que vive em um pseudo mundo
que está prestes ao seu pseudo fim
cada vez mais passado
do que presente
mais bicho
do que gente.
Escrúpulos e divagações pétreas
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sou feita
de pedaços mil
que não se encaixam
se sobrepõem
sou feita de cabelos
pêlos mil
tenho testa tomada
por eles
minha cabeça
tomada por pedaços
que se afogam
na massa matiz
meio preta meio branca
meio termo
sou feita de medo
dentro da cabeça
coberta por cabelos
tenho medo do que vejo
e do que não vejo, também.
do que não vejo
procuro e acho
sou feita de anseios
dos quais
não sei quais são
nem mesmo se
um dia terei
além de cabeça
coração.
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É como voar com asas quebradas e dar de cara com um muro. E nem fez barulho. Estranho. Não escorre sangue e nem se sente dor. Dó se sente ao ver vento a quebrar as barreiras do muro, das árvores, desviando por entre pássaros e mosquitos do ar. Passa por um copo de café e leva o calor consigo. passa pelo prato de sopa e pela cerveja do bar. Passa pela janela e acena : - olá.
Segue seguindo. Segue frio, segue ávido, segue feliz, fazendo frio ou calor ao chegar. Vai embora quando bem entende.Não dá satisfação e ainda leva as coisas que lhe bem entender consigo.
- Vento, por favor, me leva!
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Dessa vez sim: 3 dos mil que passaram por suas mãos se foram antes do tempo.
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Pelo reflexo eu vejo o que não é tão certo
Falo coisas que nem eu acredito
Pra me conhecer
Pra me conhecer
Porque duvidar de si?
Mais fácil é acreditar nas outras
Nas outras mentiras
Pra te convencer
Pra te convencer
Eu não quero mais
Eu não quero mais
Eu não quero mais ir
Eu quero ficar aqui
Quero passar por buraquinhos
Peço um cigarro
Só pra vê-lo apagar
Me dá uma cerveja
Mas eu nem gosto
Eu nem gosto
Fecho os olhos pra poder enxergar
Por entre as brechas do olhar
Mas eu nem posso
Mas eu nem posso
Pra te convencer
Pra me conhecer
Pra te conhecer
Pra me convencer
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Declaração descarada na cara mascarada, que quem não vê é por falta de convite, é sacanada. Bons tempos os que eu não me conhecia!
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E chovem pedras no teto.
Chovem pedras na minha cabeça.
Mas que vontade que dá olhar pra cima e ver as pedras caírem.
E chovem pedras com força.
Deixa eu fechar a janela
Antes que tudo aqui umedeça.
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É o reflexo por entre vidros, por entre lentes, por entre mãos. Reflexo de vidas distantes, confusas e convergentes em alguns pontos. Legal é ligar esses pontos e formar um desenho que aos poucos eu vou descobrindo que desenho se forma. Pego na tua mão e conduzo o traço pro outro lado. Pega a borracha apaga o borrão que ficou. Lápis de cor não apaga. Ainda bem que é cor de nada. Cor de animal assustado. Faz a linha. Pega a corda. Amarra e guarda numa caixinha. Aquela na qual tu guarda só as coisas boas. Em cima da caixa, tem um laço verde cana.
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Só aqui a réplica é permitida. É lida, logo imagina-se a voz dizendo. É ouvida, portanto, algum efeito terá. Nem que seja o de sempre. Mas terá. Só aqui a voz não se pausa. Só com ponto. Só aqui o passado não pode ser apagado. Quer dizer, até pode. Mas só aqui.
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-Eu a declaro culpada e sua sentença será de 7 anos de prisão no silêncio da dor. Acompanhada daquela que escorre quente e lentamente. Desta e somente desta.
-O que me sobra?
-Um desejo.
-Desejo morrer e viver denovo.
- Impossível. Ou uma coisa ou outra.
- Desejo morrer pelo menos.
- Morrer mais ou morrer menos?
- Apenas morrer.
- A troco de quê? Morrer dá trabalho.Morrer dói.
- Aposto que não dói mais do que viver. Quando se morre não tem como voltar à vida. A não ser que se vá para o paraíso eterno, lugar que eu duvido muito que iria. É um outro conceito de vida. Mas quando ainda se vive, de mais ou de menos, há possibilidade de se morrer. Várias vezes ou uma vez só.
