 2008
Lembrando
As vezes ao abrir os olhos eu não quero acordar.Finjo que não vejo a luz cegante nos meus olhos.Sem cortinas ela é atrevida.Entra mesmo.Antes eu me incomodava mas hj não, até gosto.As cortinas se mantém abertas.E quando os olhos abrem completamente eles vêem o que minha mente pensa a todo minuto.É uma recaptulação do dia anterior,da noite, recaptulação do antes.Vezes boas, vezes ruins as lembranças são bem vindas.Contróem coisas boas e distróem as coisas ruins.Acho que as vezes eu só vivo de lembranças.E ruim viver de lembranças só.Sozinhas e sozinha.
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sábado, 19 de abril de 2008
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Cha cha cha changesss
E o frio está indo embora assim como a minha vontade de mudar o mundo.
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Kaline Rossi
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