Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...
Saudade é amar um passado
que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe
o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Saudade - Pablo Neruda
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domingo, 27 de abril de 2008
Start Reverse
Partindo do princípio que todo começo é sempre o fim de algo que é bom(ou de algo ruim),o meu princípio começou e acabou de trás pra frente.
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sexta-feira, 25 de abril de 2008
Dos copos e corpos.
O mundo se fecha
os ouvidos se abrem
os olhos circulam
os miolos se confundem
com o peso da responsabilidade
de ser e aceitar-se só.
Nem tenho dó.
Apenas das minhas rimas
Conhecidamente mal construídas
Que me distróem.
Malditas que me assustam
Vezes durmindo
Vezes acordadas
Corróem nuvens de algodão salgado
Que faz um estrago à vida
Que não precisa ser longa pra ver.
E quando os olhos se fecham
Nas pálpebras o peso de ser
Sem escolhas e nem alternativas
O que já se vê no espelho
De ser aquilo que se nega em voz alta inaudível
Mesmo sabendo que o desejo mais íntimo é
Mergulhar em um mar de Caipiroscas
E só sair em coma.na maca.na cama.pra cama.pra casa
Ir pra casa à pé no escuro
E pular o muro.
Must be the moooon!
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Kaline Rossi
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Niente
'Se tudo parece tão vazio
Se tudo parece tão estranhoooooooooô'
Berros do NADA não saem da minha cabeça.
Bom.Bom demás.
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Kaline Rossi
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quarta-feira, 23 de abril de 2008
Mão.
Segue o barco
O rio.
A rua.
As linhas que separam as mãos.
Linha tênue do sentir ou não.
Mão única.
Mão dupla.
Mão áspera.
Mão distante.
Mão rejeitada.
Mão molhada de água salgada.
Do mar.
Do rio.
Da rua.
Do meio fio.
Daqui.
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terça-feira, 22 de abril de 2008
Insônia
O monólogo diálogo ecoa no quarto.
Antes fosse 1/4,mas 1/2 de um só, dá metade do que seria necessário pra me fazer sentir menos azul.
*Insônia.Monólogo diálogo.
Saudades da época de composições compulsivas.
Saudades de tantas coisas.
Saudades também.
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21:55
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segunda-feira, 21 de abril de 2008
Lembrando
As vezes ao abrir os olhos eu não quero acordar.Finjo que não vejo a luz cegante nos meus olhos.Sem cortinas ela é atrevida.Entra mesmo.Antes eu me incomodava mas hj não, até gosto.As cortinas se mantém abertas.E quando os olhos abrem completamente eles vêem o que minha mente pensa a todo minuto.É uma recaptulação do dia anterior,da noite, recaptulação do antes.Vezes boas, vezes ruins as lembranças são bem vindas.Contróem coisas boas e distróem as coisas ruins.Acho que as vezes eu só vivo de lembranças.E ruim viver de lembranças só.Sozinhas e sozinha.
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sábado, 19 de abril de 2008
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Cha cha cha changesss
E o frio está indo embora assim como a minha vontade de mudar o mundo.
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09:47
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quarta-feira, 16 de abril de 2008
E não é fofoca.


Outro atrazo meu(ou talvez não)é o The Gossip.A vocalista uma fofa - literalmente - super estilosa foi eleita uma das mais pessoas mais Cools do momento juntamente com Luisa Loverfoxxx e Thom York. Além de não negar sua preferência por mulheres,usa roupas extremamente chamativas e descoladas.Ela não está nem aí pro seu peso.
E precisa?Com uma banda fazendo um rockzinho modernoso,a performace de Beth Ditto(a vocalista)com sua voz meio soul é eletrizante.Muito além das divas de corpo,cabelo e maquilagem impecáveis.Beth e Amy winehouse estão no meu top.Podem não ter o comportamento ou a aparência 'normais' mas sabem fazer shows e músicas boas demais.
Standing In The Way Of Control- The Gossip
Versão da Música Standing In The Way Of Control pelo Soulwax.
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terça-feira, 15 de abril de 2008
Vícios.

Todos sabem que alguns vícios quando são deixados de lado,são substituidos por outros.Vício ou não,durante 3 noites tenho comido melão pela madrugada.Melão,dos amarelinhos, nem tão doces, mas gelados.
Saibam vocês que o melão não é uma fruta calórica, pois 100 gramas dela contém apenas 30 calorias.É rico em vitaminas A, C e do complexo B.É também uma excelente fonte de sais minerais como, por exemplo, ferro, cálcio e fósforo.
E daí?E daí nada.
Larguem as drogas,deixem seus vícios de lado e viciemo-nos em melão!
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21:35
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Velhas novidades.
Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.
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segunda-feira, 14 de abril de 2008
Should we go outside?
Curta brasileiro com direção de Clarice Falcão, Célio Jr. e Juan Manuel, "Dois Menos Dois" trata de romance em um banco de parque. A trilha sonora é a música "Sprout and the Bean", de Joanna Newsom.
Fofo,não?
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22:24
Espreme que sai.
Escreve-se apenas pelo prazer de escrever e ser lido por olhos anônimos.Olhos que de anônimos passam à protagonistas de facetas impiedosas da fala escrita.
Repetente?
Recorrente.Inquietude.
Devaneios egoístas?
Quimeras solitárias.
Repentinas.Verspetinas.
Das de sol quente na janela e nas costas.Vezes nuas,vezes vestidas,costas essas que sofrem o peso dos ombros curvos e colo torto.
Ignorância?Investimento intelectual à longo prazo.
Dos vinte.Dos vinte e poucos.Dos trinta.
Arrogância?Fragilidade.Escudo de mentira.A arma dos fracos sem espadas e nem lanças.Me lança teus ataques.Absorvo com o orgulho.Esse também, falso.De fato.
Imaturidade?Ingenuidade do ser algo que não se vê que se é.Ou mesmo do não ser.
Espera aí.Espreme mais um pouco,que coisa boa sai.
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20:21
Quando adestramos a nossa consciência, ela beija-nos ao mesmo tempo que nos morde.
Nietzsche
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Pano
Por baixo dos panos
Meu pano de fundo é totalmente rasgado.
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sábado, 12 de abril de 2008
Zoom
Eu queria ter uma lente de aumento pra olhar os olhos das pessoas e enxergar além do sorriso da face.Passando por cáries e saliva pra ouvir com os olhos o que se passa no coração.
Ouvir com os olhos é ler com a imaginação,personificando cada interjeição em expressão facial e tom de voz familiar.
Eu queria encontrar pessoas com coragem pra me deixar olhar e retribuir meu olhar nos olhos com os olhos, pode ser.Retribuir com sorrisos, pode ser.Retribuir com uma mão.Com um banco macio pra sentar, pode ser.Retribuir com verdades,tem que ser.
Eu queria que a comunicação outrora transmitida pelo vento e captada pelos olhos,substituisse a de hoje,comunicação verbal não oral.Escrita.Injusta.
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Escravos de jó
-Você vai ter que morrer pra eu parar de sorrir.
Ou você vai ter que sorrir pra eu parar de morrer?
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Sem.
E tudo parecia fazer sentido.As formigas seguiam os rastros deixados por outras delas,o vento fazia curva,fazia reta.Fazia calor.Os pássaros pareciam estar meio engasgados,um canto afogado de água.Mas mesmo assim tudo parecia fazer sentido quando a vontade de ir à janela observar o movimento do nada se desfez em uma colher de chocolate self-maid.
E até mesmo o calor refrescado pela chuva parecia fazer sentido quando olhei pro chão e a água já estava sobre meus pés.As coisas simples fazem sentido.De vez em quando,só.
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Ponto e vírgula.
Fala-se de vida em morte.