- E você quer quantas vezes?
- Pelo tanto que tenho morrido, não sei se me restam muitas ainda.
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Você não pode se esconder no invisível por que o mesmo está em toda parte.
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É como se se sentisse, só. Quando o coraçao não sente é por que os olhos não vêem, oras.Prefiro a cegueira à exergar de mais. Prefiro óculos à lentes. Me viro de costas de olhos e ouvidos tampados. Planos para o ano que virá: Ter aulas de Braile.
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há três dias que olho a mesma hora no relógio. em dois dos dias pensei estar parado, o relógio. no terceiro eu só ri. o tempo passa devagar e rápido demais. já são 9hr denovo!
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e-n-q-u-a-n-t-o t-e-m- g-e-n-t-e q-u-e p-e-n-s-a p-r-a f-r-e-n-te
eu
pen
so
pra
bai
xo.
(-----)
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em meio ao movimento constante
de gente e de vento,
falava a língua dos pássaros.
pela língua, oferecia o manjar dos deuses,
um pouco mais aperfeiçoado, diria eu: alterado.
hidrogenada gordura.
cereais crocantes no palito.
os deuses se revirariam em seus túmulos
ao ouvir o piar de um pássaro que vem de tão longe -do sul. vinha do sul- vender tal iguaria.
e vendia muito bem.
Mas me pergunto, será que é pelo piar do pássaro
ou pelo apelo sentimental da palavra amor?
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Aproveitemos os recadinhos e bilhetes vencidos, façamos arte!
Eu ganhei um presente cujo embrulho era feito desses aí.
=)
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E a moça que via o vento que ia e que vinha
folhas dançando acima do chão
pegadas sendo levadas pelo sopro sutil
apagadas no asfalto ardido
de clima árido tropical equatorial ocidental (?)
lia páginas de lingua que só ela entendia
lia dentes novos
sentia o aviso dos céus
e lembrava baixinho:
-Naquele dia chovia, naquele dia chovia.
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Coisa boa é assistir Discovery Channel dia de domingo. Espalhando ramas pelo sofá.
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- Mas você é muito nova pra poesia.
É, pode ser. Ainda não sou alcólatra, não sou divorciada muito menos casada. não tenho problemas com ex mulheres, nem com ex homens. Não tive uma doença grave que me fizesse refletir sobre toda minha vida. Não, não uso drogas. Não cheiro, não injeto. Fumo passivamente como muitos. Nunca perdi alguém muito próximo. Todos os dias morrem pessoas. Nunca tentei me matar de verdade. É que de vez em quando eu me sinto mal. Sabe, eu tinha a sensação que quando eu era pequena as pessoas morriam menos. Tem gente que morre mais de uma vez. Que vai morrendo. E eu, nova pra poesia e pra vida vou vivendo. 21 anos de quê? de que vida? vinte e uns passados que eu nem lembro. vinte e uns quebrados minutos que eu demorei pra pensar no que escrever agora. Vinte anos é muita coisa. Pra quem viveu alguma coisa.E quer saber?acho que a poesia que é nova pra mim.
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Sou a flor que tenta alcançar o céu, que vem o vento e derruba.
sou como um céu tempestuoso.
nuvens negras. raios fulminantes.
sou tantas coisas que as vezes acho que preferiria ser como os outros:"nada".
daria menos trabalho.
das vezes que sou faca afiada nos olhos, sou ouvidos, mãos grossas de afago também.
não são falsos. JURO!
soou de ouvidos abertos. megafones reversos.
palavras atrapalhadas por dicção infantil.
sou língua nos dentes quebrados.
fungo devastador.
sou mancha que gruda na roupa.
sou dor.
sou pernas de um passo,torto, só.
dos rumos que eu gostaria de guiar.
sou amor.
volto pra flor.
lá do topo, quase livre.
com medo de livre ser. nunca mais voltar.
volto em semente.
volto na esperança de germinar o sorriso.
volto com braços e pernas.eu sempre volto.
sou galhos de pernas finas e pêlos a fazer.
sou semente latente esperando pra em ti florecer.