De morte em vida;
De morte e vida;
De vida mal vista;
Vida mal vivida;
Vida póstuma;
Morte prematura;
Vida torta;
Morte direita;
Vida tonta;
Vida direta.;
Morte de conduta.
E eu fico pensando e me cobrando mesmo,quando eu vou começar a viver a minha vida decentemente,sem ter que me preocupar com o que eu deveria ter feito por uns, pra uns e me arrepender por uns, por mim e por todos.Eu não desisto e nem canso de levar porrada na cabeça.Um dia aprendo.Hei de aprender que todas essas coisas só dependem de mim (nós mesmos) pra que sejam mudadas.Clichezão clássico e totalmente aplicável.
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quinta-feira, 10 de abril de 2008
Auto-(im)própria-importância
Eu me acho importante.
Tenho que me achar.
Senão, quem acha?
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segunda-feira, 7 de abril de 2008
sábado, 5 de abril de 2008
Carta Aberta.
O Dia que eu Criei Coragem para dar Novos Passos.
Nas últimas duas semanas além de lidar com a possível ruptura de um sonho, tive que desprender energia para lidar, também, com comentários tortos e maldosos que envolviam a minha banda. Comentários do tipo: “A banda vai acabar”, “Não são mais amigos”, “Elas brigaram”, “A culpa é do namorado” e outros que iam além do bom senso. Por enquanto é somente nessas horas de discórdia e fofoca que eu sinto como é ser famoso. E por esse motivo, mas não unicamente por ele, resolvi escrever esse texto.
Durante quase dois anos e meio, eu e os outros integrantes da Blush Azul nos esforçamos para unir sonhos, anseios e temperamentos diferentes em um projeto em comum: a nossa banda. Nesses dois anos ajudamos e fomos ajudados a fortalecer a cena independente musical de Rio Branco e do Acre. Compomos e gravamos. Tocamos aqui e Brasil a fora. Ouvimos e fomos ouvidos. Vimos e fomos vistos. E foi lindo.
Mas assim como todo rio amazônico modifica seu curso conforme a necessidade do meio, a Blush Azul, sendo uma banda amazônica, teve que modificar seu curso também. Nossa baixista e amiga Giselle Lucena foi levada a direcionar para outros rumos seus passos. Por motivos unicamente pessoais e que dizem respeito somente a ela, Giselle não faz mais parte da Blush Azul. Mas sempre será uma de nós, tanto pela sua colaboração artística com seus versos inteligentes e com sua presença de espírito, assim como pela nossa amizade, que não está exclusivamente ligada à banda.
Ao contrário do que foi dito pelas más e longas línguas, não houve nenhum desentendimento que tenha levado ao rompimento. Nem por parte dos integrantes da Blush Azul, nem por parte dos gestores e colaboradores do Coletivo Catraia. Como afirmei anteriormente, a saída da Giselle se deu por motivos pessoais. Cabe a ela responder por eles. Na quinta-feira fomos chamados pelos gestores do Coletivo Catraia para uma conversa, onde tivemos oportunidade de expor nossos anseios, esclarecer nossas dúvidas e nos fortalecer como artistas. Muito mais do que desentendimentos, existe um forte desejo por parte de muitos de que a coisa funcione. E ela irá funcionar. (No que depender de mim).
A Blush Azul pretende continuar trabalhando e seguindo com a parceria do Coletivo Catraia, parceria essa, que vem sendo estimulante (eu acredito), tanto para nós, quanto para outras bandas e pessoas envolvidas na construção de uma cena cultural que se sustente e se renove cada vez mais. A Blush Azul é grata ao Catraia assim como o Catraia é grato à Blush Azul. Brigo todos os dias para que a recíproca seja verdadeira. E creio que todos, catraieiros ou não, devem fazer o mesmo, trazendo para debate aquilo que precisa ser debatido, independente da forma como será exposto.
É muito mais saudável expor as coisas abertamente, do que por debaixo dos panos, na boca pequena de língua grande. E tomar para si como um problema só seu. O problema é de todos e diz respeito a todos. Se há algo errado, há e se não, deve haver a oportunidade de corrigi-lo. Como li no texto da Veriana postado no blog do Coletivo Catraia, o rio segue seu curso. E a Blush vai seguir diferentes cursos afluentes do mesmo rio. A Blush vai seguir. O curso. O rio. A música. A catraia. Na catraia.
Kaline Rossi
Baterista da Blush Azul
Integrante do Coletivo Catraia
Sonhadora e persistente.
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Kaline Rossi
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20:38
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dope show.
Deveriam inventar alguma bebida que desse o mesmo efeito que o sono dá nas pessoas.
Eu,não sou eu com sono, fechei a porta do carro nos meus dedos.
Dopada?Chapada?Bêbada?
Não.Com sono.
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terça-feira, 1 de abril de 2008
Descaso Calado
Para todos que dizem não
Eu digo sim
Digo que sou, digo que fui, digo que fiz.
Para todos aqueles que olham por cima
Eu olho por baixo
Olho por dentro
Eu atravesso
Transcedo aquilo que não é legítmo
Aquilo que não é de bom grado
O descaso caladooo
O descaso caladooo
Para aqueles que não se importam
Para aqueles que largam
Ou que dizem que não acreditam
Eu digo que consigo
Eu faço, eu prossigo
Pois o descaso se disfarça por preguiça
Pela ignorância e pela graça
O descaso se disfarça de responsabilidade renegada
Se faz pela falsa culpa sempre armada
O descaso caladooo
O descaso caladooo
Mesmo não dizendo sim, fazendo ou negando
Faço uso dos ouvidos,meus conselheiros
Pra projetar como gostaria que fosse
Pois mesmo que seja só na imaginação
E tenho a capacidade
E a coragem de dizer não.
Com o descaso calado
O descaso calado
Pelo descaso calado
Só o descaso é calado.
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segunda-feira, 31 de março de 2008
Canto das gérberas.
Me contradizendo,então
Saio de fininho, em vão.
Calo-me com os olhos
E deixo me perder na multidão
Multidão sem cor e sem forma do escuro
Uso o tato,uso o murro
De frente pro muro
Eu julgo muito, faço pouco
Faço caso,desfaço o laço
Rasgo o forro daquilo que era vermelho-amor
E reciclo no vermelho-ódio
Vermelho-dor
Pra não querer fechar com botões de rosas sem cor
Ou gérberas mortas do canto da parede
Pra não me deixar cair no escuro sem fim
No escuro eterno do rancor
E no ensurdecedor barulho do silêncio
Cerro os olhos mudos
Por que segundo palavras cuspidas
Nada disso mais têm valor.
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16:25
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Ego.
Difícil é falar do ego dos outros quando se tem o maior de todos eles.Quando o ego cobre os olhos não se enxerga além do que se quer.
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terça-feira, 25 de março de 2008
(...)
Eu odeio muito mais a gramática hoje do que um dia odiara. Pra falar a verdade eu nunca odiei gramática tudo isso aqui é mais uma viagem da minha cabeça que está livre de pensamentos numéricos,(por enquanto),sonoros(por enquanto),livre de palavras faladas(por enquanto)mas não livre de pensamentos escritos na mente,esses não.
Parece que tudo que eu li(foi pouco menos do que eu gostaria de ter lido)e aprendi, não serve de nada pois o conhecimento acumulado não se faz presente em silêncio muito menos em desuso.Vira pó.Vira arquivo da memória falha.Mas eu tenho o poder de escolher o que eu gosto de usar,de ouvir e do que não.
Prefiro muito mais os pontos.Finais.Continuando's. Os dois pontos,aqueles um em cima do outro,me assustam por que advertem:'Lá vem mais palavras','Agora é minha vez de falar'.Como se precisasse dizer!
Os travessões são meus inimigos pois eu quase nunca tive oportunidade de usá-los.'É aquilo que o segue', 'Como eu dizia'. Apenas os ouço,sempre,constantemente.Ouço por que quero, não minto,por que se não quizesse,o ponto final seria um triunfo meu.
As vírgulas sim, essas são incessantes.Prolongam,pausam sem expectativa prévia pro fim, torturam adjetivos seguidos de verbos mal passados,abrem o buraco, cavam mais fundo pras palavras entrarem e sem ter pressa de ir embora. Abrem sem dar licença para travessão alheio,muito menos dois pontos(um em cima do outro).Seguem seguindo, descontroladas,ameaçadoras e angustiantes, seguem sim.Pequenas curvas feitas à lápis ou caneta,ou até mesmo com os dedos e teclas,visualmente sem peso,tornam-se bombas,pedras,punhos pros ouvidos e pra cabeça, principalmente.
Lê-se.Ouve-se.Pouco fala-se.Muito fala-se.Pouco deixa-se falar.E tudo acaba não em um ponto final.Quizera eu.Acaba com pontos.Três.Um seguido do outro.Horizontalmente.Pro infinito.
Aqui sim, eu posso usar meu ponto final.Posso mesmo?
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07:41
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segunda-feira, 24 de março de 2008
Colorida Quimera.
As cores eram tão fortes e tão reluzentes que ofuscavam o sol.Seguiam uma linha perpendicular, quase uma parábola por cima das nuvens até o chão.O verde era de brócolis, mas eu não quiz pegá-los.O vermelho era de melancia,mas como era muito grande eu não consegui abrí-la.O azul era do céu mesmo, aquele azul de céu sem nuvens.No fim, que se dava rente aos meus pés, não tinha pote de ouro e muito menos de mel.Então do amarelo eu tirei palmas de banana comprida, que estavam tão doces que eu comi ali mesmo.Tinha gosto de banana mas cor e textura de manga.Quanto mais eu tirava, mais tinha pra tirar.Para as pessoas que passavam eu oferecia e eu me sentia muito simpática e prestativa, seria o efeito dos tesouros das cores? Acho que ali eu percebi que de nada valem os tesouros se você não tem com quem dividir.Então eu acordei com fome.
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segunda-feira, 17 de março de 2008
Passividade
Acabe com isso de uma vez!
Eu sinto palpitar
e me pergunto porque
Me sinto culpada
Por querer que acabe logo
Consegue pegar o telefone
E dizer: Alô?Pode conversar?
Eu sei que a espera
Foi sempre uma irmã
Aliás, mais que irmã
Uma irmã gêmea univitelina
Ou melhor, um irmão
Que não hesitava em abrir o coração
Que não hesitava em chorar
Que nunca hesitava
E eu aqui, como sempre
Esperando...sempre esperando
O êxito.
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20:24
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terça-feira, 11 de março de 2008
Bolo sujo.
Por que
às vezes
sinto vontade
de vomitar
palavras
com ímãs
de maldade
que atraem
as coisas
(dentro de mim)
que eu não
consigo controlar
e fazer um bolo
bolo de maldade
jogar pro alto
e esperar se espalhar
retribuir o mal
com o bem
pois as coisas
e as pessoas
se transformam
e evoluem para
o que quer que seja
e na maioria das vezes
quem recebe
aproveita melhor
do que você.
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21:41
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Predicativos do sujeito só.
E não vejo mal algum em ter problemas.Todo mundo os tem.Quantos tem coragem de expor suas angústias? suas caras feias? suas cara bonitas? seus espelhos pixelizados(?)Suas fraquezas, suas mentiras, suas incapacidades e incompetências, suas falhas e seus medos?Poucos.
E quando não se tem pra quem pedir ajuda?Se fode e se fode conscientemente.
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Dedos Inquietos - parte terceira ou segunda.Pessoa.
Por que será que as verdades ditas em terceira pessoa soam menos agressivas aos ouvidos que as assumidas em primeira pessoa de si?
E pergunto mais:Por que será que as palavras, verbos, adjetivos, defeitos e afins enfim, quando lidos senão ouvidos, doem mais?
Eu respondo baseado na verdade d'outrém: Por que temos mais tempo pra relletir, pra pensar e concordar ou não, e se inundar com todos os sentimentos ruins que nos afogam nesses momentos.Momentos estes nos quais pessoas como uma amiga(imaginária) se fazem mais fortes e mais fracas, mais mulheres e mais crianças, mais burras e mais inteligentes, mais covardes e mais corajosas.Sem terceira ou segunda pessoa.
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domingo, 9 de março de 2008
Ser Mulher
'Por que ser mulher é ser humano e ser humano é ser homem, é ser mulher...'
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Marcadores: que
segunda-feira, 3 de março de 2008
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Sangue.
Ele pode ser de dor
ou de amor
pode ser violência
ou por carinho
Pode ser de ódio
ou de solidariedade
Pode ser por fraqueza
ou por pura nobreza
Na dúvida ou no alívio
Ele traz alegrias pra mim
por isso
Meus anjos e demônios
Dizem amém.
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
De si, pouco se sabe além de mim.
No tempo em que usava sandálias menores que os pés,roupas emprestadas que cobriam as partes que(ainda)não tinha, que mal deixavam ver o que se tinha dentro de si pois escondia com os ombros o que a alma mostra pelos olhos: Aquilo que realmente é.
Achava que era dona do mundo,mas sabia que não se domina o mundo com os ombros.Lhe faltavam braços.E era a dona do mundo.Do seu mundo.Aquele que as fronteiras eram as paredes do quarto de reboco nú, rabiscadas com giz colorido roubado da tia da escola.
Na escola era rainha,era a invejada por todas, a imitada - o que na época irritava-a ao extremo ao ponto de fazer coisas que ninguém teria coragem de fazer.Assim começou nascer alguém em cima de outro alguém.Psicologicamente falando,algo totalmente explicável por Freud.E que fique bem claro que eu não entendo nada de psicologia além do senso comum de dizer que o velhaco explica tudo.Vai saber.Tenho até um livro dele aqui que troquei em um sebo mas nunca tive a coragem de ler.
Como dona do mundo -aquele lá das paredes coloridas- se perguntava o que faltava para se sentir inteira,plena e tranquila com as coisas do seu mundo e do mundo dos outros.Tentava de todas as formas possíveis compensar a falta e ausência com a autencidade copiada, forjada de alguém da revista ou da mtv.Sentia-se satisfeita com tão pouco, se sabotava pensando que as coisas não poderiam ir além do que se vê.
Não sabia que para entender as coisas dos mundos e fazer com que eles fossem seus, tinha que ser do mundo também.E que antes de pertencer a qualquer mundo que fosse, teria que pertencer a si mesmo .Acima do que não se vê e acima do que se quer.
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domingo, 17 de fevereiro de 2008
Pequena
Tinha os cabelos maiores que a metade da sua altura, pretos como o teclado que agora me serve como tradutor de idéias, preto como a noite sem lua e nem estrelas.Olhou pra mim com olhos de jabuticaba madura ou talvez bolas de bilhar, tão pretas que dava pra ver o reflexo meu e disse:
- O que é isso no seu nariz?
- Um brinco.
- Eu quero um brinco no meu nariz também.
- Não, você é muito pequena ainda pra ter brincos além das orelhas.
Se escondeu atráz da poltrona e levantou em um pulo só dizendo:
- Olha lá fora. Vaquinhas.
E se escondeu.
E olhei as vaquinhas e fiquei pensando.As crianças me comovem.E eu tenho uma certa resistência à isso.À crianças.Em todos os lugares que eu estou, seja numa fila, seja andando na rua ou no ônibus elas tendem a olhar pra mim com uns olhos estranhos e isso me incomoda.Parece que elas sabem de mim mais que eu e pensam:- Olha só, ela nem se conhece.Me dá medo.Mas eu gosto.É uma forma de me testar.Imagine só, as crianças me testando!