E de galhos abertos tento alcançar o céu. seu.
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15:42
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Eu passo por caminhos antigos
Outrora visitados
Onde era casa
hj é grama
Onde era árvore
hj é muro
Onde era calçada
Hoje é rua
A cada passo
Uma lembrança
A cada metro
Uma saudade
Os lugares vão se modificando
E fica difícil dizer
Que a vida não mudou também
Eu não sou a mesma pessoa que fui
Mas talvez eu continue sendo o que eu sou
Pelo mesmo motivo de ser
Sem mudar a essência
Tudo permanece sendo
O que se foi destinado pra ser
A gente muda o caminho
Muda a cor
Muda os olhos
Mas não se muda aquilo que se é.
Muda as mãos
Muda o sorriso
Mas não muda aquilo que se quer.
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18:41
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21:36
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Sorte de hoje: Você escapará por um triz de um problema sério
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Eu gostaria que o meu inferno astral não fosse aqui, na terra.
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14:58
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........................................
porque ainda há um coração aqui.
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O corpo humano é composto por 70 % de água.
Isso responde as minhas dúvidas sobre de onde sai tanta.
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09:17
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Das dores não acho que a minha é a maior.É só a que tenho.
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Não me olhe com olhos mil. Se procurar um pouco, dentre as brumas e águas, tenho só dois.
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Faço daqui, sim, privada suja para vômitos verbais. Verborragias com o sangue d'alma.
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07:38
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Se pudesse fazia dessas palavras aqui, ponta de faca. Que entraria pelos olhos rasgando todos os nervos e vasos.Animal fatiado? Chegaria ao estomago. Ácido extremo. O faria regurgitar a saliva alheia que outrora(s) bebeu com a sede dos que há muito não veem fonte fresca. A sede da coca cola do deserto, já quente. A sede da água límpida da fonte. Água logo ao lado,fonte logo ao lado, sim. Mais conveniente não poderia ser. Quer dizer, até poderia. Dos sorrisos familiares, conforto. Da calçada agora, duplamente pisada, subterfúgio. Do portão da despedida, não mais exclusivo. Da varanda, risos. Daqui?Agora? Imensurável dor.A água da fonte que inunda a casa onde morava o amor,chega levando as flores transformando em horrores. Sonhos pesadelos intermináveis. Levam a água dos olhos que não se sabe mais de onde sai. Com a mesma faca, rasgaria cada célula da mão que toca a pele nova que, na mão, já é morta. Pois se o passado me condena. O teu presente é a minha pena de morte.
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07:33
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21:25
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Passo a noite em claro
nem acordo.
o dia ainda está escuro.
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Quer respirar outros ares?Vá de ônibus.Há muitos ares por lá.
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Ando por calçadas passadas.
De cal. De poeira.
De cuspe dos mal educados.
De sangue dos mal afortunados.
Ruas calçadas de barro socado.
Ando por ruas de linhas tortas.
Ruas que o fim não vejo.
Ruas que nunca mais andaria. Jurei.
Entro por estacionamentos para passar o tempo.
Dou voltas fingindo a procura de vagas.
Vezes entro, compro um doce.
Se fumasse, compraria um cigarro.
Se não me fizesse sentir mais só:
Cerveja verde. Ou algo com limão.
Vezes dou mais uma volta e sigo por onde entrei.
Eu não tenho nada pra fazer naquele lugar.
Mas quando não tem aonde ir
Qualquer lugar me faz feliz,
O que frequentemente é rotina,
Até o estacionamento do supermercado
É rota final pro meu fim.
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19:45
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Há horas que é melhor calar-se e manter-se em silêncio. Os olhos já dizem tudo mesmo.
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Kaline Rossi
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13:00
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Onde estão os amores perdidos
Onde estão os amores de verão
Se foram embora de ônibus, catraia, jumbo ou bimotor
Sejam as águas do chão ou do céu que os levam
Se vão e levam um pouco de mim,meu amor
Às vezes me levam sem saber
Às vezes eu nem quero ir e vou sem querer
E quando verão que os olhos que dizem oi
Não têm a mesma cor dos olhos que condenam
Quando não tem ninguém vendo?