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Imunidade contr'outros
Não tem como roubar aquilo que já faz parte de si.
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terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Pretérito passado
Faço um risco
rabisco
em cima do passado escrito
faço um traço
até ficar borrado
O passado escrito
já foi lido e relido
mas não consegue sair
do pretérito falido
falado
Mas o passado que a gente guarda pra viver depois
é aquele que conseguiu não sair dos planos de papel
e que vivido ou não
talvez nem tivesse a chance de ser presente.
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18:47
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Hide.Love.
Beatles me pega nos melhores momentos.Eu ouço e confirmo o que eu sempre soube: Eles são geniais.
You´ve got to hide your love away
Here i stand head in hand
Turn my face to the wall
If she´s gone i can´t go on
Feeling two foot small
Everywhere people stare
Each and everyday
I can see them laugh at me
And i hear them say
Hey, you´ve got to hide your love away
Hey, you´ve got to hide your love away
How can i even try?
I can never win
Hearing them seeing them
In the state i´m in
How could she say to me
"love will find a way"
Gather ´round all you clowns
Let me hear you say
Hey, you´ve got to hide your love away
Hey, you´ve got to hide your love away
http://http://www.youtube.com/watch?v=jz7IjXu0DfQ
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Kaline Rossi
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Gotas
Enquanto lá fora
As gotas doces
Se suicidam das alturas
Aqui dentro
As gotas são salgadas
E se suicidam da mesma forma.
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Para materializar a tortura e não perder o costume:
Quem grita no escuro não grita sozinho.
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Kaline Rossi
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05:15
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domingo, 20 de janeiro de 2008
Convexo
Já deixou de ser promessa,agora é minha dívida.És o reflexo convexo da parte ruim de mim.A parte que me deixa dividida entre o orgulho e a verdade.
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Kaline Rossi
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14:14
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Negrito
Pra ser ouvida mesmo que em silêncio
Eu falo em negrito
Em sinal nulo ou submisso
Eu grito pra dentro.
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Kaline Rossi
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Em tom, então.
Me fala de amor com o teu som
Que eu te dou uma nota como resposta
O tom
Por que eu ouço o tremor da fala
Pecebo o som da voz que as vezes se cala
Enxe-me de sílabas unissínonas
Da boca que jorra pregos
Que vibra o martelo
Que constrói em cima de mim
Um vão acústico que me ensina a ouvir
Com a sensibilidade o bem me quer, quem não quer.
Se eu finjo em cima do muro
É pra tomar jeito
Pra tomar murro
Pois o esboço do meu esforço
É escrito em som escroto
No compasso dois por quarto
De um único tom relapso
O meu
Que disfarço entre os graves ecoados
E agudos desafinados.
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Kaline Rossi
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13:33
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Simpatia.
Sorrir com os ombros economiza músculos da face.
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Kaline Rossi
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Monsto d'umbigo
Eu criava um monstro no umbigo. Ele era insistentemente chato e inconveniente, me fazia cócegas e de vez em quando me causava dor.Era cômodo tê-lo por perto por que me dava prazer quando ele aparecia com algo que refletia, mas eu só conseguia enxergar no escuro dos olhos fechados.
Esse monstro apesar de todas as impressões boas que ele me dava, eu queria matá-lo por que sabia que nada que eu via e que eu achava era real.
Quimeras vestidas de flores verdes e cheiro de baunilha, ou molhadas com som de passos solitários marcados na poeira recém pisada.Só quimeras.
A minha luta era diária e constante,o meu monstro d'umbigo precisava morrer.As batalhas eram travadas todos os dias com hora e local marcado: ao amanhecer e em frente ao espelho.
Olhos no reflexo, monstro no reflexo.Eles se enfrentavam com os olhos e com a imagem que só o reflexo podia ver.O monstro era cego, não podia ver o reflexo que via o monstro com olhos de desenho animado...
Não morria fácil, por mais que eu tentasse.Resolvi que talvez fosse mais fácil se acostumar com a sua presença.
EGO.
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Kaline Rossi
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Sonhos
Sorte de hoje: Seu maior sonho vai se realizar
Bem, como eu tenho vários maiores sonhos, tenho que escolher qual deles eu vou realizar agora. Mas será que eu tenho que escolher mesmo? Porque ele não se realiza sozinho? ahh, assim seria muito fácil!
*Boa idéia, vou listar alguns dos meus sonhos.
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Kaline Rossi
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Drama Ateniense
Quando o esperar se torna uma tortura
A gente desiste de olhar pro portão
E vai durmir com bico na boca.
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Kaline Rossi
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20:17
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domingo, 6 de janeiro de 2008
Luiz de Camões
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
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Kaline Rossi
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17:45
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dedos inquietos - parte segunda (?)
A comunicação é verbal mas não é oral.
É escrita
(Usa-se de verbos)
Mas não se fala.
Então é visual
(Por que lê)
Mas não se vê.
Mas também,pudera.
Com que olhos?
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Kaline Rossi
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17:20
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Cansa
Quando a gente cansa de tentar entender a repulsão,a distância,o olhos desviados,cansa de tentar arranjar maneiras pacíficas com palavras gentis e sábias para resolver desavenças que não se materializam e nem se personificam em palavras,a gente cansa.
Quando a gente cansa dos olhares,intenções e falsos sorrisos espremidos do lado direito das bocas pequenas,dos abraços mal dados,do adeus forçado com a mão que acena e que é a mesma que te dá um cotoco por trás,a gente cansa.
Quando a gente cansa de dar valor ao que não vale a pena,não por descaso ou falta de consideração e sim por não ver a validade de um esforço de uma via só,que não é recíproco,não é mútuo, a gente cansa.
Quando a gente cansa e decide que não quer mais ser visto como coitadinho que faz drama,que finge que sente e que finge que não, a gente simplesmente: Cansa.
E eu me pergunto: - Será que essa gente toda não cansa também?
Por que uma relação saudável(mesmo que seja aquela relação de 'Oi,olhacomoeusousimpática' ou 'nossaquevestidolindo') entre as pessoas exige um esforço mínimo de ambas as partes.
Mínimo.
E gente, como isso cansa a gente!
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Kaline Rossi
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09:56
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quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Galho Verde
Vinde a mim a glória e paciência de esperar o que é bom pra si no tempo certo,com a certeza que tudo que tu tens é consequencia do mundo que tu vives e das tuas ações-oras justas, oras infelizes, oras inocentes.
Nas horas que a gente acha merece um abraço,vem um galho verde na cara(galho verde dói mais).Mas o pior é quando vem a árvore inteira.
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Kaline Rossi
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15:44
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Confissões nada secretas.
Eu quero deitar no mar vermelho que me torna amor
No mar vermelho que me traz amor
No mar vermelho do amor
Que é vermelho de amor.
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15:38
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terça-feira, 1 de janeiro de 2008
dedos inquietos - parte primeira (?)
Segura na minha mão e diz que tudo isso que eu penso é bobagem.Diz pra mim:quando essas coisas te dominam elas te fazem mal.Por que pra mim diz que dentre todas as outras(que existam talvez só na minha cabeça)eu sou a que faz o estômago revirar como borboletas em vôo nupcial.A que faz pensar além do presente-pretérito-mais-que-perfeito pra mim.É isso que eu quero e não há coisa,pessoa ou situaçao que consiga estragar esse momento que é só meu.Meu e dos meus,daqueles que eu quero bem.Uns bem perto e outros bem longe de mim.
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
Sorte de hoje: Divida sua felicidade com os outros hoje mesmo
nhamrram!
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Dói o estômago só em pensar na dor que vai ser quando o tempo decidir que o tempo acabou.
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Não quero saber.