Às vezes sem eu saber, vou junto
Vão pedaços de mim que eu cato por parcelas
Prestações baratas de alguém que não sabe ao certo quem os leva
Aos poucos quando eu me permito
Chego sem pedir licença
Pego como meu aquilo que realmente o é: eu.*
*s2
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Kaline Rossi
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Kaline Rossi
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09:20
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Sinto dizer
Mas não sei
Mais ser (verbo)
Ser (substantivo)
Não sinto que sei assumir
Prefiro Omitir
A Sorrir
Ou inventar felicidade
Camuflada em saudade
Reprimida ou contida
Só (adjetivo)
Só sendo.
*Repostagem de Outubro de 2007
- 2° Lugar no I Prêmio de Literatura Acreana Garibaldi Brasil
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06:54
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Guarda a água
usa a chuva
salva a chuva
usa a água
guarda chuva
guarda o domingo
feriado
guarda dentro
tira do armário
eu enxergo melhor a minha sombra
por que é a única coisa
além do meu umbigo
que posso ver no escuro
com os olhos fechados
espera e fica na tua
guarda um pouco de si
o pouco de bom que se tem
poucos saberão
o quão pouco é
o tão pouco ser
esquece daquele dia no carro
pára de usar roupas verdes
te deixam pálidas
espera amanhecer
pra começar
denovo.
e respiro.
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Kaline Rossi
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17:49
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E agora eu tenho mais uma hora para me atrazar nas aulas, dar desculpas que perdi o ônibus do trabalho e para acordar com o despertador, olhar tudo escuro lá fora e achar que ainda é de madrugada.Não vai deixar de ser.Pelo menos por uma semana.
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06:36
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Uma noite, um velho índio Cherokee contou ao seu neto sobre a guerra que acontece dentro das pessoas. Ele disse: A batalha é entre dois 'lobos' que vivem dentro de todos nós.
Um é Mau. É a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, mentiras, orgulho falso, superioridade e ego.
O outro é Bom. É alegria, paz, esperança, serenidade, humildade, bondade, benevolência, generosidade, verdade, compaixão e fé. O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô: 'Qual lobo vence?' O velho Cherokee respondeu:
Aquele que você alimenta.
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Kaline Rossi
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06:39
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E eu só vou acreditar mesmo quando eu ver na publicação: 'I Prêmio de Literatura Acreana da Fundação Garibaldi Brasil' o meu poema que foi classificado em 3° lugar.
Ahhhhhhhhhhhhhh!
Parabéns para meus companheiros , Janu (1° lugar em Romance e 2° em Contos), Arthur (1° lugar em Contos) e ao Santiago Cidão que foi classificado, também, na categoria poemas.
Catraieiros, como eu.Fomentadores de cultura, como eu. Estimuladores de cultura, como eu. Engajados em políticas públicas e amantes das artes nas suas mais variadas formas, sejam elas música, jornalismo, fotografia, design e LITERATURA, como eu!
Visite
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Kaline Rossi
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18:58
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Pra eu poder brincar com o sol
Pra eu ouvir os sons em ré bemol
Pra eu poder sair por aí
Cantarolando músicas tristes
Pra eu poder brincar com a lua
Que se esconde e se anula
Na janela cor tristeza
Transfusa luz que confunde
A vontade de viver o dia
Pra noite chegar logo
Pra poder deitar
Olhar as frestas do teto
Pros domingos serem mais longos
Pras despedidas menos freqüentes
Pros olhos permanecerem cerrados
Pra nunca acordar de um sonho bom
Sonho bom que perdura na mente
Pra voz reverberante
Acalmar meus ouvidos de forma terna
Que os verbos sejam só os de amor
Pras dores só carinho
Declarações digitadas por aí
Bilhetes coloridos
Letras indecifráveis
Sentimentos apropriados
Exacerbados e exagerados
De alguém que sofre
ao ver o tempo passar
De alguém que sofre
por não conhecer a si mesmo
por não saber se controlar.
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18:42
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Já esqueci.
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Kaline Rossi
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05:06
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Tem coisas que a gente reza pras pessoas não lembrarem, mas sempre tem um filho da puta que faz o favor de lembrar.
Estava eu, chegando ontem no estacionamento de enfermagem da Ufac (estava rolando o projeto Perambulando), friozinho gostoso, bastante gente, ao som de Calango smith e derrepente ouço uma voz:
- E aí CATITA,BELEZA?- berrando
Eu, com o a luz do carro do indivíduo incidindo diretamente em minhas pupilas, impedindo consideravelmente que eu reconhecesse a tal pessoa e a tal voz,gesticulei com as mãos e com a boca algo do tipo:
- Não estou enxergando nada.
Virei e saí.
Posso até ter sido mal educada, mas pooooooorrraa, apelido da época de colégio, mencionado(para não dizer berrado) em público não é nada educado.Principalmente quando não se tem intimidade nenhuma e quando não se vê a pessoa há séculos (5 anos, talvez). E mais, quando não se tem afinidade com a pessoa.
Pensei em mandá-lo tomar no cú, pensei em rir e gritar: ' E aí, monga, como vai a família? Parou de babar? E a cirurgia de fimose, vai bem?' mas não.
Refleti, respirei fundo e me aliviei ao chegar à conclusão que tem gente que não cresce. E apelido de colégio, também, tem gente que não esquece.
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Kaline Rossi
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08:56
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Me assiste,me lê,me julga,me lamenta, sente pena e me ri.
Mas me livra...
Me livra...
Me livra...
Que eu me livro.
De mim.
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Kaline Rossi
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19:48
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Eu não acho mais tão ruim andar de ônibus no horário do almoço. Claro que não é coisa mais gradável do mundo ou aquilo que eu sempre desejei pra minha vida, mas é um fato que eu tenho que aceitar enquanto eu for uma orelha seca que não tem renda e muito menos carro.Pelo menos não tenho que dividir o espaço com galináceas.Galinhas ainda existem. ahnahn (mãozinha)
Têm coisas que agente tem que aceitar pro próprio bem e encarar como forma de amadurecimento.Quem diria que há alguns anos (meses) eu estaria aceitando essas merdas na minha vida?Eu estaria puta, falando mal de Deus e o mundo, bebendo, me drogando e..não, não estaria me prostituíndo.Achando que: quando o mundo vira as costas pra você, você vira as costas para o mundo ( grande Rei Leão). Não não, eu não sou mais assim: isso não me pertence mais, rapaz!Eu continuo reclamando, mas com outro enfoque.Pra abstrair as coisas ruins.
Acredito, mais do que nunca, que as coisas acontecem por um propósito e que, na maioria das vezes, é difícil ver o lado bom das coisas.Mas elas aparecem.Elas chegam.Elas dominam e fazem valer a pena todo o sofrimento,que, ora desnecessário, ora digno, é legítimo.A gente aprende, a gente cresce. Eu por exemplo, cresci uns 10 anos.Sem falsa modéstia.Talvez com um pouco de exagero.Mas é nas dificuldades que encontramos a força pra mudar.
Sei que tudo isso parece ctrl c e ctrl v de livro de auto ajuda mas eu preciso me auto ajudar. Afinal a ajuda tem que vir de nós mesmos. Senão vou acabar me auto fagocitando, praticando autofagismo, canibalismo? Começando pelas unhas.
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Kaline Rossi
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06:54
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Sorte de hoje: Uma surpresa agradável está à sua espera
péra aí que estou chegando!
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Kaline Rossi
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17:09
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O difícil não é tê-lo e sim deixá-lo nascer sem chorar de dor.
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Kaline Rossi
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16:46
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Ouço suas músicas como se fossem suas
Eu não me encaixo mais
Vejo em suas mãos respostas pras tuas
Não pras minhas loucuras.
Enxergo nas ruas linhas desnudas
Contínua escuridão embaçada
Estou sem óculos
O rumo para os passos pro meu nada
Foi desviado
Disfarçando a fissura em coisas que não valem
Que são perecíveis com o tempo
Que o espelho não mostra.
Estocando sentimentos bons na gaveta
O amor não é perecível, eu sei.
Ele não dissolve
Ele resolve.
Pra esperar
Pra esperar o tempo
Que parece querer brincar com a minha cara
Que se julga a cura para todo mal
Insiste em não passar
Insiste em não querer ajudar
Afinal, é normal.