Eu não quero saber das suas histórias nem dos seus lamentos
Não quero saber da sua vida,seus sentimentos muito menos das suas palavras
Cantadas, faladas
Sorridas, mentidas
Escondidas e olhadas
Telefonadas, telepensadas.
Eu não quero saber.
Não quero saber se seu céu não amanhece lindo como o meu
Se a sua janela faz barulho quando você tenta conter a luz no seu quarto
Se a tua voz não alcança os agudos que te fazem ser ouvido!
Não quero saber da música que te faz chorar e nem o dvd que te lembra bons momentos
Eu não quero saber de nada por que não me interessa e nem faz diferença na minha vida.Nunca fez!
Por que na vida a gente constrói coisas em cima do que ficou pra trás,meu bem.
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Kaline Rossi
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sábado, 29 de dezembro de 2007
PASSAGEM DO ANO
PASSAGEM DO ANO
O último dia do ano
não é o último dia do tempo.
Outros dias virão
e novas coxas e ventres te comunicarão o
[ calor da vida.
Beijarás bocas, rasgarás papéis,
farás viagens e tantas celebrações
de aniversário, formatura, promoção, glória,
[ doce morte com sinfonia e coral,
que o tempo ficará repleto e não ouvirás o
[ clamor,
os irreparáveis uivos
do lobo, na solidão.
O último dia do tempo
não é o último dia de tudo.
Fica sempre uma franja de vida
onde se sentam dois homens.
Um homem e seu contrário,
uma mulher e seu pé,
um corpo e sua memória,
um olho e seu brilho,
uma voz e seu eco,
e quem sabe até se Deus...
Recebe com simplicidade este presente do
[ acaso.
Mereceste viver mais um ano.
Desejarias viver sempre e esgotar a borra dos
[ séculos.
Teu pai morreu, teu avô também.
Em ti mesmo muita coisa já expirou, outras
[ espreitam a morte,
mas estás vivo. Ainda uma vez estás vivo,
e de copo na mão
esperas amanhecer.
O recurso de se embriagar.
O recurso da dança e do grito,
o recurso da bola colorida,
o recurso de Kant e da poesia,
todos eles... e nenhum resolve.
Surge a manhã de um novo ano.
As coisas estão limpas, ordenadas.
O corpo gasto renova-se em espuma.
Todos os sentidos alerta funcionam.
A boca está comendo vida.
A boca está entupida de vida.
A vida escorre da boca,
lambuza as mãos, a calçada.
A vida é gorda, oleosa, mortal, sub-reptícia.
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segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
Gallo
Aquelas horinhas que antecediam o amanhecer eram as mais cruéis.Ter que ouvir o galo cantar antecipado,nervoso,desafinado e com pressa de me tirar do lugar onde eu queria ficar parada ali, olhando a sombra cinza pro resto da minha vida,era frustrante.
O palavrão-delícia na boca rosa tem gosto ácido mas é doce,tem um quê de agressividade mas é terno,tem a violência das palavras que entram pelo ouvido e vão direto no estômago mas ao mesmo tempo faz carinho nos ouvidos que as ouvem.A violência de não querer dormir sozinho com os galos.E junto às luzes do poste da rua fria ,as luzes de natal me fazem querer paralizar aquele momento e matar o enforcado o esgalamido galo ao lado.
Maldito galo quer me tirar do lugar onde eu queria criar raízes, daquelas que vão fundo,axiais,pivotantes ou até mesmo as adventícias que dão base sólida para uma árvore grande porte.Árvore esta que eu construo,diferentemente das que estamos acostumados a ver por ai,d'onde de uma sementinha que germina com todo o amor e carinho do solo e forma primeiramente uma plântula,uma muda e depois quem sabe um arbusto ou uma árvore.A minha árvore não é assim, eu construo todos os dias um pedaço dela,com o mesmo amor.E pra cada dia meu, desses que o galo incomoda,uma camada considerável de células xilemáticas,floemáticas e parenquimáticas vai sendo incrementada à minha árvore.Já passaram das raízes, pois a árvore já consegue ficar em pé, se sustentar sozinha e estão no caule até chegarem as folhas, flores e frutos.E antes mesmo de chegarem as folhas e as flores,eu sei que o fruto estará maduro,por que como eu sou uma garota esperta,todo os dias ao construir a minha árvore eu já estou trabalhando o fruto para que quando chegar a hora ele esteja pronto para que eu tenha o prazer de colhê-lo.O mesmo prazer que eu tenho em cultivá-lo.
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domingo, 23 de dezembro de 2007
Sem nenhuma dor no peito.
O que parecia tão distante, hoje é tão normal que chega a dar raiva(raiva boa).Sentir-se parte de si e da imagem que os olhos refletem faz você entender um tanto das coisas do mundo e das suas próprias coisas.Por que quando você deixa de lado as limitações bobas,não que sejam increditáveis mas no momento, não há necessidade de se apegar às coisas pré-estabelecidas(não sei por quem) que não servem de nada, além de impedir que vivamos as coisas boas da vida.Não da vida dos outros,das nossas vidas,da minha e da sua sem 'nenhuma dor no peito'.
Por que o bom mesmo é sentir-se bem.
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17:43
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Novo
Fim de ano (denovo),cabelo novo,ano novo,meses novos.
Janeiros, fevereiros ,novembros e dezembros
Sol,Calor,Chuva e frio
Novos Ares,novas vibes
Novos ombros e braços
Novos olhos e novos abraços
Inovo o novo
Denovo o velho
O novo que vem não me surpreende
Tenho mais um ano inteiro pra decidir
O que vai ser novo, o que vai ser denovo e o que eu vou jogar fora.
Mas tudo isso, denovo?
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Good, good e-mail
"Hello,
Just to let you know…
Your ....has now left w.a.s.t.e. in the UK.
It is now too late to make address changes or order cancellations.
You can expect delivery of your ... in the following estimated times.
UK 1-8 days
Europe 3 -14 days
Rest of World 5-18 days
December is a busy time of year for postal services globally, so please be patient."
Êbaaaahh
5 -18 days!
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terça-feira, 18 de dezembro de 2007
De tudo que eu sei, é que o que eu sei é tão pouco.
Não entendo de artes, pintores, telas,tintas e nem artistas plásticos.
Não entendo de arquitetos, tentências, cores, formas, curvas, perspectivas e muito menos de cálculos vetoriais.Não entendo de medicina, de órgãos, substâncias, reações químicas e nem físicas do corpo humano.*
*Não entendo, mas sei que acontecem muitas vezes eu até posso ver as reações químicas acontecendo.
(!)
Não entendo de pautas, de matérias, de estórias, métricas de frases, conjunções,poesias, poemas, textos, adjetivos, coerencia, reportagens nem fotografia.Não entendo de mapas, de relevo, de populações e relações humanas.
Não entendo de árvores, de flores, solos, microorganismos, tecidos vegetais e componentes celulares.Não entendo de música, não sei nome muito menos sobrenome de rock stars, não sei de suas vidas, seus feitos, não sei da cronologia dessa coisa toda,não sei de revoluções, de pessoas que fizeram história, de drogas, sexo e rock'n'roll.Não entendo de marcas, mecanismos de manipulação de massa, logística, marketing e nem de computação.Não entendo de agressividade -apenas no trânsito- não entendo de discussões filosóficas, de agressão verbal e nem de rasgação de seda.
Não entendo de rancor,de mágoa e nem amigos imaginários.
Eu não entendo de tantas coisas mas nem me sinto tão mau assim.Tenho certeza que eu posso,ter,ser,fazer o que eu quizer.
(ui, O BOTICÁRIO! hehe)
O ano de 2008 será curto pros planos que eu tenho pra mim.Ah será!
Vontade.Disponibilidade.Paciência.Costas largas.Saco fundo.
Faro apurado.Senso crítico.Percepção Aguçada.Serenidade.Calma.Humildade.