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Kaline Rossi
às
17:26
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Bem, infelizmente meu vocabulário de palavras sujas anda muito restrito.Por um lado é bom, aliás, não é bonito uma mulher ficar falando palavrões todas as horas,.Embora eu fale com bastante frequência.Mas o que me incomoda é que quando eu quero reclamar de alguma coisa,me faltam palavras e as reclamações se concentram em uma só: Puta que pariu.
Estava eu, no meu primeiro dia de trabalho(Tá, não é trabalho, é estágio.Sou a mais nova estagiária da Embrapa.Escraviária na verdade, por que por enquanto não vou ganhar nada, além de experiência, currículo e blá blá blá.Coisas para estimular pobres estudantes como eu a continuar estudando.) e descobri que vou precisar descobrir como fazer meu trabalho.Além de não saber fazer, vou ter que descobrir como faz, e fazer.Minha 'chefe' também não sabe fazer.Puta que pariu.
Depois de providenciar todas as papeladas burocráticas,ganhar meu cracházinho,andar e conhecer meu ambiente de trabalho fui pegar o ônibus para ir embora.A embrapa dispõe de um ônibus exclusivo para os funcionários, por que fica no Km 14 da BR364.É longe e não é brincadeira.Eu pensava, na minha inocência, que o ônibus ia me deixar em casa, visto que era 11:30 am e eu tinha aula na Ufac às 13:30.Feliz, subi ao ônibus e 5 min depois ele parou na BR, ao lado de uma parada de ônibus.Pensei : Puta que pariu.O ônibus te pega em casa, na verdade em um aparada de ônibus mais próxima da sua casa, às 7:00am e te leva de volta às 17:00 pm.Agora eu sei. Puta que pariu.
Calor infernal,gente fedendo, falando alto, galinhas, senhoras,crianças.Uma miscelânea de coisas boas para uma quinta feira ao meio dia e para quem está dentro de um ônibus que demora 1h para chegar à cidade.Puta que pariu.Com vontade de chorar, com fome, extressada eu ficava me repetindo: Puta que pariu, puta que pariu, tem que valer a pena.TEM QUE VALER A PENA!!
E é isso. As coisas são difíceis, a gente sofre, se fode(ainda não me divirto) mas espero de coração que as coisas melhorem pra mim.Afinal não é possível que as coisas ruins aconteçam de graça. Tudo tem um motivo (momento auto-ajuda) e se coisas ruins acontecem agora, boas coisas virão.Um dia.
Alguém, além de mim, acredita nesse papo?
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Kaline Rossi
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06:10
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ahhh
essa
moderna
invasão de privacidade
alheia
(e vice-versa)
interneticamente falando
me dá dor de cabeça!
!
!
!
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Kaline Rossi
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05:36
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O Catraia é um coletivo de pessoas de várias áreas do conhecimento que enxergam a cultura como um meio de agregar, estimular, potencializar e realizar mecanismos capazes de escoar, integrar e difundir produções artísticas, educativas e culturais para o benefício da sociedade onde está inserido. Sistematizado como coletivo de dos seus agentes e dos grupos que a fomentam. Faz alguns dias que nós, colaboradores do Coletivo Catraia, vimos transparecer críticas pouco válidas ao andamento desse processo. Algumas dessas críticas partem de pessoas que não tem conhecimento do que realmente é o Catraia e sua coletividade, tampouco de suas verdadeiras intenções. Outras, infelizmente, são feitas por pessoas que já tiveram um forte vínculo conosco e que por esse e único motivo, se acham no direito de deturpar o que viram e, principalmente, o que fizeram enquanto colaboradores do Catraia. Muitas dessas críticas são feitas de forma velada, através de sarcásticos e viperinos comentários, que não constroem, nem sugerem apontamentos relevantes para a melhoria das políticas de cultura comum a todos. Para nós, do Catraia, críticas desqualificadas não são novidade. Mas críticas desqualificadas feitas abertamente, sim.
Ignoram que até quando se pretende ser
parcial e passional, é preciso ser
primeiramente imparcial e racional
Somos contra o pensamento 'farinha pouca,
meu pirão primeiro' e batalhamos para erradicar
posturas individualistas que atravancam nosso trabalho
O Catraia se preocupa com a qualidade
de seu trabalho, mas leva em conta o oneroso
processo de capacitação de seus envolvidos
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Kaline Rossi
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17:22
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Em meio a um sonho ruim e um despertar forçado me sinto paralizada.Pra levantar.Pra tomar um rumo diferente, ou seja, um rumo.Pra quem não tem de onde partir fica difícil saber aonde se quer chegar.
Postado por
Kaline Rossi
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11:02
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Ela parecia um pássaro.Tinha o rosto fino, nariz pontudo e lábios que ,juntos, pareciam pêssegos ou talvez figos abertos.Lobados e protuberantes pra frente.Cabelos curtos, ralos na cabeça.Usava sempre batom escuro.Talvez fosse pra chamar a atenção por que ela parecia um pássaro e os pássaros, assim como todos os animais, têm suas estratégias para chamar a atenção.Os humanos também. E ela nem precisava colocar um batom escuro. Já chamava.
Além do rosto, o corpo lembrava também. Esguio, longelínio, fino, quase sem curvas. Para uma mulher ela era bem esquisita. E para um pássaro também.Usava roupas que pareciam não ter a delimitação entre uma peça e outra. Parecia uma vestimenta contínua, embora eu sabia que eram calça centro-peito e blusa de alça fina.Cobria as poucas curvas que tinha, na parte frontal do corpo.Tinha a coluna meio curvada pra frente, uma flor murcha.
Usava uns óculos com armação grossa. Tipo daqueles de acrílico.Preto, vermelho. Já vi vários modelos no nariz que aponta sempre pro infinito.E como era grande.Tinha cara de jornalista.E de pássaro também.Talvez uma lesbianchic.Sapacaxa do agreste. Talvez uma cdf que gostava de assitir animes nos fins de semana e desenhar. É, ela tinha cara de quem gosta de desenhar.Geralmente pessoas estranhas tem estranhas maneiras de se distrair.No caso dela aposto que seria desenhar ou escrever.
Talvez tivesse anorexia.Talvez tivesse o pai magro.Talvez estivesse em um desses regimes malucos.Talvez estivesse treinando pra ser modelo. Não, acho que não.Era muito feia. Parecia um pássaro. E quando estava atravessando a rua, esperando o homenzinho ficar verde, eu pensei: Por que será que ela não sai voando? Eu queria saber voar.
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Kaline Rossi
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18:11
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Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...
Saudade é amar um passado
que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe
o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.
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Kaline Rossi
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09:03
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Partindo do princípio que todo começo é sempre o fim de algo que é bom(ou de algo ruim),o meu princípio começou e acabou de trás pra frente.
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Kaline Rossi
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19:51
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O mundo se fecha
os ouvidos se abrem
os olhos circulam
os miolos se confundem
com o peso da responsabilidade
de ser e aceitar-se só.
Nem tenho dó.
Apenas das minhas rimas
Conhecidamente mal construídas
Que me distróem.
Malditas que me assustam
Vezes durmindo
Vezes acordadas
Corróem nuvens de algodão salgado
Que faz um estrago à vida
Que não precisa ser longa pra ver.
E quando os olhos se fecham
Nas pálpebras o peso de ser
Sem escolhas e nem alternativas
O que já se vê no espelho
De ser aquilo que se nega em voz alta inaudível
Mesmo sabendo que o desejo mais íntimo é
Mergulhar em um mar de Caipiroscas
E só sair em coma.na maca.na cama.pra cama.pra casa
Ir pra casa à pé no escuro
E pular o muro.
Must be the moooon!
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Kaline Rossi
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21:57
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'Se tudo parece tão vazio
Se tudo parece tão estranhoooooooooô'
Berros do NADA não saem da minha cabeça.
Bom.Bom demás.
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Kaline Rossi
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21:52
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Segue o barco
O rio.
A rua.
As linhas que separam as mãos.
Linha tênue do sentir ou não.
Mão única.
Mão dupla.
Mão áspera.
Mão distante.
Mão rejeitada.
Mão molhada de água salgada.
Do mar.
Do rio.
Da rua.
Do meio fio.
Daqui.
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Kaline Rossi
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18:12
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O monólogo diálogo ecoa no quarto.