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07:20
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domingo, 16 de dezembro de 2007
Tempos em tempos
De tempos em tempos de olhos abertos,o mundo me dá olheiras;
De tempos em tempos pensando,o mundo me dá dores de cabeça;
De tempos em tempos imaginando,o mundo me dá angústias;
De tempos em tempos clamando,o tempo me dá caminhos;
De tempos em tempos me achando,o mundo me dá as costas;
De tempos em tempos tentando,o mundo me dá respostas.
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17:14
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Amor Perfeito

És minha base, meu exemplo, minha amiga, concelheira
És meu dicionário, meu manual de normas e conduta
És a solidez das minhas angústias
És responsável pela minha ânsia pelo mundo
És responsável pelo que eu sou de bom hoje
(o que eu sou de ruim, assumo a responsabilidade total)
És a paz que eu preciso
És a palavra que acalma
És a força que eu acho quando penso que não tenho mais
És a calma e a compreensão do meu mundo
És o meu travesseiro e meu sonho bom.
És a flor do jardim da nossa casa
És minha mãe.
Amo muito e com todas as forças que as vezes eu acho que não tenho.
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09:26
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Blocos de Gelo
Talvez meus pés sejam feitos de blocos de gelo.
Ás vezes eles derretem e eu derreto junto
Me deixo levar no fluxo fluído
Rua, carro, tijolo,mesa, gente
É tudo tão concorrido!
Noutras eles me colocam no chão
Cravam no solo bases sólidas
E me colocam no meu lugar
O lugar da minha cabeça aonde não é permitido sonhar
Me lembram o que eu tenho que fazer:
Manter o controle.
Sempre.
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08:14
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Fluída.
Isso, vem
e lava tudo que for de ruim
arrasta a sombra purpurinada
borra o lápis e o rímel preto
tira do cabelo o cheiro do cigarro
limpa cada poro
sujo de sujeira do mundo
limpa a lama
limpa a alma
limpa o caráter
(se tiver)
Isso, vem
me leva
me arrasta
junto com tudo isso
pra um lugar que nem você sabe onde é
pega na minha mão e me acompanha
até que no fim
possamos nos tornar UM só
no meio da sujeira e das coisas ruins
como um oásis
junto,bom e só.
Isso, vem
limpa as feridas
fz sair a sujeira dentro de dentro de mim
limpa as cascas
tira as marcas
limpa o tempo
com o tempo.
Arrasta com avidez
Sem pudor e nem rancor
Por que não se sabe quando tu virás denovo
Faz o teu serviço
Faz o bem sem olhar pra trás
Faz cem, mil quantas vezes for
Faz sem esquecer de olhar nos olhos
Sem medo de ver o que só eles te mostram
Amor? Rancor? Dor? Pudor?
Isso, vem.
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Kaline Rossi
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12:20
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Programa de Domingo
.jpg)
Acho que os indícios de minha velhice espiritual estão aflorando gradativamente.
Como que eu sei? Ontem eu fiz um programa típico de velho:
Fui ver uma feira de móveis .Não vou dizer que não foi legal por que eu estarei mentindo, tem umas coisinhas bem interessantes principalmente com relação ao aproveitamento de resíduos de madeira(isso me interessa)
Depois, fomos( eu minha mãe e uma amiga dela) comer pizza e ver a iluminação de natal do palácio e da gameleira. Também não vou dizer que não foi legal,por que foi oras.
E o pior é que eu gostei,isso é preocupante!
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domingo, 9 de dezembro de 2007
Portas
A gente fecha as portas
para não ouvir as verdades
(que não querem ser ouvidas)
Mas elas
ficam batendo
pedindo
perturbando pra entrar
e
acabar com meu estômago
acabar com a minha paz.
As vezes eu penso em trancar
e jogar a chave fora
Engolí-la pra que nem eu possa desistir da idéia
voltar e destrancar
ser vencida pelo cansaço
noutras
penso em deixar aberta mesmo
e desistir de resistí-las.
Elas sempre me vencem
de
uma
forma
ou
outra.
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Kaline Rossi
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sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
PASSAGEM DO ANO
PASSAGEM DO ANO
O último dia do ano
não é o último dia do tempo.
Outros dias virão
e novas coxas e ventres te comunicarão o
[ calor da vida.
Beijarás bocas, rasgarás papéis,
farás viagens e tantas celebrações
de aniversário, formatura, promoção, glória,
[ doce morte com sinfonia e coral,
que o tempo ficará repleto e não ouvirás o
[ clamor,
os irreparáveis uivos
do lobo, na solidão.
O último dia do tempo
não é o último dia de tudo.
Fica sempre uma franja de vida
onde se sentam dois homens.
Um homem e seu contrário,
uma mulher e seu pé,
um corpo e sua memória,
um olho e seu brilho,
uma voz e seu eco,
e quem sabe até se Deus...
Recebe com simplicidade este presente do
[ acaso.
Mereceste viver mais um ano.
Desejarias viver sempre e esgotar a borra dos
[ séculos.
Teu pai morreu, teu avô também.
Em ti mesmo muita coisa já expirou, outras
[ espreitam a morte,
mas estás vivo. Ainda uma vez estás vivo,
e de copo na mão
esperas amanhecer.
O recurso de se embriagar.
O recurso da dança e do grito,
o recurso da bola colorida,
o recurso de Kant e da poesia,
todos eles... e nenhum resolve.
Surge a manhã de um novo ano.
As coisas estão limpas, ordenadas.
O corpo gasto renova-se em espuma.
Todos os sentidos alerta funcionam.
A boca está comendo vida.
A boca está entupida de vida.
A vida escorre da boca,
lambuza as mãos, a calçada.
A vida é gorda, oleosa, mortal, sub-reptícia.
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Há tantos diálogos
Diálogo com o ser amado
o semelhante
o diferente
o indiferente
o oposto
o adversário
o surdo-mudo
o possesso
o irracional
o vegetal
o mineral
o inominado
Diálogo consigo mesmo
com a noite
os astros
os mortos
as idéias
o sonho
o passado
o mais que futuro
Escolhe teu diálogo
e
tua melhor palavra
ou
teu melhor silêncio
Mesmo no silêncio e com o silêncio
dialogamos.
Carlos Drummond de Andrade
*Pra Ana.
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Kaline Rossi
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Elas denovo 2°
E se o mundo fosse feito de nuvens.
(fossem elas branquinhas como carneirinhos ou cinzas como a calçada suja)
Eu adoraria me esconder por trás delas e observar
as pessoas
os carros
os cachorros
as árvores
os carrinhos de pipoca
os homens vestidos de papai noel
as prostitutas
os ambulantes
os deficientes
os estudantes
as faladeiras
o tempo
E que eu pudesse seqüestrar alguém pra ficar comigo, olhando, olhando eu o faria. Ter com quem compartilhar as loucuras e bobagens da vida(minha) é tão bom.
Deve ser.
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Kaline Rossi
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terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Bobagens da minha cabeça.
Eu estava comendo camarão e me veio a seguinte pergunta à cabeça:
Porque será que os frutos do mar são chamados de frutos do mar?
Segundo a Wikipédia:
"Em termos botânicos, o fruto é uma estrutura presente em todas as Angiospermas onde as sementes são protegidas enquanto amadurecem. De forma prática, os frutos são quaisquer estruturas das Angiospermas que contém sementes."
Então por que eu não posso chamar uma banana ,por exemplo, de fruto da terra?(eu até posso,posso chamá-la do que eu quizer ,mas por que ela não tem esse sobrenome que indica a origem?)
*Maçã-do-latossolo férrico
*Banana-da-terra-de-índio.
Não soa bem, eu sei.
Por outro lado:
"Na culinária os frutos do mar ou mariscos são produtos comestíveis extraídos do mar, tais como crustáceos, moluscos e outros pequenos animais marinhos, com a exceção dos peixes."
Tudo isso é culpa do português! Na língua inglesa fruto-do-mar se chama Seafood.Tá vendo?Diz tudo!
O português é tão complicado!
E sabe? aquele camarão tinha cara de frutinha e só tinha merda na cabeça...
rê rê rê
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Kaline Rossi
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07:56
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segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Elas denovo.
Nasceram flores, nasceram fungos, maribondos e futuros moribundos.
O sol nasceu todos os dias no mesmo leste tangenciando a janela se infiltrando pela persiana.
E derrepente a luz do sol ficou branca mudando de astro pra satélite. As vezes metade, as vezes inteira iluminava os olhos côncavos brilhantes.
Ali deitada no chão frio, observava as nuvens (ah, as nuvens!) mudar de forma, dançando com o vento.
Graciosamente brancas às vezes eram corações, carneiros e dragões. Noutras pássaros, notas musicais, espadas e derrepente aviões!
Queria poder escrever com luz o que se via, pois a memória nova em folha já é gasta.
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Kaline Rossi
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17:29
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Sentindo
Sentir crescer com violência o sorriso que vem de dentro.
Sentir o palpitar da pupila dilatada (pa pu) brilhando em uma competição covarde com o sol.
Sentir as pernas mexerem descompassadamente em um ritmo insolente,daqueles difíceis de dançar.
Sentir os braços do tamanho do mundo, braços moles de fraqueza e fofos que nem algodão branco que acaricia a alma com o coração na mão.
Sentir crescer dentro de si a violência do ar em movimento que faz fechar os olhos e ver as ondas passarem.
As ondas invisíveis e audíveis que passam, abrem e fecham as janelas paralelas amarelas, são as mesmas ondas que fazem os pêlos do braço mole arrepiar de uma maneira diferente daquelas que fazem arrepiar de medo.
Ouvindo:
'Sentindo a solidez do que é volátil em silêncio' hehhe
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Kaline Rossi
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16:48
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sábado, 1 de dezembro de 2007
Amavisse - Hilda Hilst
Como se te perdesse, assim te quero.
Como se não te visse (favas douradas
Sob um amarelo) assim te apreendo brusco
Inamovível, e te respiro inteiro
Um arco-íris de ar em águas profundas.
Como se tudo o mais me permitisses,
A mim me fotografo nuns portões de ferro
Ocres, altos, e eu mesma diluída e mínima
No dissoluto de toda despedida.
Como se te perdesse nos trens, nas estações
Ou contornando um círculo de águas
Removente ave, assim te somo a mim:
De redes e de anseios inundada.
Além das palavas bonitas, a verdade.
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Kaline Rossi
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sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Queria ter
queria ver
queria sentir.
queria/quiz
tive/quero mais
não tenho mais
quero mais
e
vou ter!
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Kaline Rossi
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Coletivo (ônibus)
Eu estava hoje à caminho da faculdade,dentro do ônibus que vai direto para faculdade(o único que entra e faz o percurso de acesso a maioria dos blocos) e havia um tempo que eu tinha percebido uma peculiaridade do povo acreano, não sei se é só aqui mas me irrita ao extremo (e o fato de ter ido durmir tarde, estar prestes a fazer uma prova a qual eu não tinha estudado nada, em pé ouvindo conversas alheias,agravou o grau de irritabilidade).
O ônibus UFAC está sempre lotado, principalmente nos horários de 6:30am/11:00am/13:30pm/17:00o que são os horários que os alunos estão indo e voltando de suas aulas.
Existem pessoas que não estudam na Ufac , não vão estudar e muito menos vão pra lá e insistem em pegar o ônibus UFAC.
A maioria das vezes eu tenho que ir em pé, parecendo uma conserva em lata, comprimida ao máximo, equilibrando os pés destemidos, entre sovacos cheirosos, misturado com mil perfumes e cheiro de roupa suada por que te um ***pi**** sentado nas cadeiras e que desce ,por exemplo ,no parada do colégio fulano de tal.
Por aquela rua(que eu não sei o nome, sou péssima em nomes de ruas) passam umas 3 linhas de ônibus,que fazem o mesmo percurso.Os ônibus são praticamente iguais
mas tem aqueles que sempre preferem pegar o UFAC Que está sempre lotado de estudantes, cansados ,extressados, tristes com fome e com sono.Estudantes, pessoas diferentes o povão acreano, supostamente inteligentes, cultas e tudo mais.
Será isso que é atrai esse povo no ônibus? A chance, possibiidade de encontrar alguém interessante? Um gatinho que estuda medicina, uma gatinha que estuda enfermagem,agronomia,engenharia florestal(rê!) e quem sabe um professor solteiro perdido na cidade ou um instrutor de educação física que daria um ótimo genro?
Só pode.
Vou fazer uma campanha - altamente egoísta e nazista(?)- para o uso exclusivo do ônibus UFAC às pessoas que vão pra lá. SOMENTE, ORAS BOLAS!
* Sou chata mesmo.
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Kaline Rossi
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quinta-feira, 29 de novembro de 2007
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Sorte do orkut.
E por mais que digamos que não, sempre temos a esperança de ser uma 'sorte' verdadeira. Algumas delas podem demorar pra eu saber se é verdade ou não como:
"Você terá uma velhice confortável" ou "Você e sua mulher terão uma vida feliz"
Ou seja, só quando(se)eu ficar velha e virar lésbica vou saber se as 'sortes' têm validade.
Mas a de hoje diz:
Sorte de hoje: Boas notícias chegarão por e-mail
E lá vou eu testar a sorte. Vou olhar meu e-mail.
rê!
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Kaline Rossi
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terça-feira, 27 de novembro de 2007
When i'm 64
Reclamar da vida é um esporte.
Ganho medalhas de prata por que sempre perco pra um abilgo cujo nome lembra um anfíbio nojento.Anfíbio que apavora meu sistema nervoso mas o meu abilgo, não, ele me acalma e me faz sentir melhor ao ouvir suas reclamações de vida. É meio doentil, mas eu tenho uma teoria e nem preciso comprova-la para acreditar que as coisas ruins, pensamentos, projeções e expectativas ruins são contagiosas. Eu sei, eu sinto.
Fico pensando quando formos velhos(se formos) fracassados, separados, doentes e sozinhos (se formos) qual será nosso assunto?
Será que até lá teremos reclamado de todas as coisas possíveis do mundo?(nossos mundos)
Será que teremos vontade de reclamar?
Ele me convence, tem mais do que reclamar, sempre.
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Kaline Rossi
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18:39
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segunda-feira, 26 de novembro de 2007
A que gosta do gosto do gasto
Eu gosto da imagem
Gosto do reflexo
Gosto da semelhança
Gosto do convexo e do dislexo
Gosto da discreprância
Gosto da vulnerabilidade e da ignorância
(inocente)
Gosta da desobediência e vulgaridade
Vulgaridade das palavras sem metade
Vulgaridade dos olhos libertinos
Do sentimento que foi fingido
E agora? Agora é de veludo tingido
Ou talvez linho maltrapilho
Eu gosto da verdade
E na verdade, eu não gosto de esconder o que é explícito
Tácito ou que rima com alguma coisa consoante
Gosto do falatório constante!
Gosto do gosto de minhas rimas pobres
Minhas frases sem conteúdo
Gosto dos olhos que não dizem nada
E que com a boca, dizem tudo!
Eu gosto disso
Gosto de tudo
Do gosto do mundo.
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Kaline Rossi
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17:25
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Quero
férias
eternas....
infinitos pontos
mas
sem
um
ponto
final
(.)
é pra ler pausadamente.
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Kaline Rossi
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05:20
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domingo, 25 de novembro de 2007
2:45 am.