Antes fosse 1/4,mas 1/2 de um só, dá metade do que seria necessário pra me fazer sentir menos azul.
*Insônia.Monólogo diálogo.
Saudades da época de composições compulsivas.
Saudades de tantas coisas.
Saudades também.
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Kaline Rossi
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21:55
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As vezes ao abrir os olhos eu não quero acordar.Finjo que não vejo a luz cegante nos meus olhos.Sem cortinas ela é atrevida.Entra mesmo.Antes eu me incomodava mas hj não, até gosto.As cortinas se mantém abertas.E quando os olhos abrem completamente eles vêem o que minha mente pensa a todo minuto.É uma recaptulação do dia anterior,da noite, recaptulação do antes.Vezes boas, vezes ruins as lembranças são bem vindas.Contróem coisas boas e distróem as coisas ruins.Acho que as vezes eu só vivo de lembranças.E ruim viver de lembranças só.Sozinhas e sozinha.
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Kaline Rossi
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08:31
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E o frio está indo embora assim como a minha vontade de mudar o mundo.
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Kaline Rossi
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09:47
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Outro atrazo meu(ou talvez não)é o The Gossip.A vocalista uma fofa - literalmente - super estilosa foi eleita uma das mais pessoas mais Cools do momento juntamente com Luisa Loverfoxxx e Thom York. Além de não negar sua preferência por mulheres,usa roupas extremamente chamativas e descoladas.Ela não está nem aí pro seu peso.
E precisa?Com uma banda fazendo um rockzinho modernoso,a performace de Beth Ditto(a vocalista)com sua voz meio soul é eletrizante.Muito além das divas de corpo,cabelo e maquilagem impecáveis.Beth e Amy winehouse estão no meu top.Podem não ter o comportamento ou a aparência 'normais' mas sabem fazer shows e músicas boas demais.
Standing In The Way Of Control- The Gossip
Versão da Música Standing In The Way Of Control pelo Soulwax.
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Kaline Rossi
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09:13
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Todos sabem que alguns vícios quando são deixados de lado,são substituidos por outros.Vício ou não,durante 3 noites tenho comido melão pela madrugada.Melão,dos amarelinhos, nem tão doces, mas gelados.
Saibam vocês que o melão não é uma fruta calórica, pois 100 gramas dela contém apenas 30 calorias.É rico em vitaminas A, C e do complexo B.É também uma excelente fonte de sais minerais como, por exemplo, ferro, cálcio e fósforo.
E daí?E daí nada.
Larguem as drogas,deixem seus vícios de lado e viciemo-nos em melão!
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Kaline Rossi
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21:35
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Kaline Rossi
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09:24
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Curta brasileiro com direção de Clarice Falcão, Célio Jr. e Juan Manuel, "Dois Menos Dois" trata de romance em um banco de parque. A trilha sonora é a música "Sprout and the Bean", de Joanna Newsom.
Fofo,não?
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Kaline Rossi
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22:24
Escreve-se apenas pelo prazer de escrever e ser lido por olhos anônimos.Olhos que de anônimos passam à protagonistas de facetas impiedosas da fala escrita.
Repetente?
Recorrente.Inquietude.
Devaneios egoístas?
Quimeras solitárias.
Repentinas.Verspetinas.
Das de sol quente na janela e nas costas.Vezes nuas,vezes vestidas,costas essas que sofrem o peso dos ombros curvos e colo torto.
Ignorância?Investimento intelectual à longo prazo.
Dos vinte.Dos vinte e poucos.Dos trinta.
Arrogância?Fragilidade.Escudo de mentira.A arma dos fracos sem espadas e nem lanças.Me lança teus ataques.Absorvo com o orgulho.Esse também, falso.De fato.
Imaturidade?Ingenuidade do ser algo que não se vê que se é.Ou mesmo do não ser.
Espera aí.Espreme mais um pouco,que coisa boa sai.
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Kaline Rossi
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20:21
Quando adestramos a nossa consciência, ela beija-nos ao mesmo tempo que nos morde.
Nietzsche
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Kaline Rossi
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18:20
Por baixo dos panos
Meu pano de fundo é totalmente rasgado.
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Kaline Rossi
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08:19
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