Foram horas mas pareciam minutos.Um quarto pras três daquela antes do sol.E um quarto pra não sei aonde.No escuro, as pupilas dilatadas eram falhas e mesmo de olhos abertos- ou nem tão abertos assim- não viam quase nada.
Nada além da aura sua refletindo a luz do poste que invadia sem ser convidado pela janela meio aberta. Nada além das palavras proferidas sem a timidez costumeira e que chegaram fazendo bagunça por onde passavam. E as palavras faziam voltas, faziam curvas. turvas.Aos trancos e barrancos elas pareciam deslizar em silêncio.O silêncio que as vezes se fazia presente. Sorridente ainda.
Sóbrio ou ébrio, nem sei dizer.
Nada além de escudo eu constatei ao ir descobrindo o que aquelas palavras poderiam significar. Seriam apenas elas palavras?A dúvida estava no ar, estava no álcool e na caneca verde com água.
Foram horas que pareceram segundos que tanta coisa passou por sua cabeça que não conseguiu executar nenhuma.E foi melhor não tê-las executado.Por que coisa alguma é melhor que nada.E nada melhor que respeitar a si mesmo.
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Kaline Rossi
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18:00
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sábado, 24 de novembro de 2007
Você passará em uma prova de fogo que o tornará mais feliz
Esse orkut nos surpreende cada dia mais!
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Kaline Rossi
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09:22
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sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Lua
Olhei a lua lindíssima que ilumina as janelas e varandas, calçadas e mesas de madeira que apoiam copos de cerveja.
Que ilumina outros céus. Céus com mares e moças bonitas passeando pela calçada que inspira muita gente. Os céus com areia abaixo dos pés.
A lua que ilumina os rostos daqueles que batem um papo (casual?) com cigarro na mão e chamas nos olhos.
A lua que ilumina os enamorados que a admiram no banquinho da praça com árvores pequenas e grama verde bem desenhada é a mesma lua que alguns meses atrás distorcia os limite da noite/madrugada/manhã.Distorcia meu fotoperíodo.
A mesma lua que mesmo claro, lá em cima num céu não mais azul escuro e agora acompanhada de carneirinhos brancos saltitantes pela imensidão do claro-azul, me faz lembrar do amanhecer mais perfeito que eu já tive: com lágrimas verdadeiras de olhos pequenos e cheiro de cevada na pele.
Ai lua.Ai lua!
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Kaline Rossi
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21:09
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quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Quero ser uma Louva-a-deus.

Existem algumas secreções que envolvem o espermatozóide dos machos de Mantis religiosa(louva-a-deus)que provocam um comportamento extremo nas fêmeas na hora da copulação.
Elas ficam descontroladas(não sabe-se se de prazer, fúria) que as fazem tomar atitudes que aos olhos de nós - seres humanos- seriam bem atípicas.
Pensando bem, nem tão atípicas assim por que o comportamento humano- feminino e masculino- nessas horas nem sempre é tão previsível e dito dentro dos padrões normais. (rÊ!)
E aprofundando mais no assunto,Ozzy Osbourne arrancou a cabeça de outro ser que não era de sua espécie(não sei se era fêmea ou macho também. alguém sabe?) e estimulado por outras substâncias químicas de natureza não hormonal, creio eu.
(!)
Voltando aos Orthopteras.
As fêmeas durante a cópula estimuladas por esses impulsos hormonais arrancam a cabeça do macho. Arranca, estraçalha e come.
Ele perde a cabeça pela fêmea (entenderam o trocadilho?)
E o mais interessante é que isso não impede que a copulação continue!
Mesmo sem a cabeça o sistema nervoso do macho continua funcionando.
Que maravilha deve ser ser uma fêmea de louva-a-deus....
Olha que eu te arranco a cabeça rapaz!
conheça mais sobre o Louva-a-deus:
www.portonet.com.br/kids/bichosolto.htm
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Kaline Rossi
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19:06
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Emo
Estava eu, a caminho de casa, ouvindo os gemidos de Karen O. e distraída com as listras amarelas do asfalto quando vi um ser bizarro adentrar o veículo automotor no qual u me encontrava sentada perto da janela com vento no rosto.
Mais ou menos 1,60m, cabelos amarrados meio enroladinhos( pra não dizer que o cabelo tinha uma forma indefinida).Nas pálpebras que cobriam os olhos grandes e expressivos,algo que um dia foi lápis de olho.Preto, uma faixa grossa dando uma aparência..hum..pesada. Rebelde.Não aquela novela, mas atitude rebelde de como eu chamo: uma nova rockista que descobriu o rock agora, veste-se e comporta-se de maneira distinta.
Seus ídolos? Avril Lavigne, Evanescence e Linkin Park . Eu posso dizer por que eu já fui assim. Só usava preto, pulseiras e cordões de metal , all star fudido e ainda pintava o cabelo de rosa(oh céus).Mas na minha época eu ouvia nirvana,garotos podres (trash total).
Enfim, o que me chamou mais atenção na criatura foi o que tinha escrito na camiseta de aula(farda, uniforme, whatever): Fulaninha (nome fictício óbvio hehe) EMO
EMO?!
Como assim emo minha querida?
Como assssim emoooo?
.
.
.
.
Eu sorri discretamente olhando pra baixo, por que eu acho que ela pecebeu a maneira que eu estava analizando-a por baixo dos meus óculos escuros.
Puxei a cordinha, trelellen. Eu estava em casa. ainda bem.
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08:47
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terça-feira, 20 de novembro de 2007
O barulho do silêncio
tu tu tu tu
tec tec tec tec
frrruuumm vrrrrruumm trrrrrrrumm
íiiiii(bem agudo)
tec tec tec
uooooooowwmmm
tsí tsí tsí
sons que eu ouço do meu quarto.sons que eu ouço quando estou tentando não ouvir minha cabeça.sons que eu ouço quando fecho os olhos pra distrair os pensamentos que correm feito crianças no recreio da escola se batendo umas nas outras gritando frenéticas
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhh
distrair que nada!
Vem é mais forte como uma pancada na cabeça ou um chute no estômago
Com força!
Dá medo!
Abro os olhos e vejo a escuridão
Eu vejo?
.
.
.
Ouço o silêncio
.
.
.
Eu ouço?
tu tu tu tu
tec tec tec tec
frrruuumm vrrrrruumm trrrrrrrumm
íiiiii(bem agudo)
tec tec tec
uooooooowwmmm
tsí tsí tsí
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Kaline Rossi
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17:59
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domingo, 18 de novembro de 2007
Calor

Que delícia que é um domingo de tarde
Com um calor senegalês exageradamente quente(hipérbole mor)
Sentir a água do corpo ser roubada pelo ar
Sentir cada poro abrir mão de seu sossego e se abrir
Se deixar roubar do que lhe faz tanto bem
Delícia é ficar deitada na cama quente
Com um vento quente dissipado por um ventilador sujo e cheio de poeira
Saber que tem coisas a fazer mas a vontade é nenhuma
Saber que por mais que vc resista ao calor, ele te pega ,ele te suga
Por isso que eu prefiro ficar assim, deitada sentindo o calor me roubar as energias e vendo a vida e as horas passarem sem pressa, sem medo.
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Kaline Rossi
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13:20
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Longe
Longe daqui
Não sei o que pensar
Não sei onde ir
Não me lembro mais como andar
Longe de ti
As notas soam desafinadas
O sorvete não é tão doce
O filme é não sai das matizes do azul
Quero fugir
Quero te encontar
Longe daqui
em outro lugar
Longe do calor
Longe do frio
Longe de tudo que sentiu
Longe da mão
Longe do cheiro
Longe dos olhos
Longe dos cabelos
Longe de tudo
Longe de todos
Longe da fumacinha
Longe por inteiro
Longe fisicamente
Presente aqui
Entre o estômago e o pescoço.
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Kaline Rossi
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11:02
